segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Late night wander (97)

"Que irá fazer após a eleição presidencial de 2012?
- Lavar-me. Depois de todas as campanhas eleitorais por que iremos passar ( haverá legislativas em Dezembro de 2011), vai ser preciso dar muita atenção à higiene"
( Vladimir Putin ao Nezavissimaia, citado no Courier Internacional)

Ver para crer? Isso era dantes...

Tentar desculpabilizar as atrocidades do regime de Kadhafi pode ser um belo exercício de dialéctica para aquietar alguns espíritos , mas não mais do que isso.


Parece-me no entanto importante chamar a atenção para a forma como a comunicação social e alguma blogosfera tem tratado o assunto, fazendo crer que de um lado estão os maus (os fiéis a Kadhafi) e do outro os bons ( os que o querem apear). As coisas não são assim tão simples...


Vem isto a propósito das imagens que têm sido transmitidas à exaustão, alertando a opinião pública para os crimes horrendos que foram cometidos pelo ditador.


Seria de elementar bom senso e respeitador dos mais elementares critérios jornalísticos que antes de exibirem na televisão as imagens de corpos calcinados, além de chamarem a atenção para a crueldade que as imagens deixam transparecer, os jornalistas lembrassem:


“ Estes crimes cometidos pelo regime de Kadhafi foram avalizados pelos países que, durante 42 anos, o apoiaram sem uma única crítica e até se tornaram cúmplices, quando lhe concederam o privilégio de presidir à comissão dos direitos humanos da ONU”


Depois, no final, teria ficado bem lembrar os telespectadores que os jornalistas só puderam entrar no bunker de Kadhafi três ou quatro dias depois de os rebeldes lá entrarem, terem procedido a inúmeros saques e, eventualmente, algumas manipulações destinadas a atrair as simpatias da opinião pública.


É que eu não me esqueço da forma como foram fabricadas as provas que justificaram a invasão do Iraque; ainda me lembro das atrocidades cometidas pelas tropas americanas no Iraque, cujas imagens foram, normalmente, acompanhadas de comentários que as branqueavam; não esqueço os crimes de Abu Ghabi e Guantánamo, nem os voos clandestinos de transporte de presos, que tiveram a conivência de vários países ocidentais; ainda tenho frescas na memória imagens de outras atrocidades cometidas pelos americanos em vários pontos do globo, desde a América Latina ao Vietname e não esqueço, enfim, o apoio dos americanos às sangrentas ditaduras latino-americanas e o seu envolvimento no derrube de Allende ( para não falar de Grenada, Cuba e muitos outros)


As imagens que vi do bunker de Kadhafi, ou dos hospitais de Tripoli, não me impressionaram? Claro que sim, não sou insensível…o problema é que, tendo na memória os episódios referidos, não posso confiar cegamente naquilo que me foi exibido. Já não me basta, como a S. Tomé, ver para crer. Quero saber toda a história que eventualmente possa estar por detrás delas.

Pronúncia do Norte (32)

Há tempos estava no Porto com a Baixinha e disse-lhe:
- Vou ali a Costa Cabral comprar uns coturnos.
- Então não queres que faça bolo de bolacha para o jantar?- perguntou-me ela
Ficou a olhar para mim sem perceber a razão de eu ter soltados várias gargalhadas.
E vocês, gentes do Sul, sabeis o que são coturnos?
Se não souberem, consultem esta entrada do Dicionário do Rochedo

Gosto de pessoas sérias e frontais

Vale a pena ler a entrevista de Carlos do Carmo ao DN. Aqui fica o excerto possível.

E a resposta é...

Ontem, no Bate bate coração, esqueci-me de fazer o link. Peço desculpa. Já lá está, para quem quiser saber qual a canção a que me referia.
A resposta à pergunta é Willie Nelson. Crazy chegaria aos tops em 1962 , quase 30 anos antes de Madonna a interpretar.

Sucessos de Verão (36)




Imaginem como esta canção é antiga... naquela época os franceses ainda usavam bigode!

Bem, mas como a época de praia está quase a terminar, é altura de fazer como Christophe e desenhar na areia o nome de um amor de Verão. Digam lá... qual era o nome em que pensavam quando ouviam esta canção?