quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Noites de cinema




Bem, este nem dá para imaginar que haja alguém que não saiba de que filme se trata. Trago-o aqui, não só porque é um excelente filme, mas também porque na semana passada morreu o realizador. Alguém se lembra do nome dele?

Primavera(s) pouco auspisciosa(s)

Talvez por estarmos no Verão ( reza o calendário, mas a meteorologia desmente-o) já não se fala da Primavera árabe.
Da Tunísia vêm poucas notícias. Na Síria continua a chacina dos contestatários ao regime de Bashar al Assad( mais 130 mortos no domingo) e NATo pede desculpa, mas não pode intervir, porque está atolada na Líbia.

Do Egipto chegam notícias preocupantes. A praça Tahrir está de novo em foco, mas não é pelas melhores razões: os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana (avessa à democracia) apoderaram-se da manifestação suprapartidária realizada no domingo e reclamaram a inclusão da “sharia” e das leis do Corão na nova Constituição egípcia. Se a Irmandade Muçulmana, financiada pelo Irão, ( que também apoia o Hezbollah e o Hamas) vencer as eleições em Setembro, será o fim da Primavera no Egipto. Talvez, mesmo, o fim da promissora Primavera árabe. depois de ter ganho forte influência no Iraque e estar a progredir no Afeganistão, a vitória da Irmandade Muçullmana no Egipto será o culminar de uma estratégia do Irão para devolver aos xiitas o poder na região, que está na posse dos sunitas desde o século XVI.
Finalmente, na Líbia, a NATO continua a apoiar os rebeldes e a massacrar as tropas ainda fiéis a Kadhaffi. O país está a ferro e fogo e, como então escrevi (aqui e aqui ) a NATO parece ter subestimado a força do líder líbio, outrora parceiro dos países ocidentais. A cereja no topo do bolo foi o assassínio do comandante militar dos rebeldes pelos próprios oposicionistas. Isto promete…

Barata tonta





Durante a audição do presidente do INEM na AR, uma jovem deputada do PSD, de nome Barata, comunicou aos membros da Comisão de Saúde que o seu grupo parlamentar fizera uma chamada falsa para aquele serviço, para testar a sua eficácia. E disse-o não em tom de crítica, mas sim com o sorriso de vitória estampado na face.

Andou o anterior governo a fazer campanhas de sensibilização contra as chamadas falsas para o INEM, para vir uma Barata tonta, paga com o dinheiro dos contribuintes, brincar aos médicos.


A jovem deputada já tem idade para brincar com outras coisas mais adequadas à sua idade e saber que cometeu um crime ao fazer uma chamada falsa. Ou será que agiu conscientemente, sabendo que não será punida graças à imunidade parlamentar ?

Seja qual for a razão que a levou a entrar na brincadeira, estranho que nenhum dos especialistas recrutados por Miguel Relvas tenha avisado a deputada Barata que não deve brincar aos médicos durante o serviço. Mesmo que se preste a servir de ambulância...

As praias da vida dos outros (10)






Finalmente, alguém que escreve sobre uma praia da sua vida situada a Sul! E uma bela praia, por sinal, que conheci no início dos anos setenta, quando era frequentada quase em exclusivo por ingleses, alemães e algumas famílias do Norte. Hoje está muito diferente é uma das praias mais badaladas lá por fora. Embora, nem sempre, por boas razões... Bem, o melhor é irem ler o que escreveu a Cat sobre a praia da vida dela.

Dicionário do Rochedo (53)

Especialista- Personagem sem especialidade nenhuma, introduzida nos gabinetes ministeriais paar preencher as quotas de militantes que durante a campanha andaram a colar cartazes. Também serve para pagar favores a alguns lambe botas que se esforçam por parecer independentes.

A Zizi

Então não havia de conhecer a Zizi, Pitanga Doce? É um ex-libris da praia da Aguda! Não sei se ainda serve bem, mas se tiveres informação sobre isso, agradeço.

Sucessos de Verão (14)

Até meados dos anos sessenta, era vulgar que os êxitos anglo-saxónicos aparecessem primeiro em Portugal na versão francesa. Foi o que aconteceu com esta canção de Claude François ( Quand un bateau passe), mas na voz de Dionne Warwick isto é outra música, não vos parece?