segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Foi você que falou em Igualdade?

A secretária de estado para a IGUALDADE, excluiu os homens do seu gabinete. Ora ide lá ver!
( Via O Bacteriófago)

De Vilar de Mouros a Zambujeira do Mar: 40 anos de festivais de Verão



Hoje, as conversas de muitos jovens estarão centradas no Festival do Sudoeste que animou Zambujeira do Mar durante o último fim de semana. Alguns dos seus pais talvez aproveitem para lhes falar de um outro Festival que hoje guardam na memória, como reminiscência da sua juventude: Vilar de Mouros.
Celebram-se hoje 40 anos do Festival que foi um marco na vida de muitos jovens da minha geração. Tive o privilégio de estar lá em 1971 e, quando tudo aquilo terminou, eu e os meus amigos estávamos conscientes de que nunca mais assistiríamos a nada semelhante em Portugal.

Vilar de Mouros não foi - nem de longe nem de perto – um Woodstock à portuguesa. Comparações desse jaez são anedóticas, pois nem numa análise à escala dos dois acontecimentos, a comparação é admissível. Vilar de Mouros foi soft. Uma luz tímida anunciando uma brecha no Estado Novo onde as drogas se fumavam tão clandestinamente, que a maioria nem se apercebeu da sua existência. Woodstock foi hard. Não foi só drogas, a divulgação da pílula, a emancipação sexual da mulher. Foi a crença numa nova forma de vida que levou muitos a acreditar, quando de lá saíram, que mudar o mundo era possível.

Em Vilar de Mouros, naqueles dias deAgosto de 1971,houve quem acreditasse que ia mudar o país, mas saiu do recinto com a certeza de que a escassos metros rondava a PIDE. Saímos de lá felizes, mas com as mãos a abanar, sabendo que nada mudaria no país e quaisquer conversas sobre os enredos colaterais de Vilar de Mouros, teriam de ser travadas entre quatro paredes. Vilar de Mouros foi um epifenómeno do Estado Novo, difícil de explicar no contexto da época. Em Woodstock, os herdeiros da beatgeneration acreditavam que iam mudar o mundo e quando o Festival terminou partiram anunciando a boa nova do Make Love Not War.

Woodstock deixou frutos de Christiania a El Bolsón, ou Goa, que foram apodrecendo, é verdade, mas marcaram uma geração. Vilar de Mouros apenas deixou saudades.

Hoje, os Festivais de Verão proliferam como cogumelos, tornaram-se banais.Nunca fui a um Festival da “era moderna”. Para mim, estas manifestações terminaram mesmo em Vilar de Mouros, em 1971, porque sempre tive a sensação de que não voltaria a viver nada semelhante.

Anunciou-se para este ano a reedição do Festival, mas não se concretizou. Realizar-se-á no dia 21 de Agosto, no mesmo local, o Energie Music, que os organizadores tiveram o bom senso de não equiparar a Vilar de Mouros, apesar de tereem preparado um palco evocativo com cartaz de gosto duvidoso…

O ambiente social que hoje se vive em Portugal é muito semelhante ao que se vivia em Portugal em 1971. Não há PIDE, é verdade, mas vivemos na ilusão de que estamos em democracia, só porque nos deixam falar à vontade. Poderei estar enganado, mas duvido que a maioria dos jovens que estiveram em Zambujeira do Mar tenha tecido grandes reflexões sobre a enfermidade de que padece o país, ou tenha de lá saído com vontade de ir para casa discutir com os amigos a melhor forma de mudar o mundo. Essa é a diferença mais marcante entre os jovens que rumaram a Vilar de Mouros há 40 anos e os que durante este fim de semana estiveram em Zambujeira do Mar.

A maioria dos jovens que acredita poder mudar do mundo, já não vai em cantigas. Sabe que a única forma de o fazer é na rua, longe dos decibéis e, ao contrário do que acontecia em 1971, tem a noção de que a crise é global e não apenas portuguesa. Isso faz toda a diferença…

De boas intenções, está o Inferno cheio...




Não duvido das boas intenções que presidiram ao Programa de Emergência Social. Apesar da vacuidade das medidas apresentadas ( é fácil enunciá-las, mas mais difícil pô-las em prática) reconheço que está lá uma ou outra boa ideia. O mais deprimente em todo o PES é o seu ADN, visível no assistencialismo vigente durante o Estado Novo.

A caridadezinha nunca resolveu problemas sociais. Normalmente,até os agrava. Um Programa de Emergência que não combate a pobreza, produz os mesmos efeitos que uma aspirina no combate ao cancro.

Uma das medidas boas ( a distribuição gratuita a idosos de medicamentos que estejam a seis meses do fim do seu prazo de validade) merece profunda reflexão. Por que razão é que os medicamentos iam para lixo seis meses antes de terminar o seu prazo de validade?


Quanto às más, a maioria,dou apenas um exemplo: retirar à ASAE o poder de fiscalização sobre as IPSS é o mesmo que dizer "deixem os pobrezinhos em paz, porque qualquer coisinha serve para lhes encher a barriga".


O PES está também impregnado de hipocrisia e fariseísmo e a propósito, até me lembrei deste episódio.


Este governo que protege os ricos e asfixia a classe média; que fomenta o desemprego facilitando os despedimentos; que faz negócios escuros com o grande capital; que privatiza sem critério; que paga ordenados principescos ao pessoal dos gabinetes; que aumenta cegamente o preço dos transportes; rouba metade do subsídio de Natal de quem trabalha e aumenta os impostos, mas não taxa as mais valias bolsistas, quer passar a imagem de ser bonzinho e preocupar-se muito com os pobres, dando-lhes migalhas do pão que lhes rouba. Se isto não é hipocrisia e fariseismo, o que lhe devemos chamar?

Prometeu o ministro Pedro Mota Soares uma avaliação semestral do programa. Se houver seriedade e transparência, não será preciso muito tempo para detectar os erros que o maculam. Duvido é que sejam corrigidos para melhorar o sistema. Para isso, seria necessário tomar medidas efectivas de combate à pobreza.

As praias da vida dos outros (11)

Começou por ser um comentário, mas a rosaamarela acabou por transformá-lo num post para o desafio "Praias da minha vida". Um registo que me fez recuar a outros tempos, quando as minhas viagens até à praia de destino também eram feitas num Citroen boca de sapo. O post também me traz outras recordações, mas mais não digo. Vão lá ler...

Da (falta de ) ética

Durante a campanha eleitoral, Passos Coelho disse umas mentiras e algumas barbaridades sobre o programa "Novas Oportunidades". O director da ANQ , como lhe competia, veio defender a sua dama e explicar ao então candidato que fora mal informado.

Esperar-se-ia que, chegado ao governo, PPC se informasse melhor e percebesse que as críticas às "Novas Oportunidades", bufadas por um "Espírito Santo de Orelha", eram injustas e sem fundamento. Pura ilusão. Terminada a comissão de serviço de António Capucha, PPC aproveitou para o despedir. Está no seu direito, mas a atitude revela o carácter mesquinho do Primeiro Ministro.

Explique-se lá, senhor primeiro ministro!

Já passou uma semana, mas não me conformo e volto uma vez mais ao negócio do BPN, vendido ao desbarato a um amigo de Cavaco. Quando Sócrates era PM, PPC defendeu que os governos deveriam ser responsabilizados por práticas ruinosas. Enquanto o actual primeiro-ministro não explicar direitinho aos portugueses porque preferiu vender o BPN a um amigo de Cavaco, por 40 milhões, quando havia uma oferta de mais de 100 milhões e sem despedimentos, tenho o direito ( e o dever) de continuar a pensar que este negócio foi muito escuro.


O prof. Marcelo "lava mais branco" Rebelo de Sousa bem tentou justificar o negócio. Sem êxito... Este vai ser o governo dos negócios escuros, como Miguel Sousa Tavares explica em entrevista ao DN

Sucessos de Verão (17)



Chamavam-lhe o senhor 100 mil volts, lembram-se? Com a mesma alta voltagem deste sucesso de 1961 vos pergunto: Et maintenant?