quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Enfim, boas notícias!

Nasceram esta semana dois blogs novos:
O Hamburguer bem passado promete momentos de boa disposição
O Polaroid é um blog colectivo, onde participam alguns bloggers conhecidos de outras paragens. Na nota de abertura o Tomás Vasques promete um blog variado e à moda antiga. A seguir com atenção.
Entretanto , reapareceu o Quadripolaridades e a Pólo Norte vem cheia de fôlego!

E já que estou a falar de blogs, aproveito para informar que já está à venda o nº2 da "The Printed Blog". Ainda não tive tempo de ler, mas o elenco deste número promete boas leituras. Por apenas 1,95€, vale a pena...
Finalmente tenho o prazer de vos informar que na segunda-feira, às 18 horas ( mais coisa, menos coisa) será apresentado o CR- sub 30 e estão todos convidados para a cerimónia.
A nova rubrica " Volta a Portugal em Blog" entrará em velocidade de cruzeiro com fotos e histórias vividas nos locais por onde passar.
E, last but not the least, as crónicas voltarão com mais assiduidade do que estava ser habitual.
Há mais novidades a caminho, de que vos darei informação na devida altura.

Uma história de vida no dia da morte do pintor

Mural Ribeira Negra ( Ribeira , Porto)

A pintura que lhe deu origem está na Alfândega do Porto

Preparava-me para começar a almoçar quando o telefone tocou a anunciar a morte de Júlio Resende.
Mesmo sabendo há meses que o seu fim estava próximo, e não o vendo desde o dia em que lhe fiz uma pequena entrevista,fiquei sem palavras e recusei os filetes de linguado.

Gostaria de escrever aqui sobre aquele que foi, para mim, um dos maiores pintores do século XX. Não posso. Não sei escrever sobre pintura e nada que pudesse escrever sobre o homem seria desconhecido dos leitores do CR. Talvez apenas não saibam - os leitores mais recentes- que conhecia Júlio Resende desde criança, porque ele era amigo de infância da minha mãe e mantinha com a minha família uma relação estreita.

Mas não resisto a contar-vos, em breves palavras, um episódio sobre uma extraordinária revelação que me fez uma tarde.

Estava eu a fazer um trabalho de pesquisa para a disciplina de "História da Literatura Portuguesa" ( antigo 7º ano) quando descobri nos arquivos de "O Primeiro de Janeiro" uns contos de uma senhora que lá escrevera com um nome francês. Gostei bastante do que li e, como na altura não havia máquinas de fotocópias, cheguei a transcrever para um caderno algumas passagens, com o intuito de as incluir no trabalho.

Um dia, lanchava com Júlio Resende e a jornalista/poetisa/escritora Marta Mesquita da Câmara na Confeitaria Império, no Porto, e aproveitei a oportunidade para manifestar o desejo de conhecer a escritora.

Júlio Resende - ainda hoje penso que inadvertidamente- respondeu:

-Mas tu já a conheces!

Marta Mesquita da Câmara - que na altura, se bem me lembro, coordenava a secção cultural do diário portuense- lançou -lhe um olhar severo.

Como é que eu já a conheço? Não me diga que é aqui a Tia Madalena... ( pseudónimo utilizado pela escritora em várias publicações infantis)

- Não, não sou. A ... já deixou de escrever há uns anos, não deve estar interessada em falar sobre isso- respondeu secamente.

Insisti então que me dissessem quem era pois, se eu já a conhecia, tinha direito de saber, até porque isso iria ajudar a fazer o meu trabalho.

Sou teimoso e, quando uma coisa se me mete na cabeça, não a largo de ânimo leve. Marta Mesquita da Câmara acabou por se ir embora, manifestamente incomodada com a minha insistência.

Fiquei só com Júlio Resende, atazanado-o para que me desvendasse a identidade da autora. Ao fim de algum tempo ( não por cansaço, mas porque- confessou-me mais tarde- pensou que eu tinha o direito de saber) lá me respondeu:

" É a tua Mãe!"

Um grande abraço, Mestre! Obrigado por aquele dia e por tantos outros que tive o prazer de partilhar consigo.












Digital à força...



Sempre fui apaixonado por fotografia, mas nunca fui grande fotógrafo. A minha paixão começou a desvanecer-se quando deixei de poder revelar as minhas fotografias em casa mas, mesmo assim, guardo em álbuns alguns milhares de fotos que fui acumulando pelos 98 países que já visitei.

Quando começou a febre do digital experimentei, mas não fiquei fã. Reconheço todas as suas vantagens, mas mantenho uma relação muito estreita com as máquinas fotográficas que me têm acompanhado ao longo da vida.

A última foi-me oferecida há mais de uma década e desde então tornou-se minha companheira inseparável. É uma Olympus XPTO que custou uma pipa de massa e usa rolos Advantix. Para quem não saiba, esses rolos permitem tirar fotos em três formatos, o que é uma mais valia apreciável. A grande contrariedade, nos últimos tempos, era a demora na revelação. Três dias, no mínimo.

Há uns meses manifestei a minha estranheza na loja onde mando revelar e gravar as fotos em CD, por ser necessário um prazo tão alargado para revelar as fotografias, porque ainda há um ano bastavam duas horas para ter as fotos reveladas e gravar o CD não demorava mais do que um dia. Deram-me uma explicação que já não recordo bem, mas me deixou a pensar na necessidade de aderir ao digital, porque nem sempre os trabalhos que faço se coadunam com tempos de espera tão demorados.

Quando estive de férias, em Junho, levei uma máquina digital, mas senti de tal maneira a falta da minha Olympus, que durante a ida ao norte optei por levá-la outra vez comigo. Senti-me bem e prometi-lhe que não me voltaria a separar dela.

Quando mandei revelar as fotografias disseram-me que as podia ir buscar no seguinte e o meu rosto abriu-se num sorriso de orelha a orelha. Mas logo franzi o cenho, quando o proprietário do estabelecimento me disse:

“Tenho uma má notícia… os rolos Advantix deixaram de se fabricar.”

Perguntei porquê, mas o homem também não me soube dar uma explicação. Tinha recebido a informação da Kodak e da Fuji de que a partir de Junho não forneceriam mais rolos, porque tinham deixado de os fabricar. Sem explicações… Ele também não percebia, porque era um material que se vendia bem, apesar da crescente opção dos clientes pela fotografia digital.

No dia seguinte andei por Lisboa à procura de rolos Advantix. Consegui abastecer-me de alguns com validade até 2013, mas nas lojas onde entrei avisaram-me que era a última remessa. Ninguém tinha explicações para a decisão simultânea da Kodak e da Fuji suspenderem o fabrico dos Advantix. Até porque os outros filmes, de tecnologia menos apurada, continuam a fabricar-se...

Eis-me agora, com uma máquina fotográfica nas mãos sem qualquer serventia, entrada em obsolescência, por decisão inexplicável da Kodak e da Fuji.Contrariado, serei obrigado a render-me ao digital e a catalogar a minha Olympus como peça de museu.

O mais curioso é que tenho uma Leica de 1926, com rolos de carretos, como a que podem ver na imagem, para a qual ainda é possível encontrar rolos à venda no mercado!

Vá a gente perceber estas decisões…

Vão pedir solidariedade às vossas tias!

No arquipélago governado por AJJ, não há pudor, nem lei, nem respeito. Um grupo de energúmenos de laranja vestidos habituou os madeirenses a viver à custa dos contribuintes do continente. Sem vergonha e até fazendo alarde disso de forma despudorada.
O PR - que continua a comportar-se como um líder de facção- elogia a Madeira como exemplo de boa governação; o PM, em vez de meter Jardim e a sua corja na ordem, pede mais sacrifícios aos portugueses para pagar a dívida dos milhares de madeirenses, por imperativo de solidariedade com os madeirenses.
Quem precisa de solidriedade sou eu que não pago IVA a taxas reduzidas, não ganho ( em Porto Santo) salários 30% mais elevados do que qualquer outro funcionário público e pago mais para ir de Lisboa a Bragança, do que um madeirense para vir passar o fim de semana a Lisboa.


Claro que os madeirenses continuarão a votar em Jardim! Quem iria votar em alguém que lhes retirasse todas essas regalias?


Mas por que raio hei-de eu ser solidário com Jardim e os madeirenses? Não foi ele que disse que não sairia um centavo dos bolsos dos contribuintes madeirenses para ajudar Timor? Então, amor com amor se paga!


Precisávamos de um PR e de um PM com coragem e com tudo no sítio, mas em vez disso temos dois cúmplices de todo este regabofe, eleitos democraticamente por 2 milhões de papalvos que gostam de ser chulados. Esses que sejam solidários. Eu, não!










Sucessos de Verão (56)


Este é um daqueles sucessos de Verão impossíveis de esquecer, não vos parece?