sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O regresso do arrependido


Durão Barroso regressou hoje à Faculdade de Direito. Chegam-me notícias que desta vez as mobílias não foram alvo da ira do ex-maoísta e ficaram intactas. Quanto ao discurso, continuou ortorrômbico, mas a sonoplastia fez-me lembrar o tempo em que o cherne, antes de o ser, era admirador confesso do camarada Mao. A diferença é que o seu ódio contra o capitalismo, virou-se agora contra quem trabalha.

Arte com sentido crítico (2)





Há sempre alguém que resiste...

Treze deputados do PS fizeram uma declaração de voto, após a abstenção a que democraticamente foram obrigados por Seguro. Treze deputados do PS responderam assim ao enxovalho a que o líder os sujeitou. Quando leio os nomes dos "resistentes" percebo que razões diferentes os levaram a tomar essa atitude. De qualquer maneira registo, com agrado, que dentro do PS há quem não se conforme com a decisão vergonhosa do seu líder. Seguro não vai ter vida fácil.

Mais depressa se apanha um mentiroso...

Toda a gente já sabia que os funcionários públicos e reformados nunca mais voltarão a receber subsídios de Natal e de férias. O que não se sabia era que o governo já tinha assumido esse compromisso com Bruxelas.


Este facto demonstra, à saciedade, que este governo além de mentiroso é de uma desonestidade intolerável.


Partamos do princípio que o roubo aos funcionários públicos é aceitável, porque são uns malandros improdutivos ( espero que na hora em que um membro do governo tenha de recorrer aos serviços de saúde, os médicos e enfermeiros que o atendam mostrem essa incompetência) , mas subtrair os subsídios aos reformados é algo de inqualificável. Gente que trabalhou 35 , 40 ou mais anos e sempre descontou vê-se agora privada, por livre arbítrio de um grupo de gangsters daquilo que foi forçado a entregar ao estado ao longo da vida?

Sempre quero ver se Cavaco Silva, confrontado com esta afronta aos portugueses, continuará a mandar uns bitaites para o ar, mas aprova o OE violando a Constituição que jurou, ou o submete à apreciação do Tribunal Constitucional.

Se essa segunda hipótese ocorrer - e perante a revelação de Bruxelas- será curioso ver a decisão dos doutos juízes , supostos guardiões do diploma fundamental desta democracia faz de conta.


Em tempo: Muito obrigado, senhor PM, mas não precisava de se incomodar a responder a este post que escrevi esta manhã. De qualquer modo, fico satisfeito por saber que lê o CR. Para a próxima, não precisa de perder tempo na AR, a caixa de comentários está sempre à disposição

CR sub 30: do semáforo ao polícia sinaleiro

Hoje em dia o trânsito é regulado por semáforos que comandam veículos e peões. Como são máquinas, há muitos condutores que desrespeitam o sinal vermelho e, quando o verde passa a amarelo, em vez de abrandarem como manda o Código da Estrada, aceleram na tentativa de passar antes de cair o vermelho. Muitas vezes não o conseguem e o acidente é inevitável.

Já perdi um amigo que, regressando a casa de madrugada, confiou demasiado na sorte e morreu. Nessa altura os semáforos eram uma invenção recente e o trânsito nocturno no Porto diminuto. Por isso, ao passar no Marquês de Pombal, no Porto, pensou que àquela hora não devia vir nenhum carro e, em plena aceleração, passou com o sinal vermelho.

Dizem que “O destino marca a hora” e a hora dele devia estar marcada, porque da Rua da Constituição vinha outro carro que vendo o sinal verde avançou afoitamente e a colisão foi inevitável. Os semáforos deviam ser respeitados - por condutores e peões - tão escrupulosamente como a sinalética dos antigos reguladores de trânsito.

Chamavam-se polícias sinaleiros, também conhecidos entre jovens e menos jovens pelo nome carinhoso de chapéus de giz, pelas razões que a foto documenta. Todos respeitavam as suas ordens, sob pena de apanharem uma valente multa e ficarem com a carta apreendida. Hoje em dia, em certos cruzamentos onde o trânsito é regulado por semáforos existem câmaras de vigilância que permitem detectar o infractor, em caso de acidente. Mas não é a mesma coisa…Dir-me-ão que com o trânsito urbano caótico dos dias de hoje é impossível regular o trânsito com sinaleiros. Concordo em absoluto, mas isso não invalida que tenha saudades do tempo em que havia polícias sinaleiros. Uma profissão que a maioria dos sub-30 desconhece, ou apenas viu em fotografias.

O sinaleiro era mais justo que o semáforo. Hoje em dia, nos semáforos com temporizadores, podemos verificar que aos peões é dado para atravessar a rua, um terço do tempo que é dado ao condutor para atravessar o cruzamento. E mesmo quando o sinal está verde, os peões têm de se acautelar, pois não são raras a as vezes em que os automobilistas, vendo o sinal verde, mudam de direcção sem cuidar de saber se o sinal para os peões está encarnado ou verde.

Os semáforos têm outra desvantagem: são estáticos. Já o polícia sinaleiro era um animado regulador de trânsito que sabia escolher o semblante carregado ou uma postura mais descontraída, consoante as ocasiões.

Ainda recordo a coreografia que alguns ensaiavam em cima das peanhas onde se colocavam para dirigir o trânsito. Alguns eram verdadeiros mestres na arte gestual que ensaiavam , esforçando-se por dar prioridade equitativa ao automóvel e ao peão. Não raras vezes juntavam-se nos passeios por autênticas multidões para os observar e- imagine-se- chegavam a aplaudi-los!Digam lá… imaginam alguém a aplaudir um semáforo quando passa de vermelho a verde, ou vice –versa?




Hoje é dia de matar o porco



"No dia de S. Martinho mata o porco e prova o vinho"

Isso era dantes! Hoje, na AR, talvez não haja magusto mas, como a imagem documenta, o governo vai decretar um novo provérbio: " Em dia de S. Martinho, empobrece o teu povo e goza de fininho".

Desejo a todos os leitores um bom magusto.









Preparem-se...

Estive a ler o Plano Estratégico para os Transportes, publicado no DR de ontem.


Quando acabei, fiquei com a sensação de que tudo quanto foi escrito sobre encerramento do metro às 21h30m, ou de supressão de carreiras da Carris, foi apenas um balão de ensaio para preparar os trabalhadores do sector para um elevado número de despedimentos e os utentes para aumentos brutais nos transportes públicos em Janeiro.


A táctica deste governo é simples. Põe os profissionais de comunicação recrutados nos jornais a difundir notícias que deixam as pessoas em alvoroço e depois anuncia medidas gravosas que as pessoas recebem até com algum alívio. "Sempre é melhor pagar mais e manter os serviços, do que cortá-los" pensarão alguns.


Esta táctica é utilizada em quase todos os sectores e deve ter sido aprendida pelos spin doctors com uma anedota que se costuma contar e reproduzo na sua verão minimalista:
Num hospital, um médico diz a um casal cujos filhos sofreram um acidente de automóvel:
" Lamento, mas morreram todos os vossos filhos"
O casal chora convulsivamente, o médico tenta acalmá-los e depois retira-se. Passados alguns minutos, vem outro médico e diz:
" Peço desculpa, mas o meu colega enganou-se. Só um dos vossos filhos faleceu. Outro vai ficar paraplégico e o terceiro tem uma perna e um braço partido, mas dentro de alguns dias terá alta".

Desaparecidos

Andava eu a fazer uma pesquisa no Google e dei com esta fotografia. Foi então que me lembrei que o CDS também faz parte do governo e que, apesar de andar a ver se consegue passar despercebido entre os pingos da chuva, Paulo Portas é o líder do partido que jurou, quase em lágrimas, "aliviar o sofrimento dos portugueses". Prometeu, se fosse eleito, aliviar a carga fiscal e proteger os mais desfavorecidos, blá, blá, blá ( tudo o resto é igual ao discurso do Coelho).
Não pense, senhor Portas, que os portugueses o vão esquecer e vai passar incólume por este vendaval que se avizinha...
O senhor é tão mentiroso , insensível e (ir)responsável quanto Pedro Passos Coelho. A diferença é ser cobarde e não se assumir! Já sabemos, por portas e travessas, ser essa uma característica sua, mas seria bom, nos raros momentos que passa no país, lembrar-se que deve uma palavra aos portugueses e um pedido de desculpas. Não acredito que continue a ir à missa de consciência tranquila. Ou vai?

Grandes Bandas (33)

Levantem-se então as barricadas!