sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os filmes da minha vida (20)

Eu sei que os (as) leitores(as) mais jovens vão lamentar a escolha desta "velharia", porque a maioria não terá visto mas, para os leitores da minha geração, este filme foi iconoclástico. Excepcionalmente, publico duas imagens. Uma pelo filme e outra pelo realizador que, apesar de não estar incluído nesta selecção de Maio, merece estar numa galeria de grandes realizadores.











Brites está de regresso ao Rochedo, pessoal!

Olá, amigas e amigos, ainda se lembram de mim?

Sou a Brites, aquela jeitosa que animava as vossas tardes de domingo aqui no CR!

Quem não me conhecer, pode confirmar aqui que, depois do Rochedo cor de rosa, os domingos do Rochedo nunca mais foram os mesmos, O Carlos, coitado, bem se esforça, mas aquelas pindérica que ele traz aqui aos domingos são a alegria dos cemitérios...

Bem e o que é que me passou pela cabeça para regressar a Portugal, quando toda a gente quer sair? – perguntarão alguns leitores, pensando que ensandeci.
Não se preocupem, porque ainda estou boazinha da cabeça. Outro dia estava a ler uma coisa que o Carlos pôs no Facebook e decidi: vou a Portugal votar! Nesse mesmo dia comecei a bater a asa e cá estou, acabadinha de chegar.

Não me perguntem em quem vou votar, porque o voto é secreto, mas asseguro-vos que sei em quem não voto. Não se esqueçam que foi por causa disto que comecei a pensar emigrar, com medo do que me pudesse acontecer. E depois desta cena com o paparazzi decidi que o melhor era ficar no Brasil, porque eu não sou maluca, está bem?
Agora estou um bocado cansada. Vou abancar aqui pelo Rochedo a ler jornais ( sim, agora já leio jornais, porque estão cada vez mais parecidos com as revistas cor de rosa) e no domingo cá estarei para voltar a trazer alegria às vossas vidas. Ciao!
PS: Estou curiosa para saber quem é a pindérica que o Carlos põe aqui amanhã! Ele chama-lhes namoradinhas de Portugal, coitado. A PDI não perdoa...

Tergiversações sobre uma noite de insónia provocada pela Maya





Quando era adolescente, tinha por hábito fazer as palavras cruzadas e ler os horóscopos na companhia da mulher que, no momento, habitasse o meu coração e me ajudasse a adormecer na ilusão de amanhãs felizes.

Já um pouco tarde, quando aquela que estava destinada a ser a minha companheira de vida desapareceu no aeroporto de Ezeiza escoltada pelas tropas de um ditador argentino, descobri que não valia a pena dar importância àquelas farsas que alimentam alguns bolsos e animam algumas almas, e nos prometem dias felizes, sem nunca avisarem que a felicidade pode ser cerceada por abutres fardados, de espingarda a tiracolo.

De vez em quando ainda passo os olhos, em postura cínica, por alguns horóscopos que me surgem nas páginas de revistas. Foi o que aconteceu num dos últimos fim de semana quando, de regresso a casa, aproveitei uma escala para ler a “Pública”.

A minha atenção foi logo atraída pela chamada de capa “ As elites já não estudam Letras- e talvez façam mal” ( sobre este belíssimo artigo de Alexandra Prado Coelho escreverei noutro dia) mas, terminada a sua leitura, continuei a folhear e detive-me na leitura do “Tarot da Maya”.

Hélas! Fez-se um clique quando li esta frase:

“ Na saúde, respeitar o número de horas de sono de cada órgão é essencial”.

Foi então que percebi as razões do mal estar que me tem assolado nos últimos tempos, provocando-me uma inquietação e irascibilidade que se têm reflectido no tom dos posts com que vos massacro. Uma dúvida, porém, me assaltou de imediato. Como é que vou conseguir compatibilizar os interesses de cada um dos meus órgãos, proporcionando-lhes as horas de sono correctas que cada um necessita para andar bem com ele próprio e também comigo?

Se o cérebro se satisfaz com quatro horas de sono diárias, já o coração exige um mínimo de sete e o fígado, fustigado pelas minhas loucuras de outros tempos, de que ainda se não recompôs, reclama pelo menos 10. Os rins são pouco exigentes nessa matéria, mas já o pâncreas se associa ao fígado reclamando longo período de sono, enquanto a vesícula faz depender a sua quota parte de direito ao sono, do meu comportamento gastronómico na véspera.

Os pulmões, coitados, apenas reclamam não serem obrigados a inspirar ar poluído e os olhos lançam um pré-aviso quando necessitam de descanso, começando a piscar de modo intermitente.

Nessa noite deitei-me a pensar na dificuldade de conciliar tantos interesses desavindos que habitam o meu corpo. Dormi pouco e em sobressalto. Na hora de acordar atribuí a culpa da insónia aos fusos horários e à Primavera que no seu esplendor de cores me desperta mais os sentidos.

Ao pequeno almoço havia uma rebelião dentro de mim. Todos os meus órgãos reclamavam que tinham dormido pouco e até os músculos, habituados a longas caminhadas, protestavam num ranger ameaçador. Fui reler o Horóscopo, para ver se os acalmava. Respirei finalmente de alívio. Onde lera “órgão” estava escrito “organismo”. Ora isso faz toda a diferença!

Foi assim que voltei a despertar para a vida, ordenei aos meus órgãos que se acalmassem, e disse-lhes com voz grossa:

“Aqui quem manda sou eu! Vocês têm as vossa opiniões técnicas mas, na hora de decidir, quem decide sou eu. Perceberam?”

Não obtive resposta mas, como diz o povo, “quem cala consente” e nessa noite dormi o sono dos justos.

Habituem-se...

Antes de se iniciar a campanha, o PSD fartou-se de bradar que queria uma campanha limpa. Assim que foram conhecidas umas piruetas de PPC nas empresas por onde andou -e que a comunicação social prudentemente silenciou- os laranjas lançam um insulto diário contra Sócrates e umas indirectas a Portas, aconselhando-o a ter juízo se quiser ir ao pote com o Coelho.

Chamar Hitler, Saddam Hussein ou Drácula a Sócrates é bem elucidativo do estilo arruaceiro dos futuros governantes.

Isto promete... mas só quem ainda não reparou na falta de chá de Passos Coelho e no seu estilo cobardola ( ao jeito de alguns apoiantes que tem na bloga) de mandar os outros atirar as pedras e ficar com aquele ar inocente, a fingir que não é nada com ele, é que se surpreende.

Grandes realizadores (20)

Martin Scorcese

Se vi algum filme deste homem, que não gostasse, não me lembro ( não vi "O Aviador"). Aceitam-se sugestões.