segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Entre zombies e fantasmas

Hoje é Noite das Bruxas. Não acredito que elas existam mas, ao que parece, em Lisboa não faltam zombies.
Neste final de tarde concentraram-se algumas centenas no Chiado, para uma passeata pela cidade, com que vão assinalar o Halloween.
Pelo sim, pelo não, vou estar atento, não vá o fantasminha Gaspar infiltrar-se nesta noite de bruxas e zombies para pregar mais uma das suas partidas aos tugas.

Pronúncia do Norte (34)

Quando estive no Porto, a Baixinha surpreendeu-me pela desenvoltura que já começa a mostrar no domínio da Pronúncia do Norte.
Como ia à Baixa, perguntei-lhe se queria alguma coisa.
Primeiro disse que não, mas já eu estava a alcança a rua quando ela me diz:
- Espera aí, afinal quero! Traz-me um aloquete...
Não sabem o que é um aloquete? Então vejam aqui

Ena tantos!


No início da última década do séculoXX vimos nascer o bébé 5 mil milhões, acabámos o século a festejar o nascimento do 6 mil milhões e hoje deverá ter nascido, na Índia, o bebé 7 mil milhões.
Em cada segundo nascem três crianças, o que equivale a dizer que se o crescimento se mantiver constante, dentro de 50 anos a população mundial terá duplicado, implicando problemas acrescidos, para os quais a sociedade não se tem preparado.
O problema começou a colocar-se apenas a partir da década de 70, tendo assumido foros de grande preocupação na última década do século XX.Tema em debate na Conferência do Rio de Janeiro em 1992, foi depois motivo de uma Cimeira no Cairo, onde estiveram em confronto duas teses distintas.
De um lado, aqueles que consideram inaceitáveis propostas de controlo de natalidade, por razões éticas, religiosas ou de segurança que refutam o estabelecimento de relação directa entre crescimento demográfico e degradação ambiental.Do outro lado, aqueles que defendem a tomada de medidas urgentes que visem a redução da natalidade, para evitar mais pobreza e consequente degradação ambiental.Os defensores destas soluções mais radicais, argumentam com um estudo do Fundo das Nações Unidas para a população que aponta para que 83% do crescimento demográfico previsto ocorra nos países do Terceiro Mundo, onde a situação de pobreza é, já hoje, alarmante.
Atente-se, por exemplo, que dos mais de1200 milh›es de pessoas vivendo em estado de pobreza (cerca de 1/5 da população) 797 vivem na Ásia e 373 em África. Assim sendo- acrescentam- como não é possível esperar que as pessoas famintas tenham consciência ambiental para proteger os recursos naturais, se não forem tomadas medidas restritivas em relação à natalidade, estaremos a caminhar deliberadamente para o caos e a aumentar o exército de famintos no Mundo inteiro.
Um aumento incontrolado da população na Ásia e em África irá, na opinião dos defensores das medidas restritivas, provocar o incremento da emigração para os países ricos com as consequências inevitáveis, como o aumento do consumo dos recursos energéticos e uma maior pressão sobre os recursos naturais, sem que se verifique o correspondente aumento da produtividade, geradora de novos recursos.
A polémica não é pacífica e, na opinião de alguns especialistas, ambas as teses precisam de ser completadas com novos elementos. Seja como for, a verdade é que o crescimento demográfico é um problema que não pode ser equacionado colocando, como ponto de partida, o problema nas pessoas, pois se assim fosse cairíamos no risco de o passo seguinte constituir na eliminação dos elementos improdutivos (velhos,crianças,etc) o que significaria o descalabro total.
Mais uma vez o que está em causa, são problemas económicos e de organização social que têm que ser resolvidos. É que lidar com uma população de 2000 milhões de desempregados, ( cerca de 1/3 da população mundial) dentro de duas décadas, não será tarefa fácil...
Outra questão é tentar perceber em que medida as políticas demográficas seguidas em países como a China - desvalorizando a mulher- contrariam a sua crescente influência nas sociedades evoluídas. Em países como a China e a Índia, há falta de mulheres, enquanto nos países em desenvolvimento as mulheres retardam cada vez mais a maternidade, para não prejudicarem a sua vida profissional.
Ambas as situações contribuíram, em certa medida, para o envelhecimento da população mundial, problema que se pode estender dentro de algumas décadas a África, onde a consciencialização da mulher a levará a ser mais responsável em matéria de natalidade.
Deixo aos leitores este texto, como proposta de reflexão sobre as diversas equações possíveis perante a realidade do crescimento demográfico.
Adenda: reeditado e actualizado, de um artigo que publiquei em 1999, na revista "o Consumidor"

Retrocesso civilizacional


A aposta deste governo não é apenas empobrecer os portugueses. A sua ambição é destruir todas as conquistas de Abril e impor um retrocesso civilizacional, de modo a equiparar Portugal a um país do terceiro mundo.
Redução da iluminação nas ruas, restrições na recolha do lixo, aumento do horário laboral, alargamento da idade da reforma, e encerramento do Metro às 23 horas ( nalguns troços de algumas linhas, o encerramento poderá ser às 21) são algumas das medidas que visam regredir o país aos anos 50.
Não se vislumbra, entre os membros do governo, uma centelha de inteligência, um rasgo de lucidez para incentivar o crescimento da economia. Encerrar o Metro à noite implica mais automóveis a circular em Lisboa, mais consumo de combustível mais dinheiro a ser desperdiçado, afugentar turistas e o ambiente urbano a degradar-se.
A ministra Cristas depois da ideia da gravata perdeu o pio? Para que serve a ministra do ambiente? Figura decorativa, ou para tratar do pasto das vacas tão apreciadas pelo prof. Cavaco?
Dentro de dois anos estaremos mais pobres, mais atrasados e menos europeus. Já não se falará de luz ao fundo do túnel, porque o país terá mergulhado numa longa noite de trevas, de que apenas sairá daqui a umas décadas. Até quando continuaremos a aceitar passivamente todas estas medidas que nos lançam não para a cauda, mas sim para fora da Europa?

Quem muito se baixa...

O argumento para reduzir os salários dos funcionários públicos foi a impossibilidade de os despedir. Como era de esperar, agora anuncia-se o despedimento e- eventualmente- nova redução de salários. Custa-me escrevê-lo, mas muitos funcionários públicos têm o que merecem. São acomodados, poucos fazem greves e sempre confiaram no emprego vitalício. Quem não luta e se acomoda corre o risco de ser humilhado...
Lamento é que muitos que lutaram pela dignidade do funcionário público sejam os primeiros a sofrer as consequências.

Obscenidades

Estas declarações do Secretário de Estado da Juventude são, no mínimo, obscenas! Que raio de governo é este que aconselha os seus jovens a emigrar?
Uma sugestão: porque é que o secretário não emigra, leva o governo todo com ele e nos deixa em paz?

Grandes Bandas (23)


Não sou grande fã, mas esta banda não podia faltar