quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Christmas time: the end


Eu sei que a maioria dos portugueses já está a trabalhar há quase uma semana. Para esses o Natal é já uma reminiscência e os votos expressos na noite de fim de ano já se volatilizaram com a velocidade dos vapores etílicos que sempre assinalam aquela data.

No entanto- e sem querer armar em desmancha-prazeres- lembro-vos que o Natal efectivamente só termina hoje à meia- noite. Infelizmente para vocês, em Portugal não é feriado e este dia deixou de ter qualquer significado especial. Marca apenas a data a partir da qual desaparecem as iluminações nas ruas e nos lares portugueses.

No próximo fim de semana as ruas deverão iluminar-se pela última vez e as pessoas vão aproveitar para desfazer as árvores de Natal e os presépios. Muitos dirão até ao ano, esquecendo que daqui a 11 meses já estarão outra vez no pico da azáfama natalícia.

Salvo algum contratempo de última hora também eu, depois de um pequeno período de ausência, terei o prazer de voltar ao vosso convívio durante o fim de semana. O ano, para mim, só começa na próxima segunda-feira.

Às vezes chegam cartas


Para os jovens de hoje, pensar o mundo actual sem Internet , facebook, telemóveis, e-mails, ou SMS, é um exercício tão complicado como o da minha geração, quando tentava imaginar o mundo sem rádio, discos de 45 rpm ou gravadores.
Talvez fossemos mais felizes se recuperássemos alguns hábitos que se perderam na voragem do tempo. Escrever um postal quando estou em viagem, ou um cartão de boas festas, são coisas que ainda me fazem feliz e me permitem sentir mais perto daqueles de quem gosto.
E continuo a gostar de escrever cartas, de abrir a caixa do correio e, no meio dos milhares de folhetos de publicidade e das contas para pagar, encontrar uma carta, ou um postal de alguém que em viagem se lembrou de mim. Às vezes, é preciso muito pouco para me sentir feliz.

Late night wander (4)

Diziam os arautos da sociedade da hiperescolha, que ela é a única que nos confere o direito a ser felizes, porque nos dá o poder de fruir as coisas à nossa medida.
Qual a explicação para que um indivíduo com cada vez mais poder para fazer as suas escolhas e ser mais feliz, se sinta mais inseguro e com mais medos?