sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Façam como eu...

Há cada vez mais pessoas a dizer que já não suportam ouvir os noticiários. Compreendo-as muito bem, mas dou-lhes um conselho. Precisamos de estar informados, sob pena de um dia destes acordarmos e já nem o tapete da porta da entrada estar lá. Façam como eu... antes de ligar o televisor para ouvir as notícias, ponham anti-repelente!

Figura da semana








Caro Pedro Santana Lopes







Permita-me que o trate assim, pois desde aquela noite chuvosa de 24 de Outubro em que você me ia abalroando à porta do XL, porque entrou na rua em sentido proibido, conduzindo e a falar ao telemóvel, enquanto eu circulava tranquilamente, percebi que não havia razões para o tratar com a deferência que o seu cargo de presidente da câmara então mereceria. Depois, quis o acaso que nos sentássemos em mesas contíguas, o que contribuiu para estragar definitivamente a minha noite de aniversário.Adiante…






Presumo que depois deste intróito esteja estupefacto pelo facto de o nomear figura da semana, em vez de o incluir na caderneta e cromos. Passo por isso a explicar…






É que ter assumido o cargo de Provedor da Santa Casa e anunciar que prescinde qualquer retribuição foi um golpe de mestre.






Durante dois anos vai brincar à caridadezinha, ajudar os pobrezinhos e desfavorecidos ( se precisar de uns trocos, o Pedro primeiro ministro não lhos regateará, como reconhecimento pela sua abnegação à causa pública) e, em 2013, as eleições para a presidência da câmara de Lisboa estão no papo!






Bem, vai precisar de algum marketing para o promover, mas isso não será problema. O Relvas empresta-lhe um especialista que contratou lá para o gabinete ( ó coincidência, também se chama Pedro!) e se deslumbra cada vez que vê um ministro a andar de Vespa e o assunto está resolvido.






Tiro-lhe o meu chapéu, Pedro Santana Lopes! Bem merece ser escolhido como figura da semana.






Mas, por favor! Não vá hoje jantar ao mesmo sítio que eu, para não me estragar a noite, tá?







Desaparecidos

Dão-se alvíssaras a quem encontrar este senhor. Foi visto pela última vez no dia 9 de Outubro, algures na cidade do Funchal. Andava à procura dos óculos. Deixou uma dívida astronómica, mas tinha como fiadores os madeirenses e uma série de amigos em Lisboa. Parece que quem vai pagar a dívida, no entanto, são os do costume... os cubanos do Contenente.

CR sub-30: no escurinho do cinema

Hoje, podemos ver o filme que nos apetecer sem sair de casa.Os equipamentos “home cinema” revelam bem a evolução dos comportamentos sociais: a cada um a sua medida, que o tempo é de prazer e cada um o deve gozar à sua maneira.

Ir ao cinema "em grupo" passou a ser coisa de caretas, ver um filme em casa, passou a ser mais um exercício de isolamento, mas exemplo de modernidade.Alugar um DVD, ter em casa uma filmoteca, ou simplesmente pedir um filme “on demand” à distância de um clique, tornou-se para muita gente mais banal do que ir a uma sala de cinema.

Principalmente para os mais jovens, entrar numa sala de cinema para assistir a um filme, é o mesmo que ficar em casa. Juntamente com o bilhete podem comprar as pipocas e a coca cola e refastelar-se numa poltrona, indiferentes a quem esteja ao lado ou na fila da frente, porque quem paga bilhete tem direito a desfrutar como lhe apetece.
Mas nem sempre foi assim…

Ir ao cinema ao sábado à tarde era tão vulgar, que até foi mote para uma canção e
salas como o S. Jorge e o Monumental em Lisboa, ou o Coliseu, Trindade e Rivoli no Porto, tinham lugares cativos para o sábado à noite e estavam constantemente esgotadas.

Os filmes ficavam em exibição meses seguidos . Vivia-se ainda uma época dourada do cinema, que começara nos anos 30 e se prolongara nas décadas seguintes, com filmes e actores que fizeram História.

A partir do final da década de 50, e principalmente na década seguinte, começaram a surgir, por todo o país, os “Cine-clubes” que exibiam filmes que muitas vezes não corriam nos circuitos comercias. Entre alguns deles existiam profundas rivalidades, mas os fins de tarde de sábado e as manhãs de domingo eram, normalmente, grandes “happenings” para os jovens ( e alguns menos jovens ) cinéfilos.

Os primórdios dos anos 70 determinaram, porém, grandes mudanças nos hábitos cinéfilos dos portugueses, até então familiarizados com uma indústria que fascinava o mundo inteiro e produzia os ídolos que todos admiravam.

É nos anos 70 que se começa a perder o hábito de ir ao cinema em família, porque a televisão começa a introduzir-se nos lares e a reter os mais velhos no sofá da sala. No entanto, a grande sala de cinema ainda resiste durante toda a década de 70 e parte dos anos 80, altura em que aparecem em força os “Clubes de Vídeo”.
A cantora brasileira Rita Lee presta talvez uma das derradeiras homenagens musicais às salas de exibição da 7ª Arte com uma canção intitulada “FLAGRA!” que começava assim:

“No escurinho de um cinema /chupando drops de anis/ longe de qualquer problema/ perto de um final feliz"…
Depois… as salas de cinema invadiram os centros comerciais, dividiram-se , concentraram vários tipos de oferta no mesmo espaço, reduziram as lotações e chegámos à época da sala de cinema pipoca, onde vale tudo.
Ir ao cinema nunca mais voltou a ser como dantes...
Pode ler mais sobre a historia do cinema aqui e aqui.

Memories

Ontem, um amigo mostrava-se indignado com as medidas tomadas por este governo, nomeadamente em relação aos pensionistas e desempregados e estupefacto por eu lhe responder que até aqui o governo ainda não me tinha surpreendido. Afinal, no dia 1 de Abril eu tinha traçado aqui o cenário

Grandes Bandas (21)


E se eu vos dissesse que já não me lembrava destes vocês acreditavam?