terça-feira, 17 de maio de 2011

As ideias loucas de Coelho

Pedro Passos Coelho, seguindo o exemplo de Rui Rio, pretende extinguir o ministério da Cultura, encerrando-a num kolkhoz governativo, com sede no seu gabinete. Teme-se o pior...

Os filmes da minha vida (12)





Este filme já foi aqui referido por vários leitores, a propósito de um dos realizadores que por aqui passou. É muito, muito fácil...

Demagogias em tons de azul e amarelo

Além de mentiroso e manipulador, Paulo Portas é um demagogo. No debate com Passos Coelho chegou ao cúmulo de afirmar que pretendia reduzir o número de funcionários públicos pagando-lhes indemnizações elevadas. Pude descortinar-lhe no facies a falsidade da afirmação, mas acredito que muitos funcionários públicos tenham salivado com a promessa do líder do CDS/PP.

Aviso-vos, desde já, que esta promessa é tão mentirosa como muitas outras do CDS e do PSD. Em primeiro lugar, convinha saber onde é que Portas irá buscar dinheiro para pagar as "avultadas indemnizações”. Depois, também seria oportuno lembrar a Paulo Portas que, mesmo que essa sua promessa tivesse sido feita de boa fé, o resultado seria tornar a função pública mais indigente.

Muitos técnicos, licenciados, negociariam uma rescisão de bom grado e iriam à sua vida, trabalhar na privada, ou por conta própria, mas os administrativos continuariam a ser excedentários, porque a maioria não se sentirá seduzida pelas propostas de rescisão, já que teriam dificuldade em arranjar um novo posto de trabalho.

Pedro Passos Coelho, como anda na política a ver passar os combóios, não conseguiu desmontar a mentira de Portas e perdeu mais uma oportunidade de ganhar pontos.

Caderneta de cromos (28)

Eduardo Catroga






O respeito pelos seus cabelos brancos tem-me impedido de o colocar nesta caderneta de cromos. Tentei esquecer a sua prestação ruinosa como ministro das finanças de Cavaco Silva, culminada com o hilariante episódio da penhora de uma sanita do estádio das Antas.Nesse momento, o país inteiro percebeu que o senhor não batia bem da bola mas, como depois saiu de cena e nunca mais ninguém ouviu falar de si, caiu no esquecimento.

Até que Pedro Passos Coelho, seguindo a orientação do seu mentor Ângelo Correia, que pensou ser aconselhável piscar o olho a Cavaco, o sacou do armário, mandou lavá-lo e tirar-lhe o cheiro a cânfora e, num passe de mágica, ressuscitou-o. Durante uns tempos ainda se conteve, mas assim que enxergou a oportunidade de voltar a ocupar um gabinete com vista para o Tejo, entusiasmou-se como um puto de 20 anos a quem o pai oferece um Maseratti e desatou a fazer disparates.

Nas primeiras aparições, limitou-se às contradições e incoerências próprias da senilidade. Depois meteu-se nos copos, misturou vinho com cerveja e todos nós sabemos como as misturas alcoólicas dão mau resultado. Mas caramba, avozinho, não esperava que a sua língua escorregasse pelo “pin...”!!!!

Claro que foi hilariante ver que, depois de ter pronunciado a púbica palavra, lhe saiu um pela boca, obrigando-o a pedir desculpa ao atónito Gomes Ferreira que o entrevistava. Mas caramba, dr Catroga, os seus netinhos não merecem a desfeita de chegar à escola e ouvir coisas desagradáveis a seu respeito que me abstenho aqui de reproduzir, para não o enxovalhar publicamente.

É por isso, em defesa da sua imagem, que o incluo nesta caderneta de cromos mas, se quer o meu conselho, o melhor seria recolher a casa e passar as tardes a jogar à “bisca lambida” com o Medina Carreira que já há muito entrou para esta caderneta com o número 6.

Sei agora que foi até ao Brasil. Já estavam programadas, ou foi sugestão do dr. Passos Coelho, inspirado no episódio Calheiros?

Aviso: se, quando regressar seguir o meu conselho e convidar o Medina Carreira para jogar “bisca lambida”, aviso-o que ele é um bocado batoteiro. Mas se quiser saber mais, pergunte ao Paulo Portas que já aprendeu alguns truques com ele. Divirta-se e tenha uma velhice feliz. Lembre-se dos seus netinhos.

Memórias do Cinema (2)




Na Europa, com excepção de Inglaterra, o fenómeno é semelhante: em 1981, 750 milhões de espectadores deslocam-se a 20 mil salas de cinema europeias, para ver 469 filmes que a indústria pôs à sua disposição. Dez anos depois, os frequentadores das salas de cinema desciam 25 por cento, as salas cerca de 20 e o número de longas metragens quedava-se nos 410.


As salas de cinema invadiram os centros comerciais, dividiram-se , concentraram vários tipos de oferta no mesmo espaço, reduziram as lotações.


Não é de esperar que o hábito de ir ao cinema se perca nos próximos anos, mas a verdade é que o cinema deixou de ser a principal distracção dos jovens, a partir dos anos 90. O crescimento do mercado vídeo, os hábitos televisivos cada vez mais arreigados, a internet e os jogos electrónicos contribuiram decisivamente, para que as pessoas se afastassem das salas de cinema.Ver um filme em casa, na companhia de amigos, e aproveitar para tagarelar e descansar um pouco antes de partir para a ronda dos bares e discotecas, é para muitos uma alternativa ao fascínio do grande écrã.


Decididamente, uma ida ao cinema não será mais “como dantes”, até porque, infelizmente, muitas salas passaram a permitir o consumo de pipocas e bebidas durante a exibição dos filmes o que, se pode contribuir para cativar alguns jovens, não deixa de ser desmobilizador para quem busca numa ida ao cinema a possibilidade de ver um filme “como antigamente”: em silêncio e sem o massacre dos intervalos para a publicidade. O que talvez não se tenha perdido é o pretexto do cinema para a troca do primeiro beijo, ou o início de um romance de amor.


Quanto a potenciais realizadores de cinema, também não faltam desde que a câmara de video fez a sua entrada no mercado. A princípio, servia apenas para filmes de âmbito familiar, visionados no recato da família e de um círculo de amigos mais ou menos restrito. Posteriormente- e mais uma vez a televisão veio dar uma ajudinha-começaram a surgir uma série de potenciais realizadores que adoram mostrar as suas habilidades perante as câmaras de tv, em busca de prémios mexerucas com que ajudam a preencher espaços televisivos de gosto duvidoso. Os vencedores agradecem e a TV esfrega as mãos porque consegue, a baixo preço, pôr no ar programas que atraem muitos espectadores.

Grandes realizadores (12)

Ingmar Bergman

Nunca venceu a Palma de Ouro de Cannes, mas em 1995 recebeu a Palma de Ouro Especial, tendo sido então parcialmente reparada a enorme injustiça. É um realizador de referência da minha geração. Escolher o seu melhor filme? Não me atrevo... todos os que vi são fabulosos. E vocês, caros leitores, que pensam de Ingmar Bergman e da sua mulher (Liv Ulman)?