quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bem posso esperar sentado...

Na sequência desta "opção editorial" do DN fico à espera que os patuscos convoquem uma manif em defesa da liberdade de expressão. Seria uma boa oportunidade para demonstrarem que são coerentes, até porque entre eles estão alguns que integram os quadros do órgão acusado de censura e foram dos mais acérrimos animadores da manif que acusava o anterior governo de querer acabar com a liberdade de expressão.

Pronúncia do Norte (30)

Em Almoçageme, em busca de produtos frescos, digo à Baixinha.
-Que belos damascos!
-Que belos quê?
-Damascos! Não sabes o que é?
Ela não sabia. Será que as minhas queridas leitoras e leitores lhe podem explicar?

Desaparecidos





Depois de “ter sido enganado por Bush” no dia em que foi aos Açores servir café ao ex-presidente americano, na altura acompanhado por Blair e Aznar, Durão Barroso foi recompensado com o lugar de presidente da Comissão Europeia. Os portugueses- incluindo Jorge Sampaio- ficaram muito orgulhosos e o Cherne emigrou para Bruxelas, com a promessa de que abandonava o país de tanga, para melhor defender os interesses de Portugal . Os resultados estão à vista…
Durou pouco tempo o seu mandato. Assim que as coisas começaram a correr mal no seio da União Europeia, Durão Barroso entregou os dossiês a Ângela Merkel, contentando-se com as mordomias do cargo.
As suas aparições são agora escassas, o seu prestígio deve estar pouco acima do nível da água do mar e as suas declarações são inócuas. Talvez a esta hora já tenha percebido que foi enganado mais uma vez e esteja à espera que a chanceler alemã o recompense com outro penacho onde voltará a fazer figura de lacaio de alguém que mande, mas queira passar despercebido.



Até lá continuará a vestir a pele de caniche da dama alemã , a fazer umas aparições para não ser esquecido e a viver como um nababo à custa dos contribuintes europeus. Bichanaram-me que talvez apareça um dia destes, na Líbia, como emissário da União Europeia .

Os malaios que descobriram a careca ao Santo António



Na véspera de Santo António, a Sagres distribuiu profusamente carecas de Santo António, acopladas das típicas repas do padroeiro de Lisboa. Turistas pediam aos passantes que lhes tirassem fotografias em grupo, envergando a careca. Fui cravado e acedi prontamente, comungando os sorrisos de uns nórdicos divertidos e movidos a Super Bock! A inexorável lei da concorrência no seu esplendor…

Numa esplanada próxima do Convento do Carmo, dois jovens casais malaios comiam pastéis de nata como alarves ( 18, afiançou-me a proprietária) enquanto tiravam fotografias e queriam saber tudo sobre o santo responsável por devolver um breve sorriso aos lábios dos lisboetas e umas valentes bebedeiras a algumas jovens que se passeavam de copo na mão.

Na Rua da Trindade uma miúda de 13 ou 14 anos, vencida pelo álcool, estendia-se numa soleira de porta, como um sem abrigo, tendo como única companhia uma “litrosa” quase vazia. Na Rua do Carmo, um grupo de jovens ajudava um miúdo dos seus 15 anos a vomitar.Enfim, tudo coisas difíceis de explicar a uns malaios que acompanhavam pastéis de nata e espetadas de farinheira com “soft drinks”. Mais difícil ainda, do que fazê-los compreender a razão de as carecas do Padroeiro, oferecidas por uma empresa portuguesa, ostentarem nos seus invólucros um garboso “Made in China”. Os seus sorrisos complacentes evitaram-me explicações.

Portugal vai a leilão





Cavaco recebeu Passos e deu-lhe autorização para vender Portugal em leilão, legitimando assim a vontade popular. Assim que Coelho saiu da toca de Belém, começaram a chover os telefonemas, cobrando a factura do apoio eleitoral.


O pedaço mais cobiçado é a RTP, logo seguida da TAP. O BPN, ao preço da uva mijona, também deverá ser arrematado em hasta pública, apesar de a CGD ser o quinhão mais desejado. Seguir-se-ão as Águas de Portugal e as empresas de transportes públicos, provavelmente vendidas em lotes pelo melhor preço e sem base de licitação. Foram os portugueses que escolheram, por isso, não vale a pena carpir mágoas.É com os erros que os portugueses têm de aprender a crescer e a ter consciência política. O problema é que todos vamos sofrer , graças à inconsciência de uns quantos.

Desculpem se me esqueci...

...de vos falar dos discursos do 10 de Junho. Não foi por mal, foi só porque não os ouvi e, pelo que li, mais valia que o António Barreto tivesse estado calado e cavaco Silva descesse à terra. Acordem, porra! Estamos em Portugal, fartos de discursos e de esperar por alguém que em vez de divagar apresente soluções e medidas concretas. Eu pensava que este 10 de Junho ia contribuir para levantar o ânimo dos portugueses mas, afinal, parece que apenas serviu para nos deprimir ainda mais.