quinta-feira, 3 de março de 2011

Erro interpretativo

Jesus disse "Amem-se uns aos outros" e não "Matem-se uns aos outros"

Mulheres do mundo (2)

Emmeline Pankhurst
(1858-1928)


Será porventura difícil a muitas mulheres portuguesas, com menos de 35 anos, imaginar um mundo sem televisão, ou o tempo em que as mulheres não podiam votar. Não só em Portugal , como no resto do mundo, esse direito só foi alcançado ao longo do século XX ( apenas a Nova Zelândia reconheceu o direito ao voto das mulheres, em 1893) e, na maioria dos países, só depois da I Guerra Mundial.
Foi graças à coragem de algumas mulheres, que iniciaram a sua luta pelo direito ao voto ( as sufragistas) sujeitando-se a sofrimentos e enxovalhos, que ao longo do século XX os países europeus foram alargando às mulheres esse direito. Nessa luta,muitas mulheres se destacaram. Emmeline Pankhurst foi uma delas. Líder do movimento feminista britânico, fundou a Liga para o Sufrágio Feminino em 1889. Com suas filhas, Christabel e Estrella, fundou em 1903 a União Feminina Social e Política (sufragistas).
Opondo-se à discriminação das mulheres na vida pública e privada, organizaram acções ( por vezes violentas) contra polícias, ministros e Parlamento, atraindo a simpatia de muitas mulheres que a elas se juntaram. As sufragistas inglesas consideravam legítimo o uso da violência, pelo que eram frequentemente detidas e sujeitas a maus tratos, conseguindo assim atrair cada vez mais simpatizantes para a sua causa.
Em 1918, a Inglaterra alargaria o direito de voto às mulheres. Nesta altura, já Emmeline Pankhurst abandonara, desiludida, a doutrina socialista e passara a ser simpatizante dos Conservadores. Será por este partido que será eleita, em 1919, a primeira mulher no Parlamento britânico: Lady Astor. Curiosamente, era americana, país que só viria a reconhecer às mulheres o direito de voto, em 1920.
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Povinho foleiro, este (3)


O dia de sol estava convidativo e a esplanada estava cheia. Ele parou diante de uns papéis fluorescentes que anunciavam “ Café ao balcão 45 cêntimos”. Hesitou.
Um casal levantou-se e ele precipitou-se para o balcão. Vi-o sorver a bica de um golo e pagar. O preço certo. Saiu e sentou-se na única mesa livre. Pegou no livro e começou a ler.
A empregada veio perguntar-lhe o que queria tomar
“Não viu que já tomei café?”
“ Mas aqui na esplanada o consumo é obrigatório. O senhor tomou café, mas foi ao balcão...”
“ Ah sim? Então traga o Livro de Reclamações”
“ E de que quer o senhor reclamar?”
“ Traga o Livro de Reclamações, já disse”
A empregada afastou-se. Passados uns minutos veio o patrão
“ Foi o senhor que pediu o Livro de Reclamações?”
“ Fui. Onde é que ele está?"
"Está lá dentro…mas de que pretende o senhor reclamar?”
Ficou uns segundos e depois respondeu:
“ Da empregada, que é muito mal educada”
“ O senhor desculpe, mas ela só estava a dizer que na esplanada o consumo é obrigatório. Estava a cumprir o seu dever. Se quiser continuar aqui tem de pedir qualquer coisa”.
“ Já tomei lá dentro, não sabe disso?”
“Mas, como lhe disse a empregada, o senhor tomou café ao balcão, não foi na esplanada. Se não quiser mais nada, terei que lhe pedir para sair, porque tenho ali clientes à espera”.
O cliente olhou em volta à espera de aprovação da sua conduta. Ninguém correspondeu.
“ Fique lá com a merda da mesa. Não volto mais a esta espelunca! Vocês são uns exploradores.”
Levantou-se vagarosamente e retomou o seu caminho.
No dia seguinte, os letreiros anunciando café ao balcão a 45 cêntimos tinham desaparecido. A esplanada continuava cheia.

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Late night wander (50)

Há muito tempo que não via ópera, mas esta semana foi um fartar vilanagem. A televisão presenteou-me com dois espectáculos magníficos no domingo e ontem. Lamentavelmente, porém, decorreram no mesmo palco e a ópera foi a mesma – Os Palhaços - embora com duração diferente nos "encore". Não percebo é porque tiveram de ir ao Porto contratar os protagonistas…