quarta-feira, 11 de maio de 2011

Está bem visto, sim senhor...

"Na última semana beatificámos um papa,
casámos um príncipe,
fizemos uma cruzada
e matámos um mouro.
Bem-vindos à Idade Média!"
( Roubado daqui)

Pero que las hay, las hay

Um sismologista, morto há mais de 30 anos, tinha previsto para hoje um forte sismo em Roma. Milhares de romanos abandonaram ontem a cidade,amedrontados com a hipotese de se confirmar a previsão. Há cerca de duas horas, um forte sismo abalou a cidade espanhola de Lorca, perto de Múrcia. Eu não acredito em bruxas mas...

Filmes da minha vida (8)

Não tenho palavras para descrever como este filme foi importante na minha vida. Devia ser obrigatória a sua exibição nas escolas portuguesas.
Aviso: começa hoje o festival de Cannes. Na próxima semana publicarei, diariamente, um post sobre "Memórias do Cinema".



Está bem visto, sim senhor...

"Na última semana beatificámos um papa,
casámos um príncipe,
fizemos uma cruzada
e matámos um mouro.
Bem-vindos à Idade Média!"
( Roubado daqui)

No woman, no cry



"Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!"

Bob Marley

Faz hoje 30 anos que nos deixou, mas continua bem presente a sua música. Sem ele haveria reggae?

O último a saber

Quando irá Pedro Passos Coelho perceber que não manda no PSD? O actual líder laranja é Cavaco. Impedido de acumular funções, nomeou Eduardo Catroga como seu representante na S.Caetano e só espera a manhã de 6 de Junho para tomar posse. Se duvidam, leiam isto....

Coelho no seu labirinto



Não há que esconder: as medidas impostas pelo triunvirato de agiotas, amigos de Pedro Passos Coelho, ( como já se tinha percebido no caso BPN, é no partido laranja que os agiotas têm mais amigos) serão dolorosíssimas para todos nós e agora não vale a pena especular se o governo já devia ter pedido ajuda externa há mais tempo, ou de quem é a culpa de termos chegado a esta situação que nos rouba parte da soberania.

O que importa é saber que o governo que sair das eleições de 5 de Junho vai ser obrigado a fazer inúmeras reformas que já deviam ter sido feitas há muito tempo.Algumas dessas reformas- é oportuno lembrá-lo- foram ensaiadas por Sócrates logo em 2006. Não foram concretizadas porque, à esquerda e à direita e nos lobbies corporativos, o governo do PS encontrou inúmeras resistências que o impediram de avançar. O último episódio (triste) do boicote às medidas do governo, foi o do chumbo à avaliação dos professores, opção meramente eleitoralista que pretendeu atrair os votos dos professores descontentes.

Com a crise financeira e o PS em minoria, depois das eleições de 2009, nenhum partido terá querido entrar para o governo e repartir com os socialistas, os custos de uma derrocada anunciada. Preferiram ficar à espera que o governo caísse de podre, ou da melhor altura para lhe passar uma rasteira, como preconizou o enfermo Capucho, dias depois de se ter demitido da Câmara de Cascais, com o fito ( percebe-se agora…) de vir a ser presidente da AR no caso de o PSD vencer as eleições.O PEC IV serviu de pretexto para derrubar o governo, numa aliança entre esquerda e direita que ficará nos anais da nossa História.

Pedida a ajuda ao FMI, as reformas vêm aí. Ainda mais dolorosas do que aquelas que Sócrates pretendeu fazer. Impostas de fora. Ora é isso que me envergonha. Viver num país onde é preciso vir alguém de fora impor as medidas que deveriam ter sido tomadas nos últimos anos e elaborando, por antecipação, o programa do governo que sair das próximas eleições.

Face a tudo isto seria previsível uma derrota estrondosa do PS nas eleições de 5 de Junho. Era isso, aliás, que indicavam todas as sondagens. No entanto, a desorientação que reina no PSD, onde uma medida anunciada é desmentida no dia seguinte, porque a reacção da opinião pública foi desfavorável, e a visível impreparação de PPC para assumir o cargo de primeiro –ministro, começou a criar alguma desconfiança nos portugueses.

Lentamente o PS foi subindo e encurtando as distâncias para o PSD, até se colar aos seus calcanhares. Perante a política ultra-liberal do PSD e as trapalhadas do seu líder, os portugueses começam a perceber que uma vitória do PSD significará o apoio a medidas ainda mais punitivas, que o FMI pretenda implantar, com a colaboração do BCE e da UE . Aliás, Catroga já avisou: seremos muito mais radicais do que o FMI. Animador, sem dúvida, para quem pretenda afundar-se ainda mais e ter saudades do engº Sócrates.

Não me parece que o PS vença as eleições de 5 de Junho, sendo provável que PSD e CDS, juntos, consigam alcançar a maioria absoluta. Mas, se isso vier a acontecer, PPC vai ter um grave problema para resolver. Vai ter de se aliar ao CDS, partido que sairá bastante reforçado pelo descontentamento que grassa nas hostes laranja. Com a agravante de, em muitos aspectos, estar mais à esquerda do que o PSD e Paulo Portas ser artista de gabarito, com méritos para atirar para cima de PPC a responsabilidade pelas medidas mais impopulares.

Não me admirarei, por isso, se com a aproximação do acto eleitoral, vier a ouvir PPC dizer que afinal estará disposto a dialogar com o PS liderado por Sócrates, “mediante algumas condições”. ( que nunca se saberá quais são, pois o próprio PPC também não sabe…)

PPC sente o rabo a arder e já percebeu que a sua liderança está a prazo. Que prevejo muito curto, se mantiver este ódio a Sócrates e a obstinação de querer ser ele a escolher quem deve liderar o Partido Socialista . Para ir ao pote, PPC arrisca-se a ter de o partilhar com o inimigo de estimação. E ninguém gosta de partilhar momentos íntimos, principalmente com alguém que se detesta.

Grandes realizadores (8)

Pedro Almodovar
Qual o filme de Almodovar de que não gostei? Não me lembro! Mas sempre que se fala de Almodovar, outro nome vem-me de imediato à memória. Penélope Cruz, pois claro...