sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

E também não somos a Alemanha...


Ontem, tínhamos ficado a saber que não somos a Grécia. Hoje, ficamos a saber que também não somos como a Alemanha. Em ambos os casos, foi PR que fez questão de explicar, com aulas práticas, as diferenças que nos separam dos dois países.
No país da Frau Angie, o presidente por ela escolhido,  não se refugia em dialécticas estéreis, para conservar o seu mandato. Quando os tribunais pedem  o fim da sua imunidade e o acusam  de corrupção por ter beneficiado de um empréstimo concedido por um amigo, demite-se.
 Por cá, ainda está por explicar a coincidência de um banco falido, por vigarices  várias e gestão ruinosa, ter sido fundado e gerido por amigos do presidente que – apenas por  coincidência, obviamente! - fizeram parte dos seus governos enquanto primeiro-ministro. 
Curiosamente, um desses amigos  permitiu ao presidente  e, pelo menos,  a um dos seus familiares ( a filha)  ganhar  em acções, num curtíssimo espaço de tempo, dezenas de   milhares de euros.
Alheio a estas coincidências, o inquilino de Belém vê um dos seus assessores de estimação apresentar-se  a um jornal de referência como seu emissário, tendo como missão veicular para a imprensa notícias falsas e assobia para o ar, como se não fosse nada com ele.
Depois de eleito por falta de comparência dos adversários, o nosso PR inicia a fase da vitimização e faz um discurso insultuoso contra os  outros candidatos e seus apoiantes; acusa o governo de falta de  ética social e de violar a Constituição, mas cala-se assim que  sabe que os seus subsídios de férias e Natal permanecerão intocados.
O que nos distingue da Alemanha não é a (in)capacidade do povo português  para trabalhar, é a falta de ética e de estofo de um presidente da república que não age em função dos interesses do seu povo, mas sim dos seus próprios objectivos.
E quando um país  tem como líderes pessoas que sem qualquer pudor violam os princípios básicos da ética política, sabendo que a lei os protege enquanto estiverem a exercer o seu mandato, não pode nunca almejar a comparar-se com a Alemanha, onde esse princípio é (aparentemente) sagrado.

6 comentários:

  1. Confesso que não me apetece ser parecida com a Alemanha. Cada vez menos. Até na ética, estas coisas têm muito que se lhe diga. Tenha-se em conta a história alemã.

    ResponderEliminar
  2. E refugia-se no silêncio dos...indecentes!

    ResponderEliminar
  3. Como sabe, sou uma grande admiradora da Angela Merkel, a minha querida Angie, mas ela tem a mania ou táctica de afastar todos os bons políticos do lado dela e escolher políticos como um Wulff, que ninguém queria como presidente.

    FINALMENTE acabou a tortura e o caso Wulff vai fazer a Angie sair do poder em 2013!!!

    PS: A história portuguesa também tem muito que se lhe diga, principalmente na era do colonialismo, minha cara amiga Teresa!!!

    ResponderEliminar
  4. Gente como um e outro presidente existem em todos os países: é a diferença entre a honra e a falta de princípios e de seriedade...

    ResponderEliminar
  5. Carlos, este sistema anti spam é de dar com uma pessoa em doida

    ResponderEliminar
  6. Carlos,
    O Aníbal não lhe chega aos calcanhares!! :))
    Como eu já esperava.

    Num tom mais sério, fico tão triste com estas situações, Carlos.
    O Presidente da República do meu país envolvido com gentinha desta, em casos tão fedorentos como estes?
    Que tristeza e que vergonha!

    Aquele abraço e bfds

    ResponderEliminar