Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Apostar na pobreza, é ter visão de futuro

Na sequência da Convenção da nova Plataforma Europeia Contra a Pobreza, realizada em Outubro em Cracóvia, o Parlamento Europeu aprovou, em final de Novembro, uma resolução que insta a Comissão Europeia a apresentar um relatório anual ao PE sobre os progressos registados pelos estados-membros na redução da pobreza e da exclusão social.


A proposta insere-se na estratégia de redução da pobreza para o período 2014/2020, aprovada pelos ministros europeus. França , por exemplo, compromete-se a reduzir um terço das pessoas em risco de pobreza até 2020, enquanto a Alemanha tenciona reduzir em 20% o número de desempregados de longa duração e a Polónia pretende retirar 1,5 milhões de pessoas da pobreza, em igual período.
Qual é a estratégia do governo português? Empobrecer os portugueses o mais possível até 2014, para que o nível de pobreza seja tão elevado, que em 2020 as estatísticas indiquem uma redução do número de pobres durante o período 2105/2020. Por isso cortam no subsídio de desemprego, no abono de família, nas reformas, nas prestaçõe sociais e diminuem os salários.A isto se chama “visão de futuro” em coelhês.
Dir-me-ão alguns leitores mais ingénuos: mas nessa altura já não será o PSD a colher os louros!


Não sejam tão optimistas, meus caros! É certo que por essa altura PPC já terá sido contratado por Ângela Merkel para um lugar europeu, onde terá como função fazer-lhe sucessivas vénias enquanto lhe beija as mãos, massaja os pés e coça as costas, mas um rio vindo do Douro também já terá desaguado em Lisboa para acampar em São Bento e varrer a São Caetano da imundície que a infestou durante a governança coelhista.


Bem, há sempre a esperança de o PS deixar de ir fermoso e Seguro e passar a ser liderado com a mão de Ferro, mas isso não passa de mera conjectura...

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