quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Há festa no blogobairro


Hey, pessoal! Já foram dar os parabéns ao nosso amigo Rogério? Podem servir-se de uma taça antes de irem lá fazer o brinde. Tchim-tchim!

Notícias das democracias africanas

A democracia na Tunísia vai de vento em popa. Grupos islamitas, armados de facas e cocktails molotov, irromperam pelo bairro de prostituição de Tunes gritando “ Allah Akbar”. A polícia teve de intervir para evitar que os islamistas em fúria incendiassem o bairro.

História das petingas que gostavam de ser lagostas


Aviso:Não pensem que isto é um post sobre futebol. Se lerem até ao fim, verão que é apenas sobre o povo mesquinho que somos.

Fim de tarde de sofrimento. Não sou masoquista mas, na impossibilidade de ver o jogo do meu clube em casa, fui obrigado a ir a um estabelecimento de "comes e bebes" de um conhecido benfiquista.
Primeira parte de domínio avassalador dos azuis e brancos que poderiam ter marcado três ou quatro golos e arrumado a eliminatória. Alguma inépcia na finalização e um árbitro vesgo que se recusou expulsar um defesa do Sevilha depois de um agarrão a Hulk à entrada da área, fez vista grossa a uma grande penalidade e devia estar a coçar o rabiosque quando Fucile foi agredido com dois sopapos, impediram que o jogo competente dos azuis e brancos fosse premiado com golos. Compreendo. Todos os anos passo uns dias de férias em Marbella a expensas próprias e sei que não é barato.
Ao intervalo tive maus presságios. Quando o FC do Porto ataca para aquele lado na primeira parte e não marca, raras vezes ganha o jogo.
No início da segunda parte o Sevilha veio mais aguerrido, mas as melhores oportunidades foram dos azuis e brancos. Só que a sorte que nos bafejou na primeira mão em Sevilha, apareceu a cobrar juros no Dragão. Malditos mercados financeiros que andam por aí a deturpar a verdade e espoliar os desfavorecidos...
Minuto 71. Num lance mais ou menos fortuito, o Sevilha marca por Luís Fabiano, em jeito de vingança por ter sido despedido do Dragão.
A meu lado, a malta benfiquista exulta. Pede um segundo golo do Sevilha. Bate palmas a um falhanço incrível de Hulk. Explode de alegria quando Webb expulsa Álvaro Pereira, num momento em que o juiz inglês devia estar a pensar num resort de cinco estrelas em Marbella.
“Filho da puta!” – grita um adepto benfiquista com bigode à Luís Filipe Vieira quando Webb, reconhecendo o seu erro, decide voltar a equilibrar o jogo expulsando o sevilhano Alexis a quem tinha poupado a cartolina vermelha na primeira parte.
Os Dragões defendem-se com galhardia, mostram a sua raça.. Atacam com veneno, vêem Valas fazer defesas incríveis e falham golos de baliza aberta, perante o gáudio da turba encarnada, que continua a puxar pelo Sevilha.
Peço um Bushmils para ajudar os cofres encarnados. A turba vermelha agradece com incentivos ao Sevilha. Hulk, com a baliza aberta, falha mais uma vez. O jogo termina com impropérios da claque benfiquista contra os cabrões azuis e brancos. O FC do Porto está nos oitavos. Com mérito, muito sofrimento e o desgosto de muitos adeptos benfiquistas.
Festejo moderadamente com mais dois portistas. Chego a recear que entre os adeptos benfiquistas esteja aquele que matou um sportinguista no Jamor, durante uma final da Taça. Felizmente o tipo foi preso, depois de se ter evadido da prisão, durante uma licença precária. Sei, no entanto, que ainda andam à solta os que atacaram Filipe Santos, quase o condenando à morte;os que incendiaram um autocarro do FC do Porto; os que apedrejaram outro autocarro e a viatura onde seguia Pinto da Costa; os que montaram a insídia contra o FC. do Porto e nos quiseram expulsar da Europa.
Desejo-lhes, do fundo do coração, boa sorte em Estugarda. Regresso a casa com estatísticas na cabeça. Dizem que há seis milhões de benfiquistas. Felizmente é apenas uma mentira que virou fábula nos jornais desportivos. E nem todos são invejosos e mesquinhos. Como aqueles senhores que agora lançaram uma petição para que seja investigada a origem do dinheiro com que Emídio Rangel e Rui Pedro Soares compraram os direitos de transmissão da Liga Espanhola, uma rádio e um jornal que aparecerá nas bancas em Abril.
Antes de me acusarem de cegueira clubista, na caixa de comentários, sugiro que leiam este post. Sei ver futebol e reconhecer o demérito das vitórias, mas detesto que façam de mim parvo. E odeio quem não respeita o meu país.
A TODAS as equipas portuguesas, que hoje lutam para continuar na Europa, os meus sinceros votos de BOA SORTE. Incluindo o Benfica. Sem cinismo.

O umbiguismo nacional (2)


Percorro a blogosfera nacional, dita política, e constato que os blogueiros ao serviço de Coelho aproveitam a situação na Líbia para atacar Luís Amado.
Para os "filhos" de Coelho que pululam pela blogosfera (alguns albergam-se em mais do que um blog) qualquer oportunidade serve para atacar os membros deste governo. Mesmo que os ataques revelem falta de senso e demonstrem o umbiguismo nacional que os remete a um raio de acção que começa no bairro de Santos em Lisboa e termina numa qualquer praia algarvia.
Se os filhos de Coelho tivessem boa fé também dirigiriam os seus ataques a Sarkozy, Berlusconni, Chirac, Obama ou Tony Blair.
Se tivessem alguma mundividência, saberiam que Portugal não foi o único país a apoiar empresas que quiseram investir na Líbia. Outros países europeus , latino-americanos e asiáticos o fizeram igualmente.Se não fossem movidos por um ódio cego ao PS, reconheceriam que a atitude prudente de Portugal , face à Líbia, é idêntica à dos outros países com interesses naquele país.
Já aqui exprimi a minha opinião sobre a posição da Europa e dos Estados Unidos nesta matéria, não vou voltar a fazê-lo. Mas não me permite a consciência deixar de verberar a atitude hipócrita e falha de seriedade de uma blogosfera enfeudada a Passos Coelho que se mascara de independente . Está bem, eu sei que isso é pedir demasiado a quem tenta passar uma imagem de independência, mas não hesita em apunhalar a mão que noutros tempos lhe deu de comer. Mas vale a pena tentar...

Late night wander (45)

Depois de apeados do poder, Ben Ali e Mubarak adoeceram gravemente. O mesmo aconteceu noutros tempos com outros ditadores, como Pinochet. Esta coincidência pode levar a várias conclusões.
Joe Berardo, por exemplo, poderá concluir que a ditadura faz bem à saúde. Já Manuela Ferreira Leite pensará, provavelmente, de maneira diferente, assegurando que as democracias provocam doenças graves.