terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Caderneta de cromos (33)



Pronto, senhor ministro, confesso que  imbuído do espírito natalício da quadra que atravessamos, aceitei a cunha do “  Goebbels dos pequeninos” que recrutou para o seu gabinete e acedi a incluí-lo nesta caderneta de cromos, distinção que sei muito o honra. Entenda , pois, esta cedência  como uma prenda de natal.
Seria injusto, no entanto, se não reconhecesse que o senhor tudo tem feito para merecer a distinção, com tiradas diárias dignas de o catapultar para o Guiness da cretinice, mas eu não sou muito apreciador de pessoas que se põem em bicos de pés para arranjar um lugarzito, mesmo numa caderneta de cromos, honrada  e modesta  como a do CR.  
Ontem, porém, o senhor mostrou que merece ter um lugar nesta caderneta, saindo em defesa  do grande chefe Coelho. Poderia Vocelência ter-se limitado a  dizer que  PPC ao aconselhar  os professores a emigrar, "estava a cumprir o programa de governo do PSD  que sempre apontou o crescimento das exportações como a única forma de  Portugal crescer e sair da crise". Mas Vocelência  é pequeno no tamanho, mas não na vozearia carnavalesca. Por isso foi mais longe e defendeu que as palavras do senhor presidente do conselho revelavam uma mundividência assinalável. Mais… o senhor foi claro ao dizer que quem não percebe o conceito de “universalidade” intrínseco ao modo de ser português,explícito nas palavras do sr PM,  é conservador e  tacanho. 
Tem toda a razão senhor ministro.  Foi a mundividência e visão do futuro que levou milhares de portugueses a emigrar nos anos 60 e o senhor vem agora propor, com uma assinalável visão,  que os portugueses emigrem em massa para Moçambique para ajudar a construir o país ( e isto o senhor não disse, mas eu percebi nas entrelinhas) porque aqui não estão a  fazer nada. São um estorvo que custa dinheiro aos cofres do estado. Eu também emigrei aos 20 anos e, se de alguma coisa me arrependo, é de ter regressado. 
Confesso que fiquei siderado com o seu rasgo de inteligência e visão do futuro. “Se este país não tem nada para vos oferecer, porque é que não desamparam a loja e vão trabalhar, em vez de ficarem confortavelmente instalados a receber o subsídio de desemprego?”  - depreendi, extasiado, ao escutar o seu discurso. Depois ainda teve o rasgo de aconselhar o Zé Manel ( o taxista dos jornais) a escrever um artigo onde apontasse as vantagens da emigração para os cofres do Estado, graças às receitas das remessas que não deixarão de entrar nos cofres da Pátria. Eu percebi a sua intenção, senhor ministro, mas incumbir o Zé Manel de fazer passar uma mensagem é o mesmo que pedir a um engraxador que nos pinte a casa. Relevo, no entanto, essa sua imprevidência e, com muito orgulho, incluo-o nesta caderneta de cromos. 
O número que lhe calhou em sorte( O trinta e três)  não foi dos mais felizes. Admito que tenha alguma dificuldade em pronunciá-lo quando quiser brilhar diante dos seus amigos anunciando a sua admissão a esta caderneta, mas tenho algumas sugestões para lhe dar:
- Diga que lhe calhou o número dos médicos;
- O número que fica antes do 34 e depois do 32
ou simplesmente "não me lembro", porque ninguém vai estranhar a sua falta de memória.

Adivinha Natalícia

Era uma vez um homem perfeito que conheceu uma mulher perfeita. Namoraram e um dia casaram-se. Formavam um casal perfeito.Numa noite de Natal, ia o casal perfeito,por uma estrada deserta, quando viram alguém na berma pedindo ajuda. Como eram pessoas perfeitas, pararam para ajudar.

Essa pessoa era nada mais nada menos do que o Pai Natal, cujo trenó havia avariado. Não querendo deixar milhões de crianças decepcionadas, o casal perfeito ofereceu-se para o ajudar a distribuir os presentes. O bom velhinho entrou no carro e lá foram eles. Infelizmente o carro envolveu-se num acidente e somente um dos três ocupantes sobreviveu.
PERGUNTAS:Quem foi o sobrevivente do trágico acidente?A mulher perfeita, o homem perfeito ou o Pai Natal? E quem conduzia o automóvel que provocou o acidente?(Confira a resposta mais abaixo.)


RESPOSTA:A mulher perfeita sobreviveu.Na verdade, ela era a única personagem real da história. Todos sabemos que o Pai Natal e o homem perfeito não existem.(Se você é mulher, pode fechar a mensagem, porque a piada acaba aqui. Os homens podem continuar e ler mais.) Portanto, se o Pai Natal não existe nem o homem perfeito, fica claro que quem conduzia era a mulher, logo o acidente está esclarecido.

E se tu és mulher e leste até aqui, fica provada mais uma teoria: que as mulheres são curiosas, e incapazes de seguir instruções.

( Pois esta adivinha já foi aqui formulada no Natal de 2009, mas era para testar a vossa memória...)



Que parva que eu fui


Os "Deolinda" lançam esta semana um novo disco. Um dos grandes sucessos será  a nova versão de "Que parva que eu sou" . Neste disco, a canção passa a ter o título " Que parva que eu fui"

Não, não, senhor Viegas...

Na hora da depedida