quinta-feira, 12 de maio de 2011

O fim cada vez mais próximo




Produtividade? Vão mas é chatear os alemães!

Dias como este convidam a esplanar, não a ficar encerrado entre as quatro paredes de um gabinete. É preferível estar descontaridamente a discutir se o mais grave foram os corninhos do Manuel Pinho na AR, ou as papas na língua do Catroga na SIC Ouviram, senhores do FMI? Vão falar de produtividade lá para as vossas terrinhas cinzentonas e deixem-nos gozar o solzinho, OK?Vai uma bejeca, ou preferem um copito de branco bem fresquinho?

Moring call

Manuel António Pina foi o vencedor do Prémio Camões. Fui invadido por uma alegria imensa.

Os filmes da minha vida (9)


Cada vez que revejo este filme ( e já revi muitas...) sinto uma enorme saudade daqueles tempos.





O contrato

De regresso a Lisboa começo a perceber o erro do mensageiro que me deu esta notícia.


Fosse ele um consumidor atento, teria percebido que naquela noite de 3 de Maio, Sócrates se limitou a anunciar as linhas gerais do contrato que assinara com o FMI. Na verdade, todas aquelas mentiras que a imprensa andou a anunciar não estavam no contrato o que significava, de imediato, que desta vez não seriam apenas os funcionários públicos a pagar a crise.


Parece-me da mais elementar justiça que assim seja. Essa ideia de querer atirar para cima dos funcionários públicos as culpas da situação do país e fazê-los pagar por isso, é um bocado reaccionária e tem vista curta.


Se o meu mensageiro fosse um consumidor previdente, antes de me dar a notícia teria ido ler as letras pequeninas do contrato com o FMI e ter-me-ia de imediato avisado que eram aquelas cláusulas que ninguém lê, que nos iriam tramar.Hoje, com o contrato na mão, fui ler as cláusulas em letra miudinha e fiquei apavorado. O que aí vem é pior do que o PEC IV e determina a perda de soberania do nosso país.Entre as múltiplas cláusulas em letras pequeninas, houve uma que me eriçou os cabelos:
“ Até final de Julho o governo deve vender o BPN a qualquer preço”.


Todos sabemos que quem está disposto a vender a qualquer preço acaba por vender mal mas, o que mais me preocupa, é que isso abre a hipótese de os vigaristas amigos do professor Cavaco voltarem a comprar o banco por tuta e meia e, com mais meia dúzia de vigarices, encherem os bolsos do sr. Presidente e seus amigalhaços e voltarem a obrigar o Estado a intervir, utilizando o dinheiro dos contribuintes. Talvez seja esse o sentido da frase de Cavaco na comunicação ao país “Se não mudarmos…”
Pois, se não mudarmos lá se vão os lucros das acções, não é verdade, senhor Presidente?


Claro que há um conjunto de outras medidas que explicam bem o que é que a troika veio cá fazer. Privatizar é a palavra de ordem, o que obriga o Estado a abrir mão de empresas como a TAP, a REN ou a GALP e a vender o filet mignon de outras como a CGD ( a área dos seguros é muito cobiçada pelos agiotas) e as principais empresas de transportes. Isso vai reflectir-se – e de que maneira!- nos nossos bolsos, fazendo minguar os nossos salários, porque vamos pagar muito mais pela luz, gás ou transportes. Para já não falar nos impostos directos e indirectos, no aumento das despesas de saúde, etc.


Ora , ao que me parece, foi com estas cláusulas em letras pequeninas que o PSD e o CDS- amigos dos pobrezinhos que não sejam vigaristas e aceitem trabalhar a troco de salários de miséria- rejubilaram. Foram estas vitórias que eles reclamaram para si nas negociações.É disto que o professor Cavaco gosta.


Tudo ponderado, decidi não despedir o mensageiro que me deu estas notícias na manhã do dia 4 de Maio. Afinal, ele apenas seguiu o exemplo da maioria dos jornais. Arranjam uns títulos que distorcem o conteúdo das notícias e, como a maioria lê apenas as gordas nos escaparates, fazem passar mensagens erradas aos leitores.

Grandes realizadores (9)

Stanley Kubrick




Conheci-o com "Laranja Mecânica" e, desde então, vi todos os seus filmes de olhos bem abertos. Apesar de o último ter como título "De olhos bem fechados"