segunda-feira, 2 de maio de 2011

Figura da semana

Mesquita Machado




O presidente da câmara municipal de Braga não é figura que me seja simpática. Bem pelo contrário... No entanto, escolho-o para figura da semana, pelo despacho que assinou, proibindo a abertura de super e hipermercados no 1º de Maio. Ao contrariar as intenções dos merceeeiros das grandes cadeias de distribuição que, pela primeira vez, se preparavam para abrir as baiúcas no Dia do Trabalhador, Mesquita Machado deixou uma mensagem clara: haja decência, porque a crise não justifica todas as arbitrariedades, nem pode servir de capa para explorar ( ainda mais...) os trabalhadores.

Seria bom que esta mensagem tivesse eco no governo mas, infelizmente, S. Bento continua a fazer orelhas moucas aos exemplos que visam proteger os trabalhadores das arbitrariedades de um patronato glutão sem escrúpulos.

Os filmes da minha vida (1)

Para quem não passou por cá ontem, relembro o objectivo desta rubrica aqui . A resposta é facílima mas, quem não a souber, pode ir ler o meu perfil, que encontra lá a resposta.




Em busca de uma nova forma de vida





Decorrerá em Hong –Kong, de 3 a 6 de Maio, o Congresso da Consumers International (CI) organização que congrega associações de consumidores de todo o mundo.

É a segunda vez que o Congresso da CI se realiza em Hong- Kong- a primeira foi em 1991- e, nestes 20 anos, as preocupações dos consumidores alteraram-se profundamente, sendo de esperar que em Hong-Kong as organizações de consumidores não deixem de fazer um cotejo entre as questões suscitadas na altura e aquelas que agora centram as suas atenções.

Os serviços financeiros, o comércio electrónico, o consumo responsável e o consumo ético, ou o conceito de consumidor cidadão, temas centrais do Congresso de Maio, estiveram ausentes da discussão no início da década de 90 do século passado porque… eram apenas temas em embrião.
Por outro lado, se em 1991 se discutia a emergência das economias asiáticas e as transformações no Leste Europeu, como factores determinantes para um novo paradigma de consumo à escala global, duas décadas mais tarde, o desenvolvimento económico dos BRIC ( Brasil, Rússia, Índia e China) a que recentemente se juntou a África do Sul, não deixará de animar, certamente, o debate entre associações de consumidores, governos e instituições internacionais.

Desde 1987 que acompanho este evento que este ano tem a particularidade de se realizar num período em que os consumidores são acusados, pelos governos e entidades que os incentivaram ao endividamento, de serem os responsáveis da crise.

Não se pode ignorar o cinismo desta acusação. Os consumidores são o motor da economia e foram eles que geraram as grandes fortunas e enriqueceram as instituições financeiras. O mínimo que seria exigível aos governos era a protecção dos seus direitos. Mas não foi isso que os governos fizeram. Queimaram-se neurónios a fazer leis que não se aplicam, reduziu-se a defesa do consumidor a uma luta entre consumidores e prestadores de serviços, cuja resolução assentaria na aplicação de leis reguladoras e esqueceu-se o essencial: as questões do consumo, hoje em dia, travam-se fundamentalmente no âmbito da ética e da sociologia do consumo, onde a educação e informação do consumidor desempenham um papel determinante.

Enquanto não se perceber isso, continuaremos a recuar até ao século XIX, à espera que uns novos tecelões de Manchester encontrem uma forma organizativa capaz de enfrentar o livre arbítrio do poder dominante nas relações comerciais e nas operações financeiras.

Os instrumentos e os meios para esse combate e essa nova forma organizativa dos consumidores, podem ser dados pelo Comércio Justo, pelo consumo ético, pela capacidade regenerativa da Economia Social. O sucesso inicial que favoreceu a ascensão das associações de consumidores apoiadas pelos governos - não raras vezes num convívio promíscuo- conduziu a um monopólio ideológico em matéria de defesa do consumidor, responsável pelo estiolar de formas de organização alternativas, capazes de dar resposta a problemas sectoriais do consumerismo.

Chegou a altura de os consumidores reinventarem as relações de consumo, discutindo não apenas os modelos produtivos e os meios alternativos de acesso à justiça mas, também, os mecanismos financeiros e de distribuição de que ficaram reféns.

Hoje acordei assim,,,



Mas sem guarda chuva. A distância permite-nos relativizar a importância das coisas e é muito bom parar em frente dos escaparates, não ler notícias deprimentes que nos afundam nas nossas misérias, e voltar a ter o prazer de comprar um jornal que dê notícias, em vez de fazer política partidária. Por uns dias percebo que o Sol não é o mais importante da vida. Troco de bom grado uns dias na companhia do céu azul pelo capacete, só pelo prazer de ler jornais que não me deprimem.

Grandes realizadores (1)

François Truffaut




Como seria a História do Cinema sem alguns dos grandes realizadores que nos proporcionaram dos mais belos filmes do século XX?

François Truffaut foi um dos meus primeiros realizadores de eleição. E os meus caros leitores também têm algum realizador que os ajudou a apaionarem-se pelo cinema?