sexta-feira, 22 de julho de 2011

Comportamento desviante



Durante 10 dias, o primeiro-ministro deixou que pairasse a dúvida sobre a frase “desvio colossal”. Permitiu que o pasquim oficial da S. Caetano desse força à tese que circulava sobre o desvio das contas divulgadas pelo governo anterior. Perante as perguntas dos jornalistas, escusou-se a esclarecer o sentido da sua frase.

Finalmente, as televisões divulgaram o vídeo onde aparece a frase contextualizada. Se um qualquer cidadão actuasse da mesma forma, eu chamar-lhe-ia escroque. No caso de se tratar de um primeiro-ministro o epíteto deveria ser outro, mas fui educado com bons princípios, por isso abstenho-me de pronunciar aqui a palavra que qualifica o comportamento do primeiro-ministro e peço aos meus leitores que também não o façam. No entanto, fico com uma dúvida: como o vídeo só apareceu 10 dias depois ( exactamente no dia em que PPC foi a Bruxelas) pode tratar-se de uma gravação feita a posteriori e a pedido... É uma interpretação sinistra? Talvez… mas eu já vi um porco a andar de bicicleta!

Regresso à Guerra Fria?

Enquanto democratas e republicanos se degladiam por causa da dívida americana e a Europa (apesar do júbilo que paira por aí) continua a varrer os problemas para debaixo do tapete, a China vai levando a água ao seu moinho, como muito bem aqui explica o meu amigo Arnaldo Gonçalves. Cada vez se torna mais evidente que este será o século chinês mas, como já aqui defendi, a "transferência de poderes" dos EUA para a China, não irá ser pacífico. Esperam-se dias difíceis...

A verdade sobre o desvio colossal

Desde que regressei a Lisboa já ouvi um sem número de versões acerca da expressão "desvio colossal". Estou em condições de informar os leitores da verdade, que ouvi da boca do próprio Pedro durante um almoço com jornalistas disfarçados de bloggers, onde me infiltrei. (Apesar de ter sido descoberto, quando estavam a ser servidos os filetes de peixe galo, não fui expulso nem me chamaram filho da p... porque o repasto não se realizou na Madeira)
Então aqui vão as palavras exactas proferidas por PPC durante a reunião da S. Caetano:

"Vocês obrigaram-me a fazer um desvio em relação à estratégia que tinha delineado e obrigaram-me a chumbar o PEC IV. Posso garantir-vos que foi um erro colossal porque isto está bera e tinha sido melhor deixar o Sócrates afundar o país. Eu sei qual foi a vossa intenção ao empurrarem-me para o governo. Querem queimar-me. Pois eu aviso-vos que apesar de me terem obrigado a fazer este desvio, não vos darei oportunidade de me derrubarem logo que o Cavaco vos peça para o fazer. Sei que isso me vai obrigar a um esforço para o qual não estava preparado, mas tenho o apoio do Ângelo, um amigo colossal que está comigo em todas as horas e não me deixará cair."


Constata-se, pois, que PPC usou a expressão "desvio colossal" por duas vezes mas, tal como afirmara Vítor Gaspar na aula que deu aos jornalistas, entre as duas palavaras havia outras que o bufo que soprou para os jornais não ouviu, porque estava a falar ao telemóvel com um amigo, pedindo-lhe que intercedesse junto de PPC para lhe arranjar um tachito.

Conversas com o Papalagui (56)

- Eh tuga, isto vai cá uma crise!
-Nem me fales! Já não sei para onde me virar...
-Olha eu vou começar a poupar.
- E vais poupar em quê?

-Olha, tuga, ainda não sei... o melhor é começar a assaltar as lojas todas cá do bairro para abastecer a minha conta bancária e depois logo vejo onde posso cortar nas despesas.

Livros




A Teresa manifestou curiosidade em saber quais os livros que eu tinha levado para férias. Pois então aqui fica a resposta:

- Da pilha de livros que se amontoam à espera de vez, retirei Ilha Teresa do Richard Zimmler, O que faço aqui do Bruce Chatwin, Praça Tahrir- Os dias da Revolução da Alexandra Lucas Coelho e o volume V dos contos de Tchekov.

Para releituras escolhi "Tertúlia dos Mentirosos" de Jean-Claude Carrière ( uma colectânea de contos filosóficos que achei muito apropriada para não esquecer totalmente o país onde vivo) e Ficções de Jorge Luís Borges.

No entanto, como as férias foram de muita tagarelice, só li os três primeiros e alguns contos dos restantes.

Sucessos de Verão (3)





Perco a conta aos inúmeros êxitos deste tipo mas, para começar, vai este porque está de acordo com o espírito da época.