quinta-feira, 24 de março de 2011

Eles prometem melhorar a vida dos portugueses (3)

Os pensionistas podem estar descansados

Eles prometem melhorar a vida dos portugueses (2)

Lá por fora, já se vêem os primeiros sinais

Eles prometem melhorar a vida dos portugueses (1)

Aumentando o IVA. Para começar, esta divergência logo no primeiro dia de pré-campanha eé prometedora.

Sócrates e o síndrome Pinto da Costa

Do debate de ontem na AR sobressaiu uma questão que nos devia preocupar a todos. Mais do que um ataque às políticas, houve um ataque "ad hominen". Toda a oposição foi clara: Sócrates não!
Nunca fui fã de Sócrates, que conheci pessoalmente quando era secretário de estado do ambiente e defesa do consumidor mas, sinceramente, gostaria que me explicassem as razões de tanta animosidade (só falta mesmo publicar um decreto a estabelecer que Sócrates não poderá voltar a candidatar-se).
Vou adiantar algumas hipóteses: será por tudo que se escreveu nos jornais e se disse na comunicação social acerca dele? Será porque, inconscientemente, as pessoas assumiram como verdadeiras as acusações que lhe foram feitas em casos obscuros como o Freeport ( pela comunicação social, não pelos Tribunais)? Será porque ficou nas nossas cabeças a acusação da aia de Cavaco, de que ele é mentiroso?
É verdade que Sócrates governou (quase) sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos e foi, muitas vezes, insensível aos seus problemas. Mas Cavaco também e hoje é, desgraçadamente para a maioria dos portugueses, Presidente da República. Ataque-se Sócrates pela sua política, pela sua arrogância, pela sua insensibilidade, pela sua teimosia, mas não me parece justo que não se lhe reconheçam as qualidades que também tem: é corajoso, lutador, perseverante e tem uma capacidade de resistência notável.
Os ataques a Sócrates fazem-me lembrar, por vezes, os ataques a Pinto da Costa. Tudo o que acontece ao Benfica é, para a comunicação social desportiva, ainda que por vezes de forma velada, culpa do presidente do FC. do Porto. As agressões ( condenáveis) a dirigentes benfiquistas, as derrotas do Benfica, têm sempre um culpado: Pinto da Costa. Porque foi o mandante dos agressores, porque comprou árbitros para prejudicar o Benfica, etc.
Também há muitas coisas que não gosto em Pinto da Costa, mas estar-lhe-ei eternamente grato pela forma como projectou o nome do FC do Porto a nível internacional e pelas alegrias que me deu. Compreendo que os benfiquistas o queiram ver pelas costas, de preferência irradiado do futebol, porque isso enfraquecerá o FC do Porto e permitirá ao Benfica voltar a ter a hegemonia que perdeu há 30 anos. É isso que os benfiquistas não lhe perdoam.
Apesar de não ser fã de Sócrates - e foram muitas as vezes que aqui o critiquei- de saber que errou, prejudicando sempre os mesmos, de preferir que fosse outro o candidato apresentado pelo PS nas próximas eleições, admiro a sua perseverança. Não vira as costas à luta, vai a jogo, tem ânimo de vencedor. Reconheço,por isso, que neste momento será o único candidato capaz de evitar uma derrota do PS nas próximas eleições.
Já quanto a Passos Coelho, confesso-vos que tenho muito medo do futuro dos portugueses se ele vier a ser primeiro-ministro. As razões são várias e já aqui as enunciei, mas há uma fundamental: ele apenas vai a jogo, neste momento, porque viu ameaçada a sua liderança no PSD, pelos cavaquistas. Não se candidata para defender os interesses de Portugal, mas sim empurrado pelos seus adversários internos. Por isso se recusou a negociar, apresentando alternativas. A isso eu chamo má-fe. E um primeiro ministro assim, ainda por cima refém de Cavaco- como brevemente iremos perceber- será fiel servidor da estratégia de poder traçada por Belém. Ontem, MFL foi a pitonisa de serviço para interpretar o oráculo cavaquista: as medidas a aplicar serão as previstas no PEC ( eu diria que ainda piores, mas esperemos para ver) mas terão mais credibilidade por ser o PSD a aplicá-las.
Não me admira, por isso, se Sócrates ganhar novamente as eleições. Como diz o povo " para melhor está bem, para pior já basta assim..."

Prova oral

Era ainda jovem, tinha trocado o consultório por um emprego na administração pública, embalado por promessas de amanhãs que cantam. Vestiu a camisola de funcionário público com pundonor. Trabalhava 10 a 12 horas por dia e fins de semana, sem reclamar horas extraordinárias. Até gostava de ter um dia de folga a meio da semana.
Tudo parecia correr bem, até ao dia em que a chefe lhe deu uma ordem oralmente. O assunto era delicado e ele pediu que a pusesse por escrito.
“ Não te chega a minha palavra?”- perguntou ela ofendida.
Com a ingenuidade dos 20 e poucos anos, via na chefe uma amiga e anuiu.A ordem foi cumprida, mas deu para o torto. Ela negou alguma vez ter dado a ordem e ele tramou-se. Nunca mais aceitou ordens orais que lhe cheirassem a esturro.
Ao fim de alguns anos abandonou a função pública, regressando à actividade privada. Hoje, diz que nunca viu tantas mulheres sacanas por metro quadrado, como na administração pública. Por isso acredita na ingenuidade de Paulo Machado, apesar de o ex- DGAI já ter idade para ser mais astuto.

A esquerda no seu Labirinto


Como é óbvio, PCP e BE não podiam votar favoravelmente este PEC. Se o fizessem, estariam a trair o seu eleitorado. No entanto, ao chumbarem o PEC, poderão ter oferecido de mão beijada à direita a possibilidade de chegar ao poder e exercer a sua política ainda mais ruinosa para os portugueses e que os privará- como já há dias aqui escrevi- dos resquícios que restam das conquistas de Abril.
Se a direita vencer as próximas eleições com maioria absoluta poderá agradecer à esquerda o empurrão decisivo que lhe deu. E irá legitimar a execução de um outro PEC, não muito diferente do que agora chumbou, porque não tem outra saída. As diferenças que poderão existir significarão mais desemprego, mais redução dos salários, o fim da função social do Estado e a entrega aos privados das empresas públicas lucrativas, como a RTP e a TAP, da Caixa Geral de Depósitos, etc.
Não se assaquem, porém, culpas à esquerda. Fez aquilo que lhe era exigido e a que foi obrigada pela política seguida por Sócrates. Como previa há dias Mário Soares, Sócrates pagou caro a sua “ousadia”, ao apresentar em Bruxelas um PEC, sem passar cartão a Cavaco. O mesmo que Passos Coelho se prepara para fazer ao povo português, candidatando-se sem apresentar alternativas. Esperemos que os portugueses não se deixem enganar…

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Hoje começa a campanha eleitoral. Aqui no CR abriu a caça ao coelho. Noutros, começou a fase da lambidela ao coelho, inaugurado com um jantar convívio onde estiveram presentes alguns jornalistas disfarçados de bloggers.