quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Leituras da República

Enquanto assisto ao espectáculo do Vitorino no Coliseu, deixo-vos aqui umas propostas de leituras para esta noite.
Embora não concorde totalmente com a última quadra, penso que este texto/poema é uma boa descrição da nossa História.
Permitam-me, também, que destaque este comentário da Fernanda no post que escrevi sobre Cavaco. Eu tinha escrito um post sobre Teófilo Braga, mas este comentário diz tudo:
"O primeiro PR português não tinha vencimento, ia de elétrico trabalhar e pagava do seu bolso a renda de parte do palácio de Belém, que alugou, para não perder tempo no percurso de sua casa. a fim de exercer as funções para as quais havia sido eleito. Passamos do oito para o oitenta: agora ele são viagens com séquito, ele é jantares e homenagens e representações, para isto e para aquilo, tudo à custa do zé pagante! Se ainda fosse como nos primórdios da República e se os nossos dedos servissem, apenas e tão só, para contar, poderíamos abdicar deles pois, não necessitaríamos dos mesmos para contar os candidatos a este "tão nobre" (já foi,já!) cargo!E este foi do piorzinho que nos apareceu! Valha-nos ao menos ter o melhor PR do mundo a comer bolo rei!"

Faço apenas uma ressalva: Manuel Arriaga alugou um andar no Chiado e não parte do Palácio de Belém...
Finalmente, sugiro-vos uma visita ao Ladrão de Bicicletas para ver este video. Lá se explica a razão de termos chegado a este miserável estado.

A República do silêncio

António José Seguro pediu há dias uma audiência ao PM. Entrou mudo e saiu calado. Dias depois, pediu uma audiência ao PR. Voltou a entrar mudo e à saída apenas abriu a boca para dizer que não falava.


Sinceramente, não percebo este comportamento do novo líder do PS. Até aceito que não fale mas, por uma questão de coerência, talvez fosse melhor não anunciar estas visitas. Se é só para mostrar aos portugueses que se dá bem com o PR e com o PM,não precisava de se incomodar, porque isso nós já sabíamos. Seguro nunca escondeu ser amigo de Passos Coelho, desde o tempo em que andavam nas universidades partidárias, vulgo Jotas.

A receita do maior partido da oposição é, aliás, seguida pelos membros do governo que apenas abrem a boca para se auto-elogiarem ou pedir mais sacrifícios aos portugueses, mas este voto de silêncio do Bloco Central provoca-me urticária, porque não prestigia a democracia.

A primeira dama a que temos direito

Depois de ter escrito sobre o PR que nos caiu em sorte, não podia deixar de escrever sobre a nossa primeira dama( seja lá o que isso for...)

Seria estultícia pretender que a nossa República tivesse como símbolo uma Marianne. O que de mais próximo tivemos foi uma vivenda Mariani, em Montechoro, propriedade do casal presidencial, nos tempos em que era inquilinosde S.Bento.
Também não podemos ser tão exigentes ao ponto de pretendermos, como primeira dama, uma Carla Bruni… seria suficiente termos o direito a uma primeira dama que não nos envergonhasse quando abre a boca no estrangeiro e fosse intelectualmente mais evoluída, não desdenhando da pobreza e das instituições, como fez aqui.

Quando a República fica mal na fotografia


Este é o rosto da República que, neste dia em que celebra o seu 101º aniversário, vale a pena recordar. Pelas piores razões...


Como primeiro-ministro destruiu a agricultura, as pescas e os caminhos de ferro , reconvertendo a agricultura em subsídios para compras de jipes e casas com piscina. Delapidou em provincianismos bacocos as bateladas de dinheiro que diariamente entravam nos nosso cofres. Traçou um rumo para o país assente num modelo económico desajustado ao desenvolvimento.Ajudou a emergir, na cena política portuguesa, um grupo de vigaristas que formavam o seu círculo de amigos. Como PR exige aos governos que desfaçam as asneiras que ele fez.

Quando se candidatou a PR prometeu ser presidente de todos os portugueses, mas é um presidente de facção, como demonstra, por exemplo, a diferença de tratamento em relação à Madeira e aos Açores.

Depois de eleito, em vez de agir face à crise, tem-se limitado ao papel de pitonisa fora do prazo de validade afirmando, repetidamente, depois de as coisas acontecerem, " Eu já tinha avisado!"

Os portugueses não podem aceitar que os seus impostos sejam gastos em embaixadas turísticas por uma pitonisa e seu séquito de vassalos. Querem um Presidente da República. É isso que vale a pena lembrar neste 5 de Outubro.

Grandes Bandas (3)



Neste 5 de Outubro, trago-vos uma banda portuguesa. Apesar de cantarem em inglês ( ou por isso mesmo...) foram uma verdadeira coqueluche no final dos anos 60. Claro que já todos adivinharam de quem se trata e qual o tema que escolhi, mas vale a pena ouvir mais uma vez.