sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma sugestão para o fim de semana

Para o fim de semana, ou para os dias seguintes. Aproveitar a Lisboa Restaurant Week e ir jantar a restaurantes sofisticados, por preços mais ou menos módicos. Mais informações aqui

Calem-se, por favor!

Central nuclear de Almaraz


Há uns dias, Miguel Relvas anunciava ao mundo que, “apenas dois meses após este governo ter tomado posse, já ninguém no mundo compara Portugal à Grécia”.No dia seguinte era conhecido o buraco da Madeira e Portugal surgia na imprensa mundial comparado à Grécia.

Dias depois , Pedro Passos Coelho foi entrevistado na RTP. Não pude ver a entrevista, mas soube que o PM admitira a possibilidade de um novo pedido de resgate, se as coisas corressem mal na Grécia. Dois dias depois, o governo grego era obrigado a anunciar novas e brutais medidas de contenção (milhares de despedimentos na função pública e cortes de 20 por cento nas reformas acima de 1200 €) perante a ameaça do FMI não libertar uma nova tranche do empréstimo em Outubro.

Tenham medo, muito, medo! É que estou a imaginar o dia em que PPC, depois de receber os amigos Pedro Sampaio Nunes e Patrick Monteiro de Barros, anuncie que a energia nuclear será a solução energética de futuro para Portugal.

Quando ouvirem essa declaração, fujam e para bem longe. De certeza que no espaço máximo de uma semana haverá um desastre nuclear na decrépita central de Almaraz, apenas a 100 quilómetros da fronteira portuguesa.

O melhor remédio contra a crise é...




Os portugueses andam tristes, cabisbaixos, vergados aos efeitos da crise. Nem estes belos dias de sol com temperaturas amenas parecem capazes de libertá-los do pesado fardo que carregam. Se pertence a esse grupo que pensa que já nada o diverte, anda com medo de ser despedido(a) e que não lhe renovem o contrato, ou está chateado (a) porque o emprego seu de cada dia é uma apagada e vil tristeza, dou-lhe um conselho: apaixone-se!
É bom estar apaixonado, sabem? A gente perde aquele ar sisudo de quem saiu da Repartição de Finanças, depois de volatilizar o subsídio de férias num imposto e fica com aquele olhar dengoso e quebrado, mirando-se ao espelho, enquanto sonha com a felicidade eterna.
Quando estamos apaixonados tudo é diferente. Ser “atropelado” por dois chineses, mais meia dúzia de putos mal educados na fila do autocarro, e ter de esperar pelo seguinte sob chuva torrencial, torna-se subitamente um pretexto para um arrolhar amoroso, de fazer inveja às gastas histórias de amor dos anos 30.
Encontrar a casa invadida pelo fumo emanado do andar do vizinho que decidiu assar sardinhas na varanda, é um óptimo pretexto para convidar o(a) parceiro(a) para um jantar romântico.
Tropeçar num monte de sacos de lixo descuidadamente deixados na rua, por preguiça de alguém em os colocar no contentor, ou apanhar um banho provocado pelo descuido de um condutor que não evitou a poça de água, são histórias que se arquivam no sótão das nossas memórias para mais tarde recordar.
Um monstruoso engarrafamento que enfurece qualquer mortal, transforma-se em algo insignificante, pretexto sublime para trocar promessas de amor eterno, se estivermos irremediavelmente apaixonados.
Para quê protestar contra o trânsito caótico, a indisciplina nas filas do autocarro, o lixo acumulado nas ruas, o ruído das obras que nos acordam às sete da manhã, o chefe que é grunho, o salário que é escasso, a televisão que não presta, o governo que não consegue debelar a crise, o Passos e o Cavaco que têm solução para todos os problemas mas fazem caixinha, se a solução é tão fácil? Apaixonem-se e verão que nada disto tem importância.
O amor é o remédio mais barato contra a crise e nem precisa de ser aviado na farmácia. Tomem uma embalagem inteira. Ficarão com os vossos problemas resolvidos e acabarão a dizer: Que bom é viver em Portugal!


Tenham um bom fim de semana. E se não souberem o que hão-de vestir quando se forem encontrar com o (a) namorado(a), amanhã pela manhã eu deixo-vos aqui uma sugestão que deixará o(a) vosso (a) parceiro(a) pelo beicinho!

Jogar o futuro em Nova Iorque



Incluo-me no grupo dos que acreditaram nas boas intenções de Obama e se empolgaram com a sua eleição. Cheguei a escrever aqui um post emocionado, no dia em que os americanos o confirmaram como sucessor de Bush. (arrependi-me irremediavelmente, mas não o apago para me poder envergonhar da minha ingenuidade) .

Acreditei que Obama iria redimir “a América” dos pecados de Bush e seria o travão ao emergente “Tea Party” de Sarah Pallin;

Acreditei que Obama iria ter uma postura diferente face à América Latina e ao mundo em geral, limpando os Esatdos Unidos da cumplicidade com as ditaduras sul-americanas, da vergonha da guerra do Vietname, da invasão do Iraque, ou do Afeganistão;

Acreditei na sinceridade das palavras de Obama no célebre discurso do Cairo.

Esqueci-me de uma coisa: americano, seja qual for a cor da pele, ou a opção ideológica, nasce com o chip da prepotência e da arrogância incorporado. Por isso, sendo o país mais rico do mundo, é também aquele que alberga uma das maiores taxas de pobreza dos países ocidentais. Quando a academia sueca, numa decisão precipitada e com alguma dose de hipocrisia, lhe atribuiu o Nobel da Paz, escrevi aqui que Obama acabara de receber um livre de trânsito para o livre-arbítrio.Talvez só as condições económicas dos EUA o tenham impedido de abrir outros palcos de conflito pelo mundo, mas as circunstâncias da morte de Osama Bin Laden marcaram-no com um estigma de que jamais se livrará. Um dia se ficará a saber que a primavera árabe não foi o movimento espontâneo de cidadania que nos impingiram, mas até lá muita água correrá sob as pontes.

Na quarta-feira, o seu discurso na Assembleia Geral da ONU foi recebido com frieza. Aplausos, só mesmo no final e, mesmo assim, com pouca convicção. Será porém hoje, quando os EUA vetarem a pretensão da Palestina em ser considerada membro de pleno direito da ONU, que ficaremos a saber que Obama, afinal, não é muito diferente de Bush.

Crescerão por toda a parte os sentimentos anti-americanos e o mundo ficará ainda mais perigoso, mas o grande problema é que se o seu sucessor na Casa Branca emanar do Tea Party, ameaça transformar Bush num inocente cordeirinho de jogos de guerra.

Acreditem ou não, isto está cada vez mais a encaminhar-se para uma solução idêntica à que pôs termo à crise de 1929.

Sucessos de Verão (58)


Esperemos que não seja verdade o que estes manos dizem e ainda possamos gozar uns belos dias de sol