segunda-feira, 18 de julho de 2011

A tanga da ministra, ou a ministra de tanga?

Chega-me a notícia de que a ministra da agricultura, do ambiente, do mar ( e do que mais vier a calhar) autorizou os funcionários do ministério a deixarem a gravata em casa, para pouparem no ar condicionado.


A medida suscita-me estupor ( desculpem a ignorância, mas não sabia que ainda era obrigatório o uso de gravata no ministério do ambiente), dúvida ( com os sucessivos cortes de vencimentos dos funcionários públicos, a medida não visa preparar-nos para o dia em que ao entrar no ministério nos vamos deparar com os funcionários todos de tanga?) e perplexidade (nunca pensei que Assunção Cristas fizesse discriminação sexista. Então só os homens é que têm direito a aliviar a carga? Não poderia a ministra dar o exemplo e aparecer no gabinete de tanga , à imagem do país?)


Agora a sério. Fico à espera que a medida seja alargada a outros ministérios e sejam reguladas as temperaturas máximas e mínimas no Inverno e Verão. É que vos digo, com o meu saber de experiência feito, que a temperatura de alguns gabinetes públicos no Inverno me fazem sentir a torrar no Equador, enquanto no Verão me dão a sensação de ter emigrado para o Pólo Norte.



Eu sei que a abolição da gravata foi uma ideia inspirada na ONU, que a adoptou em 2009 mas, mesmo assim, é uma medida que poderá vir a ser boa, se for alargada a toda a administração pública.Caso contrário, será uma medida folclórica como a do ministro que foi tomar posse de Vespa!

É só fazer contas

Feitas as contas, conclui-se que os mil milhões de euros que nos vão subtrair no subsídio de Natal ( mesmo àqueles que não o têm, o que não deixa de ser curioso) vão direitinhos para pagar os submarinos que o dr.Portas comprou aos alemães num negócio mais escuro que uma noite sem luar.



Entretanto, uma empresa de sondagens aproveitou a oportunidade para manifestar o seu apoio ao governo, publicando os resultados de (sondagem, inquérito, encomenda do governo- riscar o que não interessa) que concluiu serem 45,6% dos portugueses apoiantes da medida. Afinal, quem estava errado era Cavaco, que defendia não ser admissível pedir mais sacrifícios aos portugueses...



Proponho ao governo que aborde individualmente os portugueses pertencentes ao grupo "quanto mais me bates mais gosto de ti, desde que não seja o Sócrates" e lhes proponha a cobrança do ( imposto, taxa, roubo, esbulho - riscar o que não interessa) por inteiro. Sempre ganha mais uns milhões.

Helmuth Kohl arrasa Merkel



Já por diversas vezes ( ler aqui e aqui, só a título de exemplo) escrevi que Ângela Merkel está a destruir a Europa. Houve quem discordasse, mas agora é Helmuth Kohl, o pai político da chanceler alemã, que vem tecer duríssimas críticas ao monstro que criou.


Faltam dois anos para os alemães a despedirem. Esperemos é que a Europa se aguente até lá.

Praias da minha vida (5)

Praia da Poça (S. João do Estoril)





Quando fui viver para a Linha, a Praia da Poça era o meu poiso de fim de tarde. Raras vezes tomei lá banho, mas era onde me reunia com amigos para beber um copo . No entanto, quando queria paz e sossego, o meu refúgio era no rochedo do Guincho que deu nome a este blog.


Ainda hoje, aos fins de semana, durante o Outono e Inverno, vou às vezes até à Poça tomar café, depois de ter ido a Cascais a pé, pelo paredão, comprar o jornal.

Aviso: Há dias lancei-vos este desafio. Vários leitores manifestaram vontade de participar. A primeira contribuição já chegou e será publicada amanhã, outra está agendada para mais tarde a pedido do autor.


















Uma página em branco

Depois de umas semanas de férias, não é fácil voltar a postar. Regresso a Lisboa, leio as notícias, as ideias chovem em catadupa, mas não me apetece escrever. Sinto os movimentos presos, os membros incapazes de responder às solicitações do cérebro. O computador aberto à minha frente é como uma página em branco.



Apetece-me espingardar em várias direcções, mas iria escrever sobre temas que, apesar de para mim serem novidade (andei distante das notícias durante estas semanas), para os leitores já passaram à história e não os pretendo maçar.



Vou começar a visitar-vos, para me reencontrar com a realidade. Depois talvez volte a inspiração. Até já...