quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O fim de um mito

Durante algum tempo, muita gente acreditou que se o mundo fosse dirigido por mulheres seria melhor.
Confesso que apesar da admiração que tenho por Cristina Kirchner , fiquei escaldado com a senhora Thatcher e sempre coloquei algumas reticências à possibilidade de as mulheres serem capazes de transformar o mundo, tornando-o melhor.
A contabilista química alemã , com todo o seu egoísmo, confirmou a minha desconfiança. Uma mulher que obriga os países pobres a empobrecer ainda mais, para defender os seus interesses , esquecendo que se não fosse a solidariedade europeia, a Alemanha nunca se teria levantado depois da segunda guerra mundial, não pode ser boa rês.
É certo que a feminilidade de Merkel é pouco perceptível mais fazendo lembrar, pela sua indumentária e postura, uma ex- funcionária da Stasi ressabiada.
Ainda pensei que Merkel poderia ser, a par de Thatcher , apenas um desvio hormonal da espécie, construído por um robô diabólico, apostado em desacreditar as capacidades dirigentes do sexo feminino mas há dias, do outro lado do Atlântico, eis que outra mulher deu sinais de insanidade mental: Hillary Clinton.Do alto de um pedestal de nonsense, a mulher do adúltero BIll insurgiu-se contra a “fraude” eleitoral nas eleições russas, reclamando novas eleições.
Talvez até tenha razão, mas não tem é qualquer legitimidade para se manifestar. Terá Hillary Clinton esquecido que George Bush também chegou ao poder graças a uma fraude eleitoral nos EUA? Não lhe terá nunca ocorrido, que se Bush não se tivesse tornado presidente graças a uma batota eleitoral, muito provavelmente não teria havido 11 de Setembro, nem guerra do Iraque e o mundo hoje poderia viver com mais paz, sem crise económica e sem tantas convulsões sociais?
Hillary devia olhar para o seu país antes de atacar os outros por eventuais fraudes em que os EUA, por acaso, até foram pioneiros. Até tremo ao imaginar como poderia ser neste momento o mundo, se Hillary tivesse ganho a corrida a Obama, ou Sarah Palin tivesse chegado à Casa Branca.
Não, minhas amigas e meus amigos, o mundo não será melhor quando for governado por mulheres, por uma simples razão: chegadas ao poder, agem como homens e têm tendência a resolver os problemas utilizando a força dos seus cargos. Como o fazem, aliás, algumas mulheres que ao longo da vida conheci em lugares de chefia. Quando não dominam as matérias e são confrontadas com erros, reagem com a força da autoridade que o cargo lhes confere. Não me parece que haja diferença entre homens e mulheres nesta matéria. Quando não têm razão, utilizam a força. Das armas, ou do cargo que ocupam. O poder nunca foi sexy.

7 comentários:

  1. Infelizmente, estou com febre e, é-me impossível responder a este seu post com a cabeça fria.

    Para já só digo, que foram os homens que criaram esse estúpido mito. Claro que não há diferença entre homens e mulheres quando chegam ao poder e, é bom assim.

    Pois bem, o poder continua sexy para o sexo masculino, porque senão, não se compreendia que uma bela mulher como a Carla Bruni quisesse um periquito daqueles.

    E a "santa evita" para os ricos em nada é melhor do que a nossa "DDR Mädchen", só um pouco mais sexy.

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  2. Angelina Jolie ao poder! A Scarlett Johansson também serve.

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  3. Eu, que sou acusada de feminista, partilho inteiramente a mesma opinião!

    Mas, diga-se em abono da verdade, as que chegam ao poder a estes níveis, foram aquelas que seguiram as regras impostas pelos homens e os mesmos 'modus operandi' que eles, que as restantes acabaram por ser "escorraçadas" pelo sistema... ;)

    Ou seja, dê por onde der, uma mulher (ou homem) mais humana e sensível com os verdadeiros problemas do mundo, não tem nenhuma hipótese de lá chegar!

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  4. Estou completamente em desacordo e passo a tentar explicar. O poder é por sua natureza masculino. O poder!!! Interessa pouco se quem o ocupa é homem ou mulher. Se e quando a natureza do poder se alterar, talvez dentro de alguns séculos...., aí sim poderiamos talvez fazer comparações. Acresce que os exemplos são muito poucos para "ousar" ser tão definitivo. Por exemplo, na Coreia do Norte como seria que uma mulher exerceria o poder...? e no Irão? Estamos conversados...:)))

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  5. Desculpa lá... mas ainda está por provar à saciedade que aquilo seja uma mulher!

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