quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando é que isto acaba?

Continuo com problemas em comentar em vários blogs. Não sei qual é o problema, mas já percebi que é nos blogs que pedem para seleccionar perfil que não consigo comentar. Selecciono Conta Google e Puff! Se alguém me puder ajudar, agradeço.

Felizmente, ainda vou podendo ler os vossos posts.
Abreijos

Figura da semana

André Villas Boas




Quando Pinto da Costa anunciou a sua contratação, torci o nariz. Um miúdo a treinar o FC do Porto? Provavelmente era o sinal de que o líder azul e branco tinha perdido o juízo. Ainda tentei confortar-me, recordando outras apostas arriscadas que tinham dado certo, mas nunca Pinto da Costa tinha ido tão longe. Teria sido influência de algum dos muitos devaneios amorosos do homem providencial que um dia chegou a presidente do FC do Porto?
Devo confessar que só pela Páscoa percebi que afinal a escolha de André Villas Boas tinha sido mais uma aposta sábia do homem que mais percebe de futebol em Portugal.
André Villas Boas não é só um grande treinador. É uma pessoa ímpar no panorama futebolístico nacional. Bem educado, humilde e avesso ao protagonismo. Ganhou tudo o que havia para ganhar, festejou, mas nunca entrou em euforias desmedidas, nem apoucou os adversários. Foge da comunicação social como o diabo da cruz e lá saberá porquê.
É um exemplo de trabalho e persevarança. Um caminho construído a pulso, sem trampolins construídos nos bastidores, que o catapultassem para a fama.
Na hora das vitórias é que se vê a estatura dos homens. Na cultura, no desporto, ou na política. Quando Cavaco Silva venceu as eleições em Janeiro, denegriu os adversários, fez um discurso prenhe de vingança e cheio de ódio, que dividiu os portugueses.
Depois de ter ganho tudo o que havia para ganhar, Villas Boas manteve a sua postura serena, elogiou os adversários e atribuiu aos seus jogadores o mérito das vitórias. O seu exemplo deveria servir para unir também adeptos desavindos. É também por isso, que o escolho como figura da semana.

Os filmes da minha vida (18)


Ninguém acertou no filme de ontem, talvez porque os especialistas não tenham passado pelo CR. Não era fácil, é verdade... Trata-se de um filme dinamarquês de 1955, realizado por Carl Dreyer, com o título "Ordet" traduzido para português como "Palavra".

A explicação para me ter "marcado", talvez se deva ao facto de, em 1969 (quando vi o filme), estar numa fase em que questionava todos os valores e princípios que me tinham sido incutidos. Este filme, que é uma interrogação sobre a Fé, ajudou-me a clarificar algumas dúvidas, porque sobre ele muito se falou em tertúlias da época.


Posto isto, vamos ao filme de hoje. Fácil, fácil, fácil!
Nunca fui grande fã de westerns, mas há três que estão bem vivos na minha memória. Este é um deles. Qual é o vosso western preferido?

Recordar é viver...

A propósito do post anterior, lembrei-me disto e decidi voltar a partilhar convosco.

Entregues aos bichos



Não sei em que país vivo, mas sei que vivo num país que de tanto se demitir dos seus deveres não tem futuro.

O actual governo fez um forte investimento na formação dos jovens mas, infelizmente, esse esforço não foi acompanhado pelas famílias que, na generalidade, se demitiram da sua função de educar. Só assim se explica o indecoroso vídeo que andou aí pelo you tube, mostrando uma bárbara agressão a uma miúda.

Sempre houve muitas rixas entre miúdos nas escolas. A diferença é que no meu tempo não deixávamos ultrapassar certos limites. Mesmo quando o miúdo que estava a apanhar forte e feio não colhia as nossas simpatias, havia sempre quem interviesse, para evitar que a rixa descambasse em agressão bárbara.

Não faço ideia quais foram as razões para que a miúda fosse espancada de forma tão bárbara por duas jovens. Sei, no entanto, que perante as agressões –de uma violência extrema- o macho(???)que assistia à cena tomou a decisão de filmar e colocar o video no You Tube, em vez de impedir espancamento. (Um dia destes o indigente inscreve-se numa Jotinha e ainda chega a ministro...)

Um exemplo vivo de uma geração de cobardes. Digo geração, porque não se trata de um caso isolado. Todos os dias (com diferentes graus de violência) se passam casos destes entre miúdos e não é um fenómeno recente. Pouco tempo depois de regressar a Portugal fui fazer uma reportagem a uma escola na margem sul e vi miúdos de 14 anos trocando ameaças com armas de fogo. A directora da escola explicou-me que era uma escola problemática. E como era problemática, tinha de se dar um desconto...

Comentei na altura que, mais dia menos dia, teríamos exemplos semelhantes nas escolas da classe média e dos ricos e talvez nesse dia alguém acordasse e decidisse tomar medidas. A directora respondeu-me, com algum desconforto, mas também conformismo, que era o mais provável. Este episódio foi há mais de uma década, mas pouco foi feito para que estes comportamentos não alastrassem. Os casos de bullying e as agressões a professores, filmadas por alunos, tornaram-se banais. Para a maioria deles encontraram-se sempre desculpas do estilo "coitadinhas das crianças que não têm afectos em casa e vivem em meios sociais problemáticos"

É verdade que não devemos culpar apenas os miúdos. Culpemos também os pais, porque são co-responsáveis por aquela agressão. Deveriam ser julgados e severamente punidos ( com perda de regalias sociais, por exemplo...) porque não souberam ser educadores. Mas não me digam “coitadinhas das crianças, vêm de um meio social problemático”. É mentira. Se têm dinheiro que lhes permite aceder a todas as tecnologias, não são desfavorecidos. São cobardes. Uma coisa que nada tem a ver com dinheiro, mas sim com educação e carácter.

Ninguém com um mínimo de educação assiste impávido a uma agressão bárbara e ainda se permite o requinte de filmar e colocar no You Tube.Mas, repito, a culpa não é só deles. É, antes dos mais, dos pais que não perceberam que os seus filhos são uma dádiva e tudo deviam fazer para corresponder a essa dádiva, dando aos filhos uma educação esmerada.

Mas é também culpa de uma justiça que, em vez de prometer actuar, se refugia na "falta de meios" para fazer cumprir a Lei. Estamos entregues aos bichos?

(continua amanhã)

Louçã explicou-me em quem devia votar



As últimas sondagens apontam para uma maioria absoluta de PSD e CDS. É a escolha dos portugueses. A maioria prefere uma mudança, mesmo que seja para pior, porque está farta de Sócrates. Eu também preferia viver nas Caraíbas, mas não me dão possibilidade de escolha.

Não levará muito tempo, até que a maioria dos portugueses comece com lamúrias e manifeste o seu arrependimento por ter confiado em Coelho, ou afirme “eu cá nunca votei nele”. O costume…

O BE, reduzido à ínfima expressão, continuará a clamar contra o capitalismo, mas incapaz de explicar aos portugueses a recusa em dialogar com a troika, transmitindo-lhe a minha ( e de muitos milhares de portugueses) indignação

Como escrevi antes das eleições de 2009, se o BE em vez de pugnar por um crescimento sustentado, entrasse pelo caminho do aventureirismo, em breve teria o destino do PRD. Assim será, embora preferisse enganar-me.

Nunca tive tantas dúvidas sobre o meu voto e a minha vontade era abster-me no dia 5 de Junho, mas não o farei porque não alieno esse direito. Foi o próprio Louçã que me explicou em quem devia votar e porquê. Mesmo contrariado...

Certo é que se avizinham anos difíceis. A minha geração deve desenganar-se e convencer-se, de uma vez por todas, que morrerá num país pior e com mais dificuldades, do que aquele onde viveu depois do 25 de Abril. A diferença é saber se alguém lhe prestará cuidados paliativos, ou será abandonada à sua sorte.

Ainda ontem ouvi Assunção Cristas, do CDS, defender que “o próximo governo deverá tomar medidas para que os trabalhadores mais velhos sejam dispensados e os jovens, com mais conhecimentos e capacidades, possam ocupar os seus lugares” (sic)

Para a esquerda portuguesa, tanto lhe faz que uma nova geração à rasca se vislumbre no horizonte. Sem qualquer perspectiva de futuro, que não seja morrer com dignidade. No dia 6 de Junho irei ao funeral da esquerda portuguesa, agradecer-lhe a borrada que fez e explicar a Louçã a razão de não ter votado nele desta vez . Ser traído e enganado é uma coisa que me chateia.

Grandes realizadores (18)

Luchino Visconti



"Morte em Veneza" seria suficiente para o incluir nesta galeria. Mas como esquecer " O Leopardo" ( Palma de Ouro em Cannes, 1963), Obsessão ou O Intruso?

Aviso à navegação

Desde que voltei às lides blogosféricas, tenho deparado com a impossibilidade de comentar em vários blogs. ( Ariel, Teté, Catarina, Helena, Eva, Rogério, Pedro, Fê, Maria Teresa, LOL, etc) . Sou remetido constantemente para o blogger, pedem-me a palavra passe, escrevo-a e quando clico em " Publish" volta tudo ao princípio.

Alguém sabe dizer-me o que se está a passar?