terça-feira, 1 de novembro de 2011

A educação segundo Crato

Para o génio Crato, a educação deve ser reduzida ao esssencial

O próximo passo será legalizar a escravatura?

Compreende-se que Portugal tenha de ser mais produtivo e que o governo tome medidas, em sede de concertação social, que ajudem as empresas. Mas há coisas que não se engolem…
O ministro Álvaro decidiu unilateralmente - violando os princípios básicos da legislação laboral e a própria Constituição- oferecer às empresas meia hora de trabalho extra por cada trabalhador. O resultado imediato é que cada trabalhador, ao fim de um ano, vai trabalhar mais um mês à borla.
Como era de esperar, a generalidade dos patrões achou pouco. Se a medida pode funcionar para supermercados, não funciona para a generalidade das empresas produtivas. Vai daí pediram mais… diminuição dos feriados, subtracção de três dias de férias e possibilidade de exigirem trabalho ao sábado.
Álvaro- o dialogante - só ouve os patrões e, sem saber como tratar a situação, resolveu rapidamente o problema. Cada empresa pode usar essa meia hora como mais lhe aprouver. Aos trabalhadores resta amochar e bico calado, porque se não aceitarem as imposições do patrão são despedidos com justa causa e lá fora há muitos desempregados para os substituir.
Creio que a próxima proposta do ministro Álvaro será legalizar a escravatura!
Ó senhor ministro, o clima do Canadá deve ter avariado qualquer coisa no seu sistema nervoso central! Portugal não fica em África como pensam muitos dos seus vizinhos americanos… fica na Europa e, até Junho, era uma democracia. Doente, eu sei, mas não em estado de coma, como o senhor e os seus parceiros de governo pretendem.
Deveria ser obrigatório sujeitar os membros do governo a exames psicológicos antes de assumirem o cargo, para evitar o espectáculo triste de ver um Álvaro a dirigir um ministério.

Halloween

Manhã de 1 de Novembro, rescaldo da “Noite das Bruxas”. Saio de casa para comprar jornais e tomar café no sítio habitual. Na esplanada, um grupo de meninos e meninas ( mais meninas) mascarados de bruxas, fadas e duendes, erguem os copos de cerveja em celebração. Não vão formosos nem seguros. Vão cambaleantes e de braços desnudados, desafiando o frio das 11 da manhã.
Presumo que tenham saído da discoteca pouco antes. Com a voz entaramelada uma menina pede-me um cigarro. Não tenho. Não fumo cigarros. A resposta, educada, da menina que vive numa zona onde pretensamente habitam núcleos familiares da classe média alta é elucidativa:
“Então vai-te f….”
Claro que não fui. Comprei o jornal, sentei-me numa mesa interior a ler. Passados alguns minutos entram sete meninos e meninas do grupo. Passo cambaleante, sentam-se a uma mesa e começam a jogar à “moedinha”. Um menino levanta-se e vai à máquina comprar um maço de cigarros que distribui generosamente pelos amigos. A proprietária dirige-se à mesa, adverte-os :
“Não podem fumar aqui dentro, têm que ir para a esplanada”
“Está um frio do caraças lá fora”
responde uma menina de braços desnudados.
“Eu sei, mas não posso fazer nada. O que querem tomar?”
Um galifãozito empertiga a voz e arrisca:
“ Eu queria era apalpar-te as mamas. Comer já eu comi”
Seguiu-se um olhar dengoso para uma menina do grupo, retribuído com um beijo que se perdeu no ar.
“Então se não querem nada, façam o favor de ir para a esplanada”- retorquiu a proprietária.
A menina que me pedira o cigarro pensou que era a altura de intervir e “serenar” os ânimos.
“Está-se a armar em boa! Não sabe que hoje é o Dia das Bruxas. Vamos embora”.
Cambaleando, saíram para a esplanada onde se espojaram nas cadeiras, copo de cerveja na mão, com a postura de quem terminara uma árdua jornada de trabalho.
É assim o Halloween em Portugal. Um dia de copos em excesso, igual a tantos outros, com a diferença das máscaras.
Vivi mais de uma década em países anglo saxónicos. Sei que a noite do Halloween não tem nada a ver com esta cena. Em Portugal, porém, é assim. A sociedade de consumo apenas se preocupou em exportar a festa , pelo paradigma consumista. Da sua essência, nada resta. O Halloween em Portugal sabe-me a morangos comidos em Novembro. Têm cor, mas falta-lhes o paladar do mês de Maio.
Nem os meninos-família escapam à aridez dos tempos. Se fosse pai de um deles, já me tinha suicidado… por incompetência na função de educar.
( A Cena passou-se em 2008, não voltei a ver cenas idênticas em manhãs de Halloween,mas a má criação continua a ser abundante. Há quem lhe chame irreverência...)


Dia de Todos os Santos

Aqui fica uma pequena galeria dos amigos santificados por Cavaco , unidos num mesmo lema:



S. Loureiro (protector das off shores)
S. Costa ( milagreiro das boas acçõesdo BPN)
S.Duarte( padroeiro dos herdeiros desavindos)

Bela montra, não vos parece? Oremus, então!
Obrigado, S. Aníbal por teres feito de nós verdadeiros símbolos da democracia lusitana. Amen!

Afinal o que eles têm é falta de vergonha!

Lembram-se do tempo em que Sócrates era criticado pela lambideira especialista do Relvas, por andar atrás dos ditadores para fazer negócios?
Afinal, depois de tantas críticas, o governo vai vender Magalhães ao México. E eu a pensar que aquilo era uma vigarice!
Afinal, depois de tantas críticas, Paulo Portas corre para a Venezuela a pedir batatinhas ao ditador Chavez, para salvar os estaleiros de Viana.
Afinal, depois de tantas críticas, Portas correu para Angola para assinar acordos com o energúmeno José Eduardo dos Santos.
Afinal, apesar das críticas, Paulo Portas correu para a Líbia, mas já não conseguiu falar com Kadhaffi. Teve sorte... assim não o acusam de andar atrás de todos os ditadores para salvar o país!

Grandes Bandas (24)


Hoje é noite de Halloween, por isso a escolha não podia ser outra