quinta-feira, 21 de abril de 2011

Porquê tanto alarido?

Sinceramente, não percebo o alarido que por aí vai, por causa de o governo ter dado meio dia de tolerância de ponto a alguns funcionários públicos. Além de ser uma tradição ainda mais antiga do que a de conceder o dia 24 de Dezembro, não me parece que seja por causa de três horas e meia de trabalho que o país vá à falência.

O mais engraçado, porém, é constatar que alguns dos indignados aplaudiram o governo quando, ano passado, concedeu dois dias de tolerância, durante a visita do Papa. Aí, sim, houve um fim de semana prolongadíssimo, que muitos aproveitaram para rumar ao Algarve em vez de irem ver o Papa. Como acontece hoje, a avaliar pela taxa de ocupação dos hotéis algarvios.

A propósito… eu também vou amanhã e só volto dia 27, mas até lá ainda poderão ler alguns posts que deixo agendados. E, para quem não passar por cá no sábado para receber as amêndoas, aqui ficam os meus votos de uma Páscoa Feliz.

O silêncio é de oiro!

Otelo, porque não te calas?

Conversas de comboio

No comboio de regresso a Lisboa, viajam em frente a mim dois homens na casa dos 30.Diria que eram executivos de uma empresa com boa cotação na bolsa, não se desse o caso de no meio da conversa, que entabulavam em voz audível, terem deixado claro serem ambos dirigentes de um serviço da administração pública. Traçam um quadro negro do serviço onde trabalham e extrapolam para uma generalização da incompetência e desleixo que grassa na função pública.A determinada altura, um deles solta uma frase indignada:

- Ainda por cima, aquele aumento de 3 por cento em 2009 foi uma barbaridade. Foi só para ganharem votos e agora quem se trama somos nós.

Apeteceu-me perguntar-lhes porque é que não protestaram contra o aumento nessa altura, ou se recusaram a recebê-lo, o que seria revelador de uma consciência cívica digna de aplauso. Contenho-me e continuo a ler as crónicas de Maria Filomena Mónica “ Nós os Portugueses”. O quadro à minha frente seria, certamente, um bom tema para desenvolver.

Sondagens

As sondagens valem o que valem mas, depois de ver esta, apetece-me dizer que o PS está a fazer uma recuperação à FC do Porto.

Late night wander (89)

Talvez fosse bom reflectir, neste período pascal, na responsabilidade que cabe a cada um de nós na situação a que chegámos. Para começar, vale a pena lembrar que a dívida pública portuguesa é de 90,2 por cento do PIB, valor muito inferior ao da Bélgica (100,5%), Irlanda (107%), Grécia, (150, 2%) ou Itália (120,2%) O grande problema em Portugal é a dívida privada que atinge o valor astronómico de 220% do PIB. Como chegámos aqui? Por culpa da Banca que emprestou dinheiro sem critério e aliciou os consumidores a endividarem-se e dos consumidores portugueses que tiveram mais olhos do que barriga e se endividaram muito acima das suas possibilidades.
Amanhã desenvolverei o assunto.