quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Desculpem se me enganei...

..mas não foi Passos Coelho que passou a campanha eleitoral a dizer que era urgente tirar Portugal da recessão e pôr o país a crescer já em 2012?

CR sub 30- Da máquina de lavar, às Lavadeiras

Hoje em dia, qualquer homem ou mulher é capaz, sem grande esforço, de lavar a roupa. Basta escolher o programa certo, meter a roupa na máquina e, passado algum tempo, ir lá buscá-la e pô-la a secar. Enquanto a máquina lava a roupa, o tempo pode ser ocupado noutras tarefas, sejam elas domésticas ou de lazer.

Mas, noutros tempos, ( os tempos dos seniores à beira da reforma, que viajavam na carruagem de metro) as máquinas de lavar eram estas.

Chamavam-se tanques e era aqui que a roupa da casa era lavada. Lavar a roupa no tanque era uma árdua tarefa. Exigia força, dedicação exclusiva e mais tempo do que o gasto por uma máquina de lavar.
Nem sempre esta tarefa era desempenhada pela dona de casa. A roupa era entregue aos cuidados das empregadas domésticas ou, então às lavadeiras que se vêem na imagem abaixo.

As lavadeiras viviam normalmente na província ( quem ainda não ouviu falar das Lavadeiras de Caneças?) e deslocavam-se semanalmente às casas, para recolher a roupa. Faziam o rol das peças que levavam e depois regressavam às suas terra, carregando à cabeça a roupa recolhida.
A roupa era lavada nestas condições e, para mitigar o esforço, as lavadeiras cantavam. Na semana seguinte, cumprida a tarefa devolviam todas as peças e levavam outras, iniciando assim um novo ciclo.
Este foi o exemplo que escolhi para iniciar o CR sub-30. Creio que ilustra bem como mudou a vida e a repartição do tempo, desde o tempo dos seniores até à era actual. Teriam os jovens que viajavam na carruagem do metro noção disso? De todas as transformações sociais entre o desaparecimento das lavadeiras e o aparecimento da máquina de lavar que só se tornou um electrodoméstico banal na década de 80 do século XX?


A moda pegou...

Antes de ser PM, Pedro Passos Coelho especializou-se em dar entrevistas à imprensa estrangeira, onde denegria o país e o governo. Depois de eleito, aproveita as estadias lá por fora para mandar recados cá para dentro.

Agora, os ministros seguem-lhe exemplo. Nuno Crato, em vez de anunciar os cortes na Educação em conferência e imprensa, ou na AR, deu uma entrevista à imprensa estrangeira. Vai cortar 600 milhões, cerca do triplo do montante exigido pela troika. Um dos efeitos dos cortes cegos vai atingir a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que deixou de ter dinheiro para pagar bolsas e contratos de trabalho associados aos projectos de investigação. Cortes a bem da educação, claro... que volta a ser apenas para as elites, como no tempo do Estado Novo.

De corte em corte, este governo faz o país recuar 40 anos. A bem do combate ao défice, obviamente... e do bem estar de alguns que ocupam as cadeiras do poder.

Figura da semana


Nunca tinha ouvido falar dos neutrinos mas, na última semana, tornaram-se figuras mediáticas, por vezes com direito a primeiras páginas e entrevistas.
Tudo começou, porque a experiência do CERN permitiu descobrir que viajam pelo espaço em excesso de velocidade, ultrapassando a velocidade da luz. Interessei-me por eles e descobri que são canhotos, distinguindo-se das restantes partículas, todas ambidextras.
Dividem-se em três famílias ( electrões, muões e tauões) e, ao serem apanhados em excesso de velocidade, desvendaram um segredo que pode mudar a forma de vermos o mundo. A ficção científica pode, afinal, ser a realidade. Mas sobre isso vos falarei amanhã, desde Paris, sentado na esplanada de “Les Deux Magots”.
Até lá fiquem com a imagem da Figura da Semana: o neutrino. Digam lá se não são giros…

Diminuir a despesa, mas não o despesismo

Muita gente criticou Braga de Macedo pelo facto de ter iniciado o relatório do Grupo de Trabalho sobre a reestruturação de serviços para a internacionalização e desenvolvimento da economia portuguesa, fazendo alusão aos agradáveis almoços com que foram mimoseados. Houve mesmo quem considerasse que era uma demonstração de senilidade do ex-ministro das finanças.
Discordo em absoluto. O que Braga de Macedo pretendeu, com aquela introdução, foi alertar o PR e os portugueses em geral, que este governo farta-se de clamar que pretende diminuir a despesa, mas não está nada interessado em combater o despesismo.
As mordomias continuam.
A nomeação de especialistas para os gabinetes ministeriais, como pagamento de favores a quem andou nos jornais a criar uma má imagem do governo anterior e a maquilhar a de Passos Coelho, não pára. O corte nos vencimentos dos funcionários públicos em regime de mobilidade especial serve, precisamente, para pagar a esses especialistas de coisa nenhuma que recebem, além de salários gordos, despesas de representação.
Multiplicam-se as requisições a empresas de funcionários para fazerem estudos.
Crescem a uma velocidade impressionante os grupos de trabalho (GT), cujos membros recebem chorudas senhas de presença.
Se o governo quisesse combater o despesismo acabava com as mordomias e mandava os membro dos grupos de trabalho almoçar por sua conta;
Racionalizava drasticamente a utilização dos automóveis do Estado;
Recrutava, na administração pública, funcionários para fazerem os estudos de que dizem necessitar, mas cujos resultados dificilmente serão conhecidos publicamente.
Procedia do mesmo modo em relação aos que andam a coçar os ditos nos gabinetes, sob a capa de especialistas;
Reduzia o montante gasto em senhas de presença nos GT;
Reduzia o número de GT , cuja dimensão e utilidade escapam ao comum dos mortais, até porque em campanha eleitoral Passos Coelho e seus acólitos fartaram de anunciar que já tinham todos os estudos feitos. Etc, etc, etc.
Não tenho dúvidas que foi para alertar contra o despesismo deste governo que Braga de Macedo decidiu começar o relatório, elogiando os almoços de trabalho com que o grupo foi mimoseado. Foi uma indirecta que a nossa comunicação social não quis perceber...

Grandes Bandas (4)

Há quem diga que as canções deles eram todas iguais e talvez haja alguma razão em afirmar isso, mas são um grupo incontornável na memória das melhores bandas de sempre. Quanto mais não seja para recordar o excêntrico Freddy Mercury, vale a pena VER e ouvir isto.

Aviso: A numeração desta rubrica é apenas sequencial e nada tem a ver com a minha lista de preferências. Gosto dos Sheiks, mas nunca os colocaria no terceiro lugar da lista.