domingo, 16 de outubro de 2011

Preparem os vossos colchões

Confesso que quando vi o Ricardo Salgado entrar afogueado na Gomes Teixeira, no dia em que o governos estava a discutir o orçamento, fiquei desconfiado.
Se isto se confirmar, vos garanto que vou ao meu banco levantar o pouco que lá me resta e ponho as notas debaixo do colchão. Ou talvez o confie aos irmãos Metralha, que sempre são mais honestos...

O Sósia

Senhor Pedro Passos Coelho:

Envio-lhe este video , como demonstração da estima que sinto por si e para o avisar que anda por aí um vigarista que se faz passar por primeiro-ministro, utilizando o seu nome e pondo em causa a sua reputação.
Nunca votei no PSD, mas sei que o senhor é uma pessoa honesta, séria e de uma só palavra, pelo que creio ser meu dever, enquanto cidadão português, alertá-lo para o embuste desse vendedor de banha da cobra que está a enganar milhões de portugueses
Imagine, que já roubou o subsídio de férias e o subsídio de Natal a mais de um milhão de portugueses, aumentou os impostos, está a obrigá-los a pagar a saúde e a segurança social, promete acabar com o ensino público e fazer outras malfeitorias, coisa de que Vocelência nunca seria capaz.
Senhor Pedro:
Avise as autoridades que esse indivíduo está a usar indevidamente o seu nome e já enganou mais de dois milhões de portugueses. É um vigarista, aquilo a que na minha terra chamamos vendedor de banha da cobra e outras coisas piores que a minha esmerada educação não permite reproduzir, até porque não quero ofender a mãezinha dele.
Esse homem que se faz passar por primeiro-ministro é perigoso, senhor Pedro! Ele é bem capaz de destruir o país em menos de um ano. Apresente queixa e mande-o prender, senhor Pedro. Se quiser, eu posso dar-lhe uma ajuda.
Espero, sinceramente, que tenha apreciado o video que tão laboriosamente este senhor preparou, essencial para que eu tenha ganho por Vocelência o maior apreço. Espero que Vocelência chegue um dia a primeiro-ministro porque é de pessoas com a sua frontalidade, seriedade, firmeza de carácter, incompetência e profundo respeito pela palavra dada, que este país precisa.
Obrigado, senhor Pedro! Conte comigo para o ajudar a salvar o país, mas com uma condição. Corra com aquele malandro que anda por aí a fazer-se passar por PM e líder do PSD.

Rescaldo de uma manif. E agora?

Foto DN

Houve muita gente que tentou conotar a manif de ontem, com a da geração à rasca. A comparação é de uma enorme superficialidade. Se alguma semelhança existisse entre as duas, eu não teria aderido, pelas razões que então expliquei. Aqui e aqui ou ainda aqui
Hoje as circunstâncias mudaram. Já não existe apenas uma geração de jovens à rasca, mas sim milhões de pessoas em todo o mundo, de todos os escalões etários, com a certeza de que, se nada fizerem, não têm futuro.
A manif de ontem não foi apenas contra o governo. Foi contra um sistema que, apoiado na promessa de uma globalização redentora, reduziu as pessoas a números e quer reduzi-los à condição de escravos. Não foi uma manif em Lisboa… foi um grito de indignação que percorreu quase uma centena de cidades europeias.
Continuo a olhar com alguma desconfiança para manifestações espontâneas, porque todos sabemos como começam, mas ninguém sabe como podem acabar. No entanto, também eu estou indignado contra o esbulho e, acima de tudo, contra este arremedo de democracia que favorece os poderosos e esmaga quem trabalha. Por isso me juntei aos milhares que se manifestaram em todo o mundo.
Há muitas diferenças entre as manifs de Março e a de ontem. A começar na ausência dos betinhos que cavalgaram a onda da geração à rasca mas, seis meses depois, acoitados em lugares no parlamento, ou travestidos de especialistas e turistas em gabinetes ministeriais, recebendo chorudos salários à custa dos nossos impostos, já não se indignam.
A manif de Março, manipulada por alguma direita, com o apoio dos órgãos de comunicação social, foi o princípio do fim de Sócrates.
A manif de ontem foi apenas o início de um movimento à escala global que não quer derrubar governos, mas exigir a mudança de políticas. Em ambos os casos, porém, não se apontaram soluções e isso faz temer que o balão se esvazie.
Da manif de Março não retive nada, para além de folclore. Na de ontem, ( onde também não faltou o folclore, mas houve mais espírito de luta) um cartaz deixou-me um pouco apreensivo:
“ Quando já nada tiveres a perder, o que serás capaz de fazer?”
Boa pergunta. Espero é que a resposta não seja dada em manifs cujo controlo possa escapar aos organizadores. Caso contrário, poderemos acabar com este sistema, mas desembocar num ainda pior. E essa luz ao fundo do túnel, só interessa a uma pequena minoria. Onde se incluem, obviamente, alguns dos actuais líderes europeus.

O homem não está bem...

Este argumento já não se explica apenas com o facto de o homem ser aldrabão. O problema é bem mais grave e terá de ser tratado no foro clínico próprio. O homem não é apenas incompetente, é absolutamente inconsciente e os seus actos transformam-no num criminoso. Talvez inimputável, mas CRIMINOSO!
Há coisas que ficam bem claras.
-Os funcionários públicos nunca mais vão receber subsídios de férias e Natal.
-Dentro de seis meses o governo anunciará novas medidas de austeridade.
- A economia portuguesa ficará arruinada por décadas.
-O desemprego subirá em flecha.
- A pobreza aumentará de forma desmesurada.
-Os bancos ficarão empanturrados com casas devolutas, que não poderão vender, porque não há dinheiro para as comprar.
-Os jovens apenas terão um futuro: emigrar!
Isto não é o Apocalipse... é o fruto da incompetência e inconsciência dos nossos governantes.

Bate,bate, coração (29)


Tenham um bom domingo com Evanescence