quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Com o alto patrocínio do PCP e do BE

Hoje houve palhaços na televisão à hora do jantar. Descobriu-se , depois, que afinal estava disfarçado de ladrão e um grande mentiroso, mas amanhã darei mais detalhes

O Robin invertido

Numa altura em que pede sacrifícios enormes aos portugueses, Pedro Passos Coelho tem o desplante de tomar uma medida destas e vir com aquela cara de sonso falar ao país.

A batalha da produção

A imprensa volta hoje a dar destaque à intenção do governo em acabar com alguns feriados e colar (quase) todos os feriados ao fim de semana . Já me debrucei várias vezes sobre essa matéria, que podem ler compilada neste post. Mas como este tema é inesgotável acrescento ainda o seguinte:
1)A proposta parece incluir a eliminação de quatro feriados, sendo dois religiosos e dois civis. Entre os feriados civis sugiro que acabem com a terça-feira de Carnaval e o 1º de Dezembro. Do primeiro ninguém vai sentir a falta.Com este governo é Carnaval todos os dias, não me parece justo que só um seja feriado. Quanto ao 1º de Dezembro é puro folclore, pois há muito tempo que Portugal deixou de ser independente e, em termos económicos, até talvez esteja mais dependente de Espanha nos dias de hoje, do que em 1640.

2) Uma correcção à notícia. A proposta de acabar com alguns feriados, em 2009, não foi do PS, como erradamente escreve o DN. Foi de duas deputadas independentes eleitas nas listas do PS. Parece um pormenor, mas faz toda a diferença. À data, o PS tinha a maioria, pelo que se a proposta fosse boa, poderia tê-la aprovado.

3) Acabe-se com a demagogia. Dizer que Portugal é o país europeu com mais feriados é mentira. No papel, temos mais um feriado do que a média dos países europeus, mas como todos os anos alguns deles calham ao domingo, acabamos por ter menos do que a maioria dos 27. Retirando quatro feriados aos existentes ficaremos na cauda da Europa.

4) Com esta medida o governo pretende aumentar a produtividade. Bastarão dois anos para provar que estava errado e é fácil explicar porquê, como podem consatatar se lerem o post que linkei acima.

"Meia de leite"



O nosso PR , por vezes, faz-me lembrar uma "meia de leite". Uns gostam dela mais escura, outras mais clara, mas nunca meio por meio, o que lhe desvirtua o nome.

A postura discursiva de Cavaco, ao longo dos tempos, tem sido idêntica.Nunca consegue o meio termo. Ora exige ao governo ( de Sócrates) que não peça mais sacrifícios aos portugueses, ora exige aos portugueses sacrifícios e respeito pelas decisões do governo ( de Coelho), apelando à contenção dos tempos do Estado Novo. Ora aponta o governo ( de Sócrates) como culpado da crise, ignorando a crise mundial, ora surge de dedo em riste apontando a crise mundial como causadora da crise portuguesa.

O discurso em Florença, eivado de fervor europeu, temperado com sentimento patriótico e revolucionário, fez-me recordar uma cena triste em Praga, quando se calou perante os insultos do presidente checo ao nosso país. Mudam-se os tempos...

O nosso PR - há meses dizia que não podíamos protestar contra os mercados - afinou a voz, endireitou a espinhela e zurziu em Sarkozy e Merkel que, presumo, devem ter ficado a tremer de medo. Pelo meio exigiu as eurobonds que Passos Coelho dias antes considerava inúteis para resolver os problemas dos países em dificuldades.

Ao fim de 30 anos na política e mais de cinco como PR, Cavaco já teve tempo para aprender a ser equilibrado mas, definitivamente, atingir esse desiderato não está nas suas capacidades. Comporta-se como os apreciadores da "meia de leite" ( em que eu não me incluo) que lhe desvirtuam o nome, pedindo-a escura ou clara, mas nunca meio por meio. Não sei se foi por isso que muita gente optou por rebaptizar a "meia de leite"com os sugestivos nomes de "pingado" e "abatanado".

Talvez fosse altura de rebaptizar o nome do PR. Tomás era o "corta-fitas", talvez Cavaco se pudesse chamar...

Porquê 18, senhor primeiro-ministro?


O governo, apostado em ir mais além das medidas exigidas pela troika, pretende reduzir as indemnizações por despedimento a 12 meses não apenas em contratos futuros, mas também aos de todos os trabalhadores que estejam há menos de 18 anos na empresa. Tenho-me esforçado em descortinar uma explicação plausível para a escolha do número 18, que não passe por interpretações pérfidas que me conduzam à conclusão que há neste governo um ministro para quem 18 seja número ( de) primo. Como não encontrei, deixo aqui a mesma pergunta que em 2007 fiz a Gabrille Pauli, a motoqueira política alemã ( na foto) que propôs a revisão dos contratos de casamento de sete em sete anos:

Porquê 18, Pedro? Porquê? Aconselho-o a ler esta proposta e meditar sobre ela.


Em tempo: Já depois de escrever este post, li que afinal a medida irá ser alargada a todos os trabalhadores, independentemente do tempo de trabalho. Fiquei mais tranquilo. Os ladrões podem ser estúpidos, mas pautam-se por um princípio de ética social que me parece louvável. Só roubam quem trabalha e nunca os colegas de profissão.

Dá Deus nozes, a quem não tem dentes!

Está um tempo fenomenal a lembrar o Verão que já se eclipsou no calendário há mais de um mês, mas teima em permanecer na meteorologia. Tenho aproveitado esta dádiva de S. Pedro para dar uma vista de olhos pelos jornais, numa esplanada,enquanto tomo a primeira bica do dia.

Ontem tive de ir a um centro comercial comprar tabaco, porque a tabacaria onde costumava abastecer-me, na Duque d'Ávila, fechou. Estava a regorgitar de gente o Atrium Saldanha, às 10 da manhã, com gente acotovelando-se aos balcões para tomar o pequeno almoço. Há muitas esplanadas ali perto mas, talvez por já estarem habituadas a passar o dia enfiadas em gaiolas com ar condicionado, sem vislumbrarem a luz do sol, as pessoas preferem a atmosfera artificial dos centros comerciais. Algumas, depois do pequeno almoço, vêm até à rua para fumar um cigarro repousadamente. A única concessão que fazem à liberdade de respirar ao ar livre é poluirem os pulmões. Pobres criaturas, que já nem sabem desfrutar as dádivas da meteorologia!

Grandes Bandas (10)

Parece que já oiço alguém a dizer "Olhós Bigis"!
Claro que não podiam faltar. Quanto mais não seja para homenagear aquele belíssimo álbum "Odessa" Lembram-se?
A escolha foi difícil, mas optei por uma das mais antigas . Espero que gostem...