segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não é só quando uma borboleta bate as asas...



... Quando um Coelho abana as orelhas, ou um Perú afirma ser de esquerda, há um vulcão no Chile que entra em erupção

Já sou bisavô. E esta, hein?

Quando anunciou a sua chegada, avisou a família que passaria a viver entre os mortais a partir de 23 ou 24 de Junho.

Quando me foi dada a notícia disse aos pais que a escolha do Artur era um aviso de que seria um folião.

Ontem, pouco antes do encerramento das urnas, o pai telefonou-me a dizer que o Artur antecipara a sua chegada. Pela manhã, começou a reclamar que estava na hora de vir viver entre nós. E assim, com três semanas de antecedência em relação ao previsto, tornei-me tio-bisavô. Resta-me saber quais as razões que terão levado o Artur a antecipar o nascimento. Vou amanhã de manhã para o Porto, para lhe perguntar.

A senhora Merkel seguiu o meu conselho

Na quarta-feira eu tinha-a aconselhado a procurar debaixo do tapete, lá de casa, a causa das mortes provocadas pelo E-coli. Houve quem levasse a mal a minha sugestão. Hoje, porém, o ministro da agricultura alemão veio confirmar as minhas suspeitas

Inédito

Pela primeira vez, em Portugal, um candidato a primeiro-ministro teve apenas 11 por cento de votos.

Regras do Passismo

Há três coisas que os vira casacas devem aprender para demonstarem aos agentes passistas que estão integrados no regime
-Dizer "Ubrigado"
-Cantar o hino nacional em tom de barítono

- Agradecer todos os dias, antes e depois das refeições ( os católicos praticantes também antes e depois das orações) " os sacrifícios pedidos pelo senhor primeiro-ministro aos portugueses, porque vão valer a pena".


Aviso: Quem tiver dificuldades pode perguntar ao prof Aníbal como é que uma pessoa integrada no Estado Novo se conseguiu integrar tão facilmente num regime democrático, ao ponto de ser o político há mais tempo no activo em Portugal e a primeira figura do Estado

Pato Donald e a oportunidade perdida

A campanha eleitoral foi péssima. A pior que vi em mais de 30 anos de Democracia. PS, PSD e PP não apresentaram uma única proposta . Ou , se o fizeram, foi abafada pelo ruído da troca de acusações.


O discurso do candidato do PSD, cheio de contradições e denotando aqui e ali o desejo de vingança, atraiu os portugueses. Grande parte da comunicação social, sem um mínimo de pudor, colocou-se em peso ao lado de Pedro Passos Coelho, borrifando-se para a objectividade que o jornalismo exige. A forma como avaliou o debate entre Sócrates e Passos Coelho foi dos maiores embustes a que assisti, desde a campanha de Humberto Delgado.
Mesmo levado ao colo pela comunicação social, PPC tardou a descolar de Sócrates nas sondagens. A minha convicção é que o PSD venceria na mesma se o seu candidato fosse o Pato Donald.

Algumas notas da noite eleitoral

- Quando Passos Coelho elogiou Fernando Nobre, nem um aplauso se ouviu na sala.
- Judite de Sousa, emocionada, destacou a voz de barítono de Passos Coelho.


- O país demonstrou que estava farto de Sócrates. Não tardará muito até que fique farto de Passos Coelho.


- Tal como dissera na entrevista à Brites, Passos Coelho confirmou, na hora da vitória, que o CDS pode condicionar a sua promessa de formar governo com apenas 10 ministros. Meia hora depois de vencer as eleições, começa a anunciar que talvez não cumpra as promessas eleitorais.
- Em tempo de contenção, o PSD comemorou a vitória com fogo de artifício.


- Meia hora depois de Sócrates se ter demitido, António José Seguro, o candidato preferido da direita, colocou-se na linha de partida para lhe suceder. Haja decoro.


- A estrondosa derrota do BE demonstra que os portugueses querem uma esquerda responsável.

- A direita já arreganhou os dentes e não vai deixar pedra sobre pedra, mas continuamos sem saber, concretamente, como vai ser o nosso futuro.