terça-feira, 15 de novembro de 2011

O IV Reich

Não será a leitura ideal para terminar o dia mas vale a pena ler...

Ler com Saramago

José Saramago celebraria amanhã 89 anos. As Bibliotecas Municipais de Lisboa, em parceria com a Fundação José Saramago, homenageiam o Prémio Nobel da Literatura, na comemoração do 2.º ano da abertura da Sala José Saramago na Biblioteca Municipal Palácio Galveias.

A atribuição da designação Sala José Saramago é uma forma simbólica de evidenciar, junto dos utilizadores e visitantes do Palácio Galveias, a ligação do escritor com esta biblioteca.

Este ano, às 13h, inaugura-se o espaço Ler Saramago, o essencial do Nobel, com obras de diferentes géneros literários (poesia, teatro, romance, conto, antologia…) de e sobre o autor, tradutor e prefaciador.

A Éter - produção cultural junta-se a esta comemoração apresentando um showcase do espectáculo Memorial do Convento, com adaptação dramatúrgica de Miguel Real e Filomena Oliveira, em cena no Palácio Nacional de Mafra.
«Unidos por um amor natural, Blimunda e Baltasar reúnem-se ao Padre Bartolomeu de Gusmão na construção da passarola, símbolo da ciência, do sonho e da vontade humana».
Leia Saramago…convidamo-lo a ler em voz alta, em silêncio e/ ou com um amigo.As obras são nossas, a voz é sua! Temos o prazer de o/a convidar a estar presente nesta homenagem.






A arte de ser português (1)

Uma ponte do século XVI estava encerrada. Havia gradeamento e sinais de perigo. Não havia era dinheiro para a mandar reparar. Indiferentes, as pessoas continuavam a passar por ela. A pé, de bicicleta, ou motorizada. Um dia, um motociclista escolheu o momento errado para a atravessar. Era noite e a visibilidade reduzida. As luzes da motoreta talvez também não ajudassem e, se calhar, iam mesmo desligadas. Não viu que a ponte se tinha desmoronado e caiu ao rio de uma altura de sete metros. Ficou ferido. No dia seguinte já andava pelo seu próprio pé e teve a recompensa. Foi entrevistado para a televisão. Exibia apenas uns arranhões.
Exercício: De quem foi a culpa do acidente?

Caderneta de cromos (32)

Foto DN




Caro Otelo Saraiva de Carvalho



Lamento incluí-lo nesta caderneta de cromos, até porque estou em dívida para consigo. Não esqueço que foi você o estratega do 25 de Abril que me devolveu a liberdade.


Eu compreendi o alcance das suas palavras e não as distorci como alguma comunicação social sedenta de sangue e olvidada dos tempos em que a Censura a impedia de dizer dislates, dedicada agora à nobre arte de vender opinião como jornalismo e fabricar casos onde apenas existe notícia. Perdoe-lhes, porque eles (não ) sabem o que fazem e (não) medem a dimensão do que dizem ou escrevem.


Compreendo também que esteja indignado pelo facto de ninguém se levantar clamando contra um governo que nos fez regressar ao 24 de Abril e a um tempo em que a comunicação social apenas exprime a voz do dono. Você já percebeu que o golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro – que para muitos ficou incompleto em 1975- teve finalmente , em 5 de Junho de 2011, o executor daquilo que estava na mente de quem apoiou ( não quem executou) o 25 de Novembro.


Posto isto, queria dizer-lhe que foi infeliz nas suas declarações por um motivo simples: uma revolução não se anuncia à boca de um microfone… FAZ-SE! Sem publicidade, nem ameaças. Há coisas que não se anunciam, mesmo havendo liberdade de expressão. Devia ter aprendido com Pedro Passos Coelho que fez uma revolução em Portugal em silêncio. Ou melhor... anunciando que nunca a faria. Pense nisso…



Abraço










A reencarnação de Américo Tomás

Já todos percebemos que Pedro Passos Coelho, investido primeiro-ministro, não manda rigorosamente nada. É um pau mandado de Gaspar e da "troika". A sua única função é fazer salamaleques a Merkel, curvar-se respeitosamente perante Bruxelas e servir de câmara de eco das afirmações da chancelarina.



Se acrescentarmos os tiques ditatoriais que PPC de quando em vez deixa escapar, temos matéria suficiente para deduzir que estamos perante a reencarnação de Américo Tomás. No entanto, para que não restem dúvidas, Pedro Passos Coelho adiciona uma outra característica peculiar do compère do Botas: não sabe falar português.



Já aqui dei vários exemplos de falhas linguísticas de PPC ( extensíveis a outros membros do governo) mas hoje o Pedro Tadeu dá mais um contributo. PPC não faz "malabarices". Já o Álvaro não se dá bem com "descompetitividade" . Bem, mas o melhor é lerem o Pedro Tadeu, para ficarem esclarecidos.

A pont(e)apé

Já me provoca uma certa náusea a discussão sobre a eliminação dos feriados, mas não resisto a acrescentar um pormenor, para além do já aqui várias vezes demonstrado de que não temos mais feriados do que a maioria dos países europeus. (Também temos menos férias, mas isso agora não é para aqui chamado).

O que me encanita nesta discusão é o argumento pífio de que devem ser eliminados feriados, por causa das pontes! Só néscios ainda não perceberam que, quando um trabalhador faz ponte, entre um feriado e um fds, utiliza um dia das suas férias, um direito que até agora ainda não lhe foi retirado, mas talvez não falte muito...

Convém ainda lembrar que nos países que adoptaram deslocar os feriados para próximo do fds, os feriados que calhem ao sábado ou ao domingo, são gozados na sexta-feira precedente, ou na segunda-feira seguinte, mas não me parece que seja esse o método a adoptar por cá. Aliás, como confirmou o ministro Álvaro ontem na AR, a ideia do governo é apenas eliminar quatro feriados e não juntá-los ao fds. Logo, as pontes mantêm-se de pé...

À guisa de conclusão: a medida do governo visa simplesmente diminuir os dias de férias, sem mexer (por agora...) nos dias de férias. Isso virá em 2013, se o governo lá chegar.

Grandes Bandas (36)

Que bem que se está neste hotel!!!