segunda-feira, 7 de março de 2011

A crise está perto do fim?

Não vos sei responder mas, pela impaciência que reina nas hostes laranjas, dá-me a impressão que sim.
Sendo sabido que o PSD não quer governar em tempos de crise, só entendo os constantes apelos do baronato laranja para que haja eleições antecipadas, na perspectiva de a crise se estar a proximar do seu termo e ser este o momento correcto para o PSD provocar a queda do governo, aparecendo depois como Salvador da Pátria.
Não estando incluído no grupo de jornalistas disfarçados de bloggers que almoçam e privam de perto com PPC, quer-me parecer que ele gostaria que a minha interpretação estivesse certa. É que não sendo esta impaciência do baronato laranja justificada pelo desejo de "ir ao pote", só se explica com uma ânsia de enxotar PPC da liderança...

Figura da semana


"O pai da democracia soviética"- como gostam de lhe chamar no Ocidente - irá ficar na História da Rússia? O último presidente da URSS que, antes de dar nome a uma "pizza", encetou uma série de reformas e deu a conhecer aos europeus as palavars "perestroika" e "glasnost" apenas é recordado com simpatia por 5 por cento dos russos, enquanto 73 por cento não encontram momentos positivos na sua governação.
Depois de ler isto, fico com uma dúvida: serão os russos ingratos, ou desmemoriados, como os 40 por cento de tugas que dizem que se vivia melhor em Portugal há 40 anos?
Entretanto, no dia em que completou 80 anos (3 de Março), Gorbatchov recebeu rasgados elogios de Vladimir Putin e foi condecorado por Medvedev com a mais alta distinção atribuída na Rússia- a "Ordem do Apóstolo Santo André".

Mulheres do Mundo (3)

Margarita Mbyganwi

Aos 5 anos, esta mulher foi raptada da tribo onde vivia, por colonos brancos que a venderam como escrava a fazendeiros. Trabalhou durante mais de 20 anos, até conseguir recuperar a liberdade. Regressou à sua tribo, tendo-se tornado na primeira mulher a chefiar a tribo Aché.
Em 2008, foi eleita para o Senado do Paraguay, integrando as listas do Movimento Popular Tekojoja e o presidente Fernando Lugo nomeou-a ministra para os Assuntos Indígenas.Margarita Mbywangi tem 48 anos. É órfã desde os 4, porque a mãe foi assassinada pelos "democratas libertadores” da América Latina.
Hoje em dia, é o rosto da luta do povo indígena sul-americano, a que tem dedicado toda a sua vida.

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Jovens que foram à luta



Dias antes de começarem os europeus de atletismo em pista coberta, a imprensa vaticinava uma presença modesta de Portugal em Paris. Medalhas, nem pensar!
Sara Moreira tinha sido mal inscrita e ia correr numa prova que não era a sua especialidade. (O presidente da Federação de Atletismo reconheceu o erro e, dignamente, demitiu-se).
Naide Gomes vinha de uma lesão que a forçara a uma longa paragem e havia mesmo quem duvidasse que ela conseguisse o apuramento para a final.
Francis Obikwelu estivera fora da competição durante mais de um ano e o seu regresso era visto com cepticismo porque- afirmava alguma imprensa- estava velho.
Ontem, Naide Gomes trouxe a medalha de prata no salto em comprimento ( apenas a um centímetro da russa que venceu a prova) e Obikwelu venceu categoricamente os 60 metros, arrancando uma medalha de ouro.
Dois exemplos de jovens que reagiram, com personalidade e garra, às previsões dos velhos do Restelo. Jovens que tiveram vida difícil, comeram o pão que o diabo amassou, mas sempre lutaram com galhardia para honrar o nome de Potugal além fronteiras.
Gostaria que os jovens portugueses da "geração à rasca" se revissem nestes exemplos de luta e tenacidade, em vez de almejarem equiparar-se aos ídolos do facilitismo, gerados em “reality shows”, com o nível mental e intelectual dos “ Morangos com Açúcar”. Mas pedir aos jovens portugueses, abonados com a algibeira dos pais e o conforto de cama mesa e roupa lavada até aos 40, que vão à luta, é pedir demasiado.
Parabéns e obrigado, Naide e Francis.

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