sexta-feira, 8 de abril de 2011

A democracia de que o PSD gosta


O jornalista Ribeiro Cardoso passou os dois últimos anos a fazer uma investigação aturada, com o objectivo de escrever um livro sobre o líder madeirense. O título "Jardim, a Grande Fraude" deixa antever uma análise pouco abonatória sobre o grande líder e, conhecendo eu Ribeiro Cardoso, posso garantir-vos que tudo aquilo que lá lerem é rigorosamente verdade, porque ele não dá passos em falso, nem vende papel a pataco. Mas adiante...

Pronto o livro, o seu lançamento foi marcado para o dia 12 num hotel no Funchal.

Esta manhã, a editorial Caminho foi informada pelo hotel que, afinal, não tinha sala disponível. Bem tentou a Caminho, durante a tarde, arranjar uma sala disponível no Funchal para fazer o lançamento. Debalde! Grande coincidência esta, de não haver qualquer sala disponível no Funchal, não é?

Lembro-vos que Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite afirmaram várias vezes que a Madeira é uma democracia exemplar. Cenas como estas são frequentes na ilha que Jardim governa há quase 40 anos, mais ou menos o mesmo tempo que Kadhaffi conta à frente dos destinos da Líbia, o que nos dá uma noção do conceito de democracia que campeia nas hostes do PSD.

Entretanto, o livro será lançado na próxima 4º feira, dia 13, às 18h30m na Casa da Imprensa em Lisboa. Lá estarei, obviamente...

E o Sol mentirá para todos nós...

A avaliar por isto, para o Sol qualquer sexta-feira pode ser Dia das Mentiras.

E se fosses ler um bocadinho de História?

Pedro Passos Coelho diz que "ninguém pede ajuda para ficar pior". Se partirmos do princípio que o homem não é irresponsável, nem incompetente, então é porque se vendeu aos mercados e só resta perguntar-lhe: Qual é a tua comissão, pá?

Rostos de Abril (5)

Melo Antunes

Está um calor do caraças

Não pensem que é o Verão antecipado… é o Coelho da São Caetano a fazer um churrasco com quase dez milhões de portugueses.

Recordando Mário Viegas *

Estou sentado no Rochedo, computador aberto à minha frente, pronto a iniciar o trabalho que não me apetece fazer. Toca o telemóvel. Do outro lado alguém pergunta. Sabes que dia é hoje?
Não sabia…

A resposta- que não reproduzo- veio num tom de amuo.

Esclarecida a data, desligado o telemóvel depois de um pedido de desculpas, repousei o olhar no horizonte e aterrei em Bahia Blanca. Era lá que eu estava no dia 1 de Abril de 1996.

Quando nesse dia regressei ao hotel, tinha uma mensagem na recepção. Recebera um telefonema de Portugal e pediam-me que telefonasse com urgência ( em 1996 ainda não tinha telemóvel...) O telefonema era de uma jornalista amiga e pensei que se tratasse de uma encomenda de trabalho. Como naqueles tempos era um homem livre que vivia vagueando pelo hemisfério sul, alimentando o corpo e o espírito com trabalhos de circunstância, apressei-me a responder à chamada.

“ Tenho duas notícias para te dar. Uma é boa e outra má, vou começar pela boa. Ganhaste o prémio de jornalismo a que concorreste. Com a massa que vais receber, já sei que não vais regressar tão depressa!...”

-Quanto é?

-…

- Então fico por aqui pelo menos mais seis meses. Qual é a má notícia?

- Morreu o Mário Viegas...

Fiquei em silêncio por uns instantes. Depois quis saber pormenores da morte. Quando desliguei, “voei” até Macau onde o tinha visto pela última vez, num auditório repleto.Quando saí para jantar, não tinha fome. Devo ter trocado o “asado de tira”, ou o churrasco, por qualquer coisa mais leve mas, em memória do Mário, acompanhei a refeição com um belo tinto argentino. Se foi Lujan de Cuyo, Mendoza, Malbec, Chardonnay, Finca Anita ou Nicolas Zapata, não vos sei dizer, mas foi a minha forma de o homenagear.

* O episódio passou-se ao final da tarde de 1 de Abril, mas só hoje tive oportunidade de o passar a escrito.

Morning call (13)

Acabo de obter uma resposta a esta questão. O agente do BPN em Belém está de boa saúde, mas demasiado ocupado a escrever mensagens no Facebook. Por isso é que não tem tempo para tratar dos problemas dos portugueses.

Portugal bem visto na Europa

O FC do Porto, ainda na ressaca das comemorações da conquista do campeonato, aplicou uma goleada das antigas ao Spartak de Moscovo (5-1).

O SLB, depois de lamber as feridas da derrota na Luz, frente aos sempiternos campeões, arregaçou as mangas e goleou o PSV (4-1).

Em Kiev, o patinho feio do Minho bateu-se com galhardia e saiu de lá com um empate (1-1) Se não meterem água em Braga, irão enfrentar o SLB numa das meias finais da Taça UEFA e discutirão taco a taco a presença em Dublin.

Na outra meia-final, se não houver nenhum cataclismo, o FC do Porto defrontará os espanhóis do Villareal.

Não é impossível que no dia 18 de Maio, em Dublin, subam ao relvado duas equipas portuguesas para disputar a final da Taça UEFA., uma espécie de segunda divisão do futebol europeu, onde também nos encontramos em matéria económica e financeira, discutindo com a Grécia e a Irlanda a possibilidade de sermos os primeiros a sair da crise.

Enquanto no futebol vamos somando sucessos e subindo no ranking, em tudo o resto vamos dando tiros nos pés e descendo no rating. Como nos tempos da outra senhora, o futebol continua a ser o escape para muitos, mas eu trocava o sucesso desportivo por um êxito na economia que nos livrasse da ajuda externa. Só que nessa matéria não temos treinadores à altura e não podemos ir buscar jogadores sul-americanos para o plantel...

Late night wander (79)

A política portuguesa parece uma briga entre putos da escola primária. Não nos admiremos por isso que, perante os ataques que lhe são movidos de todos os lados, Sócrates venha dizer que está a ser vítima de "bullying".