quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Noites de cinema

Um filme fantástico para homenagear a Biennalle que ontem começou na mesma cidade que lhe serve de cenário.

Uff! Que alívio...

Afinal podemos confiar no futuro. Ora vejam só o que disse este senhor depois da brilhante "Conversa em Família" de mr Gaspar.

Contagem decrescente...





Quando era presidente do PSD, Luís Filipe Menezes prometia "desmantelar o Estado em seis meses". Infelizmente, os portugueses não lhe deram essa oportunidade...
Menos ambicioso, Nuno Crato, o génio da ciência, garantia que se um dia fosse ministro da educação, a sua primeira obra seria "fazer implodir o ministério".



Já lá está há dois meses, mas ainda não deve ter arranjado dinheiro para a nitroglicerina. Hoje é o primeiro dia do mês que assinala o regresso às aulas. Resta pouco tempo a Nuno Crato para cumprir a promessa. Preparem-se, porque começou a contagem decrescente...






Em tempo: como neste governo parece que nem o ministro da educação sabe falar português, é natural que tenha confundido "implodir" com "evolução na continuidade". Sendo assim , poderemos estar descansados. As verbas que se deviam destinar às escolas públicas são entregues às privadas, que apesar de terem menos alunos passam a receber mais, o ministro recua na avaliação dos professores e todos ficam contentinhos da vida. Assim é que é... gosto de os ver a todos felizes!

O regresso do "trinca-bilhetes"



Bilhetes de transportes públicos (capicuas)


Muitos leitores se lembrarão do tempo em que havia revisores nos eléctricos e autocarros. Nessa época não havia passes sociais. Isso foi uma conquista de Abril.Comprava-se um bilhete para cada viagem ( ver imagem) que era validado por um revisor a quem, no meu tempo de estudante, chamávamos “trinca-bilhetes”, porque fazia um furo com uma máquina que inutilizava o bilhete ( nessa época ainda não se sabia o que era um “títulos de transporte”).


Nos meus tempos de estudante, um dos passatempos favoritos era fugir do “trinca-bilhetes” durante o percurso, de modo a poder aproveitar o bilhete para uma outra viagem. Assim que ouvíamos o ruído da maquineta com que ele os inutilizava, passávamos a palavra e começávamos a movimentar-nos discretamente para a retaguarda do eléctrico.


A tarefa era facilitada nos eléctricos com atrelado, mas nem sempre a fuga dava para concluir a viagem e, por isso, não raras vezes éramos obrigados a saltar do eléctrico em andamento ou, resignadamente, submeter o bilhete à indignidade da inutilização.


Lembrei-me dos “trinca-bilhetes” , quando li a entrevista de Passos Coelho ao El País, em que ele também nos fala de bilhetes que nos conduzirão à saída da crise.


Comecei a pensar que a única fuga possível a este novo “trinca-bilhetes” é mesmo emigrar e senti saudades do tempo em que saltar do eléctrico em andamento era- apesar de arriscada- uma solução bem mais fácil do que a proposta deste governo para nos deixar seguir viagem rumo ao futuro. É que com a mesma indiferença com que o "trinca " inutilizava os bilhetes, Passos está a trincar pedaços de vida aos portugueses, inutilizando os seus esforços de sobrevivência digna.


Assim se fala em bom português (1)


Já tinha reparado que este governo tem sérias dificuldades com a língua portuguesa. Não sei se isso se deve ao facto de ser composto por vários ministros emigrados, ou por problemas de aprendizagem, como aventou Nuno Crato na Universidade de Verão do PSD.
Hoje, face a mais uma prova dessa dificuldade, decidi iniciar a rubrica “Assim se fala bem português”.
Depois de ter anunciado pela enésima vez, que iria divulgar as medidas gerais de corte na despesa adoptadas pelo governo, Vítor Gaspar apareceu no Salão Nobre para as comunicar aos portugueses. ( Eu desconfiei logo que ali havia marosca, porque ninguém anuncia cortes na despesa num Salão Nobre mas enfim, lá fui assistir por dever de ofício…)
Com aquele ar que já se tornou uma imagem de marca do titular das Finanças, o ministro Vítor foi enunciando as medidas:
- Imposto adicional sobre as famílias e as empresas com maiores rendimentos e lucros tributáveis
-Criação da taxa adicional de solidariedade
- Aumento da tributação sobre as mais valias mobiliárias
-Aumento do IMI
- Congelamento de salários e pensões
(...)
Com estes aumentos, o governo anunciou que prevê arrecadar cerca de 100 milhões de euros.
Como os “cortes” anunciados se traduzem, afinal, em ir mais uma vez aos bolsos dos portugueses não resisto a interpelar o ministro sobre as suas capacidades linguísticas.

Ora oiça lá senhor ministro:
Nunca lhe disseram na escola que há uma diferença substancial entre os verbos “arrecadar” e “ cortar”?
Não? Então fique Vocelência a saber que são antónimos, tá bem?
O que o senhor fez, não foi anunciar cortes na despesa, foi “gozar com o pagode” , que são duas coisas totalmente diferentes, está a perceber?
Está a rir-se?
Pois olhe que o seu chefe ( ou subordinado, ainda não percebi bem…) jurou, no altar do Pontal , que anunciaria até dia 31 de Agosto ( foi ontem…) “ os maiores cortes na despesa dos últimos 50 anos” .
Não lhe parece que andam a esticar demasiado a corda?
Ah, a culpa é dos especialistas que contrataram para os gabinetes? Venderam-lhe a ideia de que é uma forma moderna de comunicar?
Não se cuide, não, senhor ministro. Continue a gozar com o pagode e pode ser que um dia tenha uma surpresa.
Vá lá para a aula de português antes que chegue a mostarda ao nariz dos tugas. Eles são mansos, tem razão, mas se lhes passa uma coisinha má pela cabeça, não sei não.

Sucessos de Verão (39)


Digam lá se este sucesso de Verão não é o ideal para iniciar Setembro. Ai, ai!!!