quarta-feira, 8 de junho de 2011

Finalmente!

Ângela Merkel parece começar a descer à Terra. Eu já a tinha aconselhado a ir falar com Obama. Lembram-se?

Ganhe uma BTT!!!!






Passos Coelho prometeu aos portugueses transformar cada dificuldade numa aventura. Aqui fica um exemplo de uma medida que o futuro governo poderá adoptar:



Se tiver dificuldade em pagar a prestação do seu automóvel, pode dirigir-se a S. Bento para resolver o problema. Entregue o seu automóvel e receberá em troca uma BTT.

De leitura obrigatória

Este post de Estrela Serrano. Para que se percebam melhor as razões de muitos silêncios da comunicação social.

Falemos então de coisas sérias

Terminada a campanha eleitoral e escolhido o novo governo com o alto patrocínio do Bloco de Esquerda ( a quem, injustamente, Passos Coelho não agradeceu no seu discurso de vitória); confirmado que o nosso futuro PM está muito orgulhoso de ser capataz de um triunvirato coveiro da nossa independência nacional; constatada a alegria dos seus apoiantes na bloga e na comunicação social, que perderam o verniz e demonstraram o seu verdadeiro carácter troglodita, é altura de falar de coisas sérias.

Obviamente que, entre as coisas sérias, não cabe só a discussão política. Cabem também os erros que cometemos nos últimos 30 anos. Nas coisas sérias inclui-se a obrigação de falar de um povo que, obnubilado pelo hedonismo consumista, se demitiu de ser cidadão e discutir o modelo social onde queria viver, entregando o seu destino nas mãos da divina providência que, cansada de acudir a um povo ignaro, lhe voltou as costas. E fez muito bem!

Num regime democrático pelo qual a maioria não lutou, mas lhe foi oferecido de mão beijada pela generosidade de um grupo de civis e militares, que pagaram com a privação da liberdade ou até com a morte, o seu empenho em fazer de Portugal um país mais justo, os portugueses tiveram a oportunidade de construir um país melhor, mais solidário, menos mesquinho, onde as desigualdades fossem esbatidas, mas poucos quiseram lutar por isso...

Quando Cavaco acenou, em 1987, com a banana do consumismo e do endividamento barato, os portugueses empolgaram-se e correram para as lojas a saciar a sua sede de serem iguais aos restantes cidadãos europeus. Deslumbrados com a orgia dos bens matérias que se lhes ofereciam em montras, na televisão, ou na caixa de correio, os portugueses tornaram-se egoístas. Cada um procurou tratar da sua vidinha e preocupou-se mais em mostrar que tinha um automóvel melhor do que o do vizinho, do que em satisfazer as suas legítimas necessidades de consumo. Demitiu-se de exercer a cidadania.
Enquanto a sociedade do desperdício assentava arraiais, os portugueses pensavam ter enriquecido graças a um Totoloto colectivo que a todos contemplara e esqueciam a realidade social do país. Acreditaram que, através do voto, poderiam escolher governos que corrigissem os seus próprios erros. Fizeram orelhas moucas à esquerda que os avisava para as consequências e preferiram ouvir os cantos da sereia que os incitava a prosseguir na louca caminhada para a ruína. Por isso limitaram a escolha ao Bloco Central, esquecendo que a bipolaridade é uma doença maligna. Em vez de remédio para corrigir distorções sociais, o voto bipolar distorce as regras da concorrência e estimula a concertação de interesses entre um grupo hegemónico que vai trocando de cadeiras, mas nunca abandona o palco.

Dir-me-ão que a esquerda tem culpas no cartório e andou demasiado distraída durante todos estes anos. É verdade. Mas, sobre isso, escreverei amanhã.

Menage à trois?




Pedro Passos Coelho afirmou várias vezes, durante a campanha eleitoral, que não queria um "pau de cabeleira". Obrigado a partilhar o governo com Paulo Portas e partindo do princípio que Cavaco não estará disposto a desempenhar o papel de pau de cabeleira num namoro que, no íntimo, reprova, optará Passos Coelho por um "mènage à trois"?

RTP pulveriza concorrência




Numa prova de confiança na qualidade informativa, os portugueses preferiram,na noite eleitoral, a RTP aos canais privados. O mal amado ( mas muito cobiçado...) canal público bateu por larga margem a concorrência da TVI e da SIC. A ousadia vai custar-lhe a privatização. Em nome da liberdade de expressão, claro...