quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Bem da Nação

Uma maioria composta por jovens totalitários ( Bagão Félix dixit) aprovou hoje o OE 2012, contando com o apoio da abstenção do PS ( violenta, é bom não esquecer…) . Um acto de simpatia do PS com Sócrates – defende Mário Soares. Será simpatia violenta? Não deve ser, porque Seguro até cantou e festejou uma grande vitória. De quê? Terá sido a descoberta do Migalheiro a razão da euforia?
Inúmeras vozes próximas dos partidos da maioria se levantaram num coro de críticas ao OE e à cegueira do governo.

Ou seja: apenas milhar e meio de portugueses ( deputados da maioria, membros do governo, 700 famintos retirados aos bidonvilles de uma obscura actividade profissional para integrar os gabinetes ministeriais, e uns quantos aspirantes a um lugarzinho que vão debitando na blogosfera elogios ao senhor presidente do conselho) apoia o OE.
Mesmo assim, depois de ter criticado a falta de equidade do OE e ter posto em causa a sua constitucionalidade,o PR vai aprová-lo. A bem da Nação, borrifar-se-á para as inconstitucionalidades e cometerá perjúrio? Ao som do Hino Nacional?
Em tempo: Em entrevista à SIC, PPC admitiu que mais medidas de austeridade se avizinham. Fê-lo com a descontracção dos néscios, que vêem a casa a arder e querem apagar o incêndio com um extintor de bolso.

O Migalheiro

Quer um presente barato para oferecer aos seus amigos neste Natal? Pois o CR tem a solução ideal para si. Compre um migalheiro, o maior sucesso de vendas deste Natal.É barato e muito mais útil do que o mealheiro, pois aprova orçamentos marados, recicla moeda falsa e faz pagamentos com cheques sem cobertura. Como funciona? Simples!


Veja a imagem acima:


Pegue numa moeda ou nota de euro ( falsa) ou cheque (careca)e introduza na ranhura do migalheiro.
De seguida, pronuncie ( com muito ênfase) as palavras mágicas “abstenção violenta!” e rode o migalheiro até ele ficar de costas, como mostra a imagem seguinte


Agora, pegue na corda que está na imagem de baixo, introduza-a na protuberância (visível na imagem) do migalheiro e vá rodando.


O mais tardar no próximo Natal, o migalheiro começará a abanar a cauda, dirá, com um sorriso "grande vitória" e devolver-lhe-á a quantia introduzida, em magníficas notas ou moedas de escudo, aceites em qualquer estabelecimento.
















Desaparecidos






Paulo Portas fez uma pausa na sua actividade de caixeiro-viajante e veio a Lisboa dizer aos portugueses "vão trabalhar, malandros!" Poderia perguntar-lhe porque não dá o exemplo, mas não vou por aí. É que fiquei impressionado com a noção de ética social do líder democrata-cristão! Eu bem sei que ele não gasta dinheiro em carros como o Pedro da Vespa, prefere andar de avião, mas isso não é razão para nos vir falar de ética social... Que pena Portas ser solteirão! Assim não posso pedir à mulher o mesmo que pedi à D. Laura!

Defendamos as nossas tradições!

Agora que o Fado foi considerado pela UNESCO Património Imaterial da Humanidade, enchendo de orgulho os corações do povo luso, é altura de defender com convicção as nossas tradições, tudo fazendo para que se mantenham incólumes e inalteradas.

São as tradições e costumes que fazem a identidade de um povo, pelo que devemos fazer tudo para as preservar.

Vem isto a própósito de uma petição para acabar com as cunhas que correu por aí no tempo do Sócrates, foi entregue ao Presidente da República, mas deve estar esquecida na gaveta da secretária de um especialista recrutado pelo ministro Relvas.

Devo dizer que não assinei a petição, porque considerei a iniciativa de muito mau gosto. Depois de nos acabarem com os “jaquinzinhos”, querem acabar com essa instituição nacional que é a cunha? Querem acabar com as nossas tradições?

Como seriam preenchidos os gabinetes ministeriais, se não fosse a cunha? Como passariam a ser feitas as nomeações para alguns cargos de Director-Geral, se não houvesse uma lista de cunhados?

Qual seria o interesse dos concursos na função pública, se nele não viesse pormenorizadamente detalhado o perfil do cunhado?

Como iriam os jornais preencher algumas colunas de opinião, sem as cunhas dos partidos? Que seria do Serviço Nacional de Saúde? Como é que a minha prima Zélia, que além de uma cara bonita e um belo par de pernas nada mais tem para oferecer ao mundo, iria aguentar-se como secretária de Direcção de uma empresa pública a ganhar aqueles milhares de euros?

Por este andar, qualquer dia ainda aparece por aí algum maluco a querer acabar com os cocós de cão na rua, com as escarretas nos passeios, ou com o espectáculo glamoroso de ver um tipo a tirar macacos do nariz à mesa de um restaurante de luxo!

É tempo de defendermos as tradições portuguesas, antes que nos acabem com elas!Viva os sapatos de cunha, abaixo os sapatos stiletto!

Prefira produtos portugueses?

O governo já nos aconselhou a preferir produtos portugueses mas, infelizmente, não dá o exemplo. Basta entrar em alguns serviços públicos para constatar que até para lavar as mãos, os funcionários públicos usam "Jabon en crema" em vez de sabão macaco.

Dir-me-ão que é por ser mais barato. Correcto...mas é por isso mesmo que os portugueses também fazem contas antes de se decidirem pela compra de produtos nacionais, não é verdade?

A outra Voz

Se Carminho representa para mim A Voz do Fado, Carlos do Carmo foi o homem que acreditou, lutou e tornou possível a nomeação do Fado Património Imaterial da Humanidade. Já aqui contei as razões porque me apaixonei (moderadamente) pelo Fado: a noite em que a minha Mãe celebrou o 50ª aniversário e a voz de Ada de Castro me fez mergulhar num vendaval de lágrimas. As noites passadas no Faia ( a casa de fados de Lucília do Carmo, mãe do Carlos) contribuíram decisivamente para que deixasse de ver o Fado como uma canção nacionalista e símbolo do Estado Novo. Foi graças ao Carlos do Carmo que me embrenhei no estudo das raízes do fado e encontrei as suas relações com o tango. Em sua homenagem e forma de agradecimento, aqui vos deixo este magnífico Fado na voz inconfundível do Carlos.
E com este post me despeço do Fado. A partir de amanhã, uma nova rubrica musical vai iniciar-se neste espaço , à hora habitual. Poucos minutos depois das 12 badaladas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Arte com sentido crítico (9)




Conceição

Era uma vez uma criança obrigada a emigrar para França com a mãe. Tinha apenas sei anos, mas a sua recusa em abandonar o país era tão forte, que ameaçou a própria mãe de denunciar a intenção à GNR local. Aceitou o silêncio em troca de uma boneca.E lá foram a salto até França, ao encontro do pai já emigrado.

Foram viver para o bidonville.Um dia um fotógrafo abeirou-se da menina, que tinha então seis anos e fotografou-a junto à barraca que habitava, segurando entre as mãos uma boneca. Revelada a foto colocou-lhe uma legenda: “La petite portugaise”.

A fotografia correu mundo, exibida em exposições, como ícone da emigração portuguesa nos anos 60. A menina, regressada a Portugal, tornou-se professora, esposa e mãe de três filhos. Cresceu ocultando de quase toda a gente a sua ex-condição de emigrante e as condições em que viveu durante a infância.

Quase 50 anos depois a menina viu a foto na Internet. O filho de uma emigrante que acompanhara a mãe na aventura de rumar a França descobriu-a acidentalmente e telefonou-lhe a avisá-la. Maria da Conceição reviu-se nela. Reconheceu a boneca que recebera em troca do seu silêncio e a bola de azeite (filhós) que tinha nas mãos.

Nesse momento a menina sentiu o desejo de conhecer o fotógrafo que fixara aquele instante e foi a Paris para se encontrar com ele. Ficou a saber que o fotógrafo- Gérald Bloncourt- era um haitiano emigrado como ela e, no encontro que então tiveram, Maria da Conceição recuperou o seu passado. Libertou-se e encontrou-se definitivamente com a sua história de vida.

Hoje no P2, - caderno diário do Jornal “ Público”- Maria da Conceição escreve uma carta a Gérald Bloncourt que é um “documento histórico” sobre a emigração portuguesa dos anos 60.Comovente, vibrante, momento (quase) raro que nos desperta os (bons) sentidos num frémito de emoções.

É nestes momentos que dou ainda mais importância à fotografia e ao significado que pode ter o registo de um instante na vida das pessoas. Depois, penso que se não fosse a Internet Maria da Conceição talvez nunca tivesse visto a fotografia, apesar de ela já ter estado exposta em Portugal várias vezes- a última das quais em 2009 no museu Berardo. Não fosse a Internet e talvez Conceição morresse sem conseguir reencontrar-se com o passado.

Finalmente, há jornais que nos reconciliam com a sua leitura e nos fazem dar por bem empregues o euro que custam. Ainda por cima em papel, permitindo-me guardar este testemunho para a posteridade.

( Na edição do Público on line, o artigo apenas está disponível para assinantes)

Cinzas



Quando morrer, quero ser cremado. Antes da crise, manifestei a pretensão de ver as minhas cinzas espalhadas no Rio da Prata, mas agora os meus desejos são mais modestos e terei de me contentar com a sua deposição no Douro, entre Pinhão e Barca d’Alva.

Não consegui foi ainda conformar-me com a possibilidade de ver o meu corpo reduzido a cinzas por força da ignorância , egoísmo e cegueira de uma bola com pêlos que, só por falar alemão, se julga no direito de incendiar a Europa- quiçá mesmo o mundo inteiro- condenando milhares de europeus a uma morte violenta.

De Durban a Lisboa - o vozear da ministra Cristas



Começou ontem, em Durban, mais uma Conferência da ONU sobre alterações climáticas. Um dos principais propósitos seria encontrar um acordo sobre um documento que substitua o Protocolo de Quioto, cujo “prazo de validade” expira no próximo ano.

Desde há muito que as expectativas em relação a estas cimeiras são reduzidas, mas o cenário internacional de crise económica e financeira, cerceia à partida qualquer possibilidade de registar avanços nesta matéria. Aliás, a solução avançada pelo G-77 vai no sentido de prolongar a vigência do protocolo de Quioto por mais sete anos, o que obviamente não é uma boa notícia, principalmente para os países emergentes, obrigados a tomar medidas restritivas que não são aplicáveis aos países mais desenvolvidos. Provavelmente, para se chegar a um consenso e poder anunciar acordos de última hora, que serão rotulados por todas as partes como um sucesso, a solução vai ser aliviar os países emergentes da aplicação das medidas que os penalizam. Entretanto,a China e os Estados Unidos- os países mais poluidores- continuarão a não acatar o protocolo de Quioto que sairá de Durban ainda mais enfraquecido nos seus propósitos e os países mais pobres e sujeitos às consequências das alterações climáticas, continurão a agonizar, perante a indiferença dos capatazes do mundo.

Assim, pode dizer-se que a realização da cimeira de Durban apenas servirá para lançar mais umas toneladas de CO2 para a atmosfera, consumidas nas viagens dos participantes e nos consumos gastronómicos extraordinários que sempre marcam estes areópagos internacionais. Gastar-se-á também muita energia e papel, com os consequentes efeitos conhecidos para a delapidação dos recursos naturais. A hotelaria e restauração da pouco interessante cidade de Durban serão, possivelmente, as únicas beneficiárias da realização desta Cimeira previamente condenada ao fracasso.

Como sempre acontece, nas vésperas destas reuniões, o responsável pelo pelouro do Ambiente em Portugal , aproveita a oportunidade para esganiçar a voz e anunciar umas medidas vagas que recolhem algum eco na comunicação social lusa, mas rapidamente caem no esquecimento.Este ano coube à ministra Cristas anunciar as medidas do governo luso e, desta vez, gostaria que não se concretizassem, pois o que a ministra propõe é acabar com o investimento nas energias renováveis, uma área que tem sido nos últimos anos alvo dos maiores elogios pela comunidade internacional. Segundo a ministra, o propósito do governo é investir em mais eficiência energética, mas não adianta como o fará.

Como já estou habituado a que este governo opte sempre pela via mais fácil- penalizar os consumidores- prevejo que lá para meados de 2012 seja anunciado um forte agravamento dos custos energéticos que afectará de forma drástica as contas de gás e electricidade. O passo seguinte, será Passos Coelho convocar ao seu gabinete os amigos Patrick Monteiro de Barros e Sampaio Nunes, para lhes anunciar que está na hora de lhes dar o aval para a já prometida central nuclear.

Sobre a arte de congelar

Quem foi o tipo que anunciou que os concursos na administração pública estão congelados? Quem souber diga-me, para eu lhe poder chamar mentiroso ou, em alternativa, oferecer um dicionário para ele aprender o significado de congelar .
Outra alternativa é enviar-lhe exemplos de concursos que continuam a ser feitos na AP.

O outro Fado

O reconhecimento do Fado como Património Imaterial da Humanidade distingue também o Fado de Coimbra. Exceptuando o Pedro... Coimbra! ainda não li qualquer referência a esse facto na blogosfera, nem na comunicação social.
Eu nem sou apreciador do fado de Coimbra, mas é justo que aqui faça uma referência a esse género musical que parece ter sido esquecido na altura do reconhecimento da UNESCO.
Fico a aguardar as vossas opiniões...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Elas vêm aí!...

Leio e não acredito! No âmbito do novo Plano Nacional para as Alterações Climáticas, a ministra Cristas anunciou que o governo está a ponderar a introdução de portagens urbanas.

Sou, desde há muito, favorável à introdução de portagens nas cidades, pelas razões que expliquei aqui. Nessa altura, aventei a hipótese de a sua concretização, em Lisboa, ser anunciada até 2013.

Não me parece, no entanto, que essa medida deva ser aplicada pelo governo, mas sim pelas autarquias, revertendo parte das receitas para as empresas de transportes públicos. Vir uma ministra anunciar que pondera tomar essa medida, não é apenas desrespeito pelo poder autárquico, é admitir que o governo se prepara para encaixar mais receitas à custa do zé pagante e das câmaras municipais.

E já agora, diga-nos lá, senhora ministra: quais são as cidades onde o governo pondera introduzir portagens?

Upgrade colossal

Pedro Mota Soares, o ministro da Vespa, anda agora montado num carro de 86 mil euros, novinho em folha. O seu amor às duas rodas durou ainda menos tempo do que a paixão de Pedro Passos Coelho pelas viagens em classe económica.

Como diria o outro, este é um governo diferente. Só falta perceber em quê.Talvez na publicidade enganosa...

Entretanto, a escarreta com pernas que ganha a vida como especialista no gabinete de Relvas, já publicou um comunicado num dos blogs oficiosos do Coelhismo. Defendendo, obviamente, o ministro que marca a diferença e esquecendo os argumentos com que torpedeava Sócrates. As lambideiras nunca têm vergonha.

Arte com sentido crítico (8)



Google "ressuscita" o Alf




Lembram-se do Alf? Ainda recentemente me proporcionou boas gargalhadas, enquanto revia, na RTP Memória, alguns episódios.

Pois o Alf está a preparar o regresso em grande. Não virá em formato de série televisiva, nem com aquela imagem de peludo extra-terrestre a que nos habituámos, mas promete prolongar a sua irreverência, surpreendendo quem com ele conviva.

O Alf que aí vem é um robô, está a ser criado num laboratório "clandestino" da Google em Sillicon Valley e, como se podia ler no DN do último sábado, será capaz de satisfazer os pedidos mais estranhos. Querem exemplos? Então aqui ficam alguns:

Encomendar comida pela Internet quando o frigorífico está vazio; publicar numa rede social aquilo que você está a comer à hora do jantar ou, cereja no topo do bolo, ir trabalhar enquanto você fica em casa descansado a fazer o que lhe apetece. Talvez nessa altura arranjar um emprego seja tão difícil como acertar no Euromilhões, mas pelo menos o robô pode ajudá-lo a fazer o curriculum e a pesquisar as ofertas de emprego que vão surgindo, adequadas às suas capacidades.

Nada, afinal, que o ALF não fosse já capaz de fazer, como muito bem sabe quem acompanhou a série.

Prova de fogo

Hoje há eleições no Egipto. Dia importante para ficarmos a saber se as flores da Liberdade floriram na Primavera árabe ou se definitivamente murcharam, anunciando um Outono precoce.

Blogue da semana

Tem um novo visual, o Pássaro Azul que no seu voo anima a blogosfera. Mas não foi por isso que o escolhi para blog da semana. Foi pela sensibilidade da autora, que diariamente nos presenteia com posts belíssimos.
Roubo-lhe o título do blog para vos pedir apenas cinco minutos para uma visita ao "Só te peço 5 minutos" a escolha desta semana, aqui no CR.

domingo, 27 de novembro de 2011

O Porto está na moda

Depois da Lonely Planet, é a vez da New York Times fazer rasgados elogios à Invicta.

A Voz

Se há fadista em Portugal que me faz vibrar é ela. Em 2009 escrevi aqui o que pensava sobre ela e não mudo nem uma vírgula. Toda ela é voz, encanto e humildade. O sucesso não a fez desviar do seu caminho. Representa aquilo que de melhor deveria representar a nomeação do Fado como Património Imaterial da Humanidade
Fiquem então, com A VOZ

Regresso ao passado.

Ponto prévio: Gosto ( moderadamente) de Fado e Futebol e tenho muito respeito pelos fiéis devotos de Fátima, mas isso não me obriga a fazer como a avestruz e enterrar a cabeça na areia.Por isso, não se esqueçam de seguir o link no final deste post.
O Fado foi declarado pela UNESCO Património Imaterial da Humanidade. Estejam atentos nas próximas semanas ao TOP + e verão como os discos de Fado vão subir nas tabelas.


A selecção portuguesa de futebol apurou-se para o Euro 2012. Em Junho o país vai parar para ver a selecção. Lá se vai a batalha da produção, mas o governo agradecerá a distracção dos portugueses. Ão, ão, ão...

Fátima sempre tivemos. A dos fiéis e crentes que lá vão por devoção e a dos que a encaram apenas como um mercado de milagres.

Já só nos falta Salazar. Mas faltará mesmo? Ora vejam aqui...





Ó Raposo, vá trabalhar!

Você não é nada uma besta reaccionária, como se intitula, é apenas um cobardolas muito mentiroso à procura de protagonismo. Escreve coisas que sabe não serem verdade e- ainda por cima -um grande manipulador! Pensei responder-lhe, Raposo, mas depois de ler isto limito-me a assinar por baixo. Os meus pêsames à sua mãezinha pelo desgosto que deve sentir por o ter parido, tá?

Post sem rede

Arrisco antecipar-me às aberturas dos noticiários de domingo, às primeiras páginas dos jornais de segunda-feira e à homilia dominical do professor Marcelo, oferecendo-vos em primeira mão a notícia de que este é o meu preferido tema do mais jovem Património Imaterial da Humanidade.

sábado, 26 de novembro de 2011

Noites de cinema

Hoje trago-vos dois pequenos spots de 1 minuto e desafio-vos a estabelecerem as comparações.
Para começar vejam este
Já viram? Então agora vejam este
Majestoso espectáculo da Natureza, não vos parece?

Humor fim de semana

O médico atende o paciente idoso e milionário, que estava a usar um revolucionário aparelho de audição, e pergunta:
- E então, Sr. Almeida, está a gostar do aparelho?
- É muito bom! Respondeu o velhinho.
- E a família gostou? ? pergunta o médico.
- Não contei a ninguém ainda... Mas já mudei o meu testamento três vezes!

Pronto, dêem-me lá umas palmatoadas




Não gosto de sushi. Detesto. E depois? Não estou na moda, é? Lamento! Tomem lá a mãozinha e puxem da menina dos 5 olhos para me darem umas palmatoadas.

Caramelos Vaquinha (4)

A frase: O fado deve ser ensinado nas escolas


Ó miúda, francamente, isso diz-se? Já tinha reparado que não és muito dotada para dar entrevistas por isso, antes que eu desboque, peço-te uma coisa. Fecha a boca em público. Abre-a só para cantar, ok?
Beijinhos

Grandes Bandas (45)


Duas razões me levaram a escolher esta canção. e esta banda
Este fim de semana o Fado será provavelmente declarado Património Imaterial da Humanidade e acaba de ser reeditada toda a sua discografia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um governo autista

Não há ninguém fora do governo -e seu círculo de mamadeiras - que não critique as medidas de austeridade e alerte para as consequências desastrosas para o país, resultantes desta política suicidária que nos conduzirá ao naufrágio dentro de um ou dois anos.Lá por fora, já vários prémios Nobel da Economia avisaram que as medidas de austeridade são apenas um caminho para o descalabro.

Indiferente às críticas, Paulo Portas desistiu do país e montou gabinete nos Estados Unidos e Passos Coelho apenas fala quando está lá por fora. O PM só teria a lucrar se, em vez de confiar na sabedoria adquirida num curso nocturno tirado numa universidade de vão de escada, ou andar a laurear a pevide em sucessivas genoflexões perante a senhora Merkel, tivesse feito uma curta viagem à Corunha e ouvisse estas palavras.

Portugal não é a Síria?

Para já ainda não, mas para lá caminha. Como se explica aqui.

Anunciam assalto, mas polícia não reage!

Um perigoso grupo tinha planeado um assalto para esta tarde mas, por razões ainda não totalmente esclarecidas, decidiu adiar a acção para segunda -feira. Embora tenha sido informada do assalto, a polícia disse que não iria tomar providências para o evitar.

Álvaro no Poço da Morte

( Depois da entrevista a Vítor Gaspar, a propósito da ida do governo ao Circo de Natal, segue-se o ministro Álvaro Santos Pereira)

Boa tarde, senhor ministro, gostaria de saber...

-Ó homem deixe-se lá de salamaleques. Trate-me porÁlvaro , porque eu ainda não tenho Cartão do Cidadão e os meus padrinhos não me baptizaram de Ministro. Aliás, o único Ministro que conheço é o presidente da Câmara de Mafra ( Esta foi boa, não foi? Mas não ponha isso na entrevista, senão ainda me mandam para Vancouver e agora deve estar lá um frio do caraças!)

Ok, Álvaro. Diga-me lá, então, qual é o seu número de circo preferido?
Adoro circo e há por aí quem diga que eu até poderia fazer de palhaço, mas são tantos os meus colegas de governo candidatos a ocupar o lugar, que resolvi não me meter nisso. Bem, mas também o que você quer é saber qual é o meu número de circo preferido e não as minhas capacidades para fazer parte dele, não é verdade?

Sabe ... eu gosto de números arriscados e foi por isso que deixei o meu pacato e ignorado lugar em Vancouver para regressar a Portugal e tomar conta das pastas de Economia, Emprego, Obras Públicas… ( não sei se falta alguma, é melhor perguntar ao senhor primeiro ministro, porque ele é que sabe dessas coisas) .
Andam para aí a dizer que sou “O elo mais fraco”, mas isso não me incomoda nada, porque já sei que os portugueses são muito invejosos.

Ah, é verdade, a sua pergunta… Dentro de alguns dias eu envio-lhe o relatório …

Não pode ser , porque precisa de fechar o jornal? Ó homem você não me faça isso! Com tanto desemprego que por aí anda, isso não é nada bom para o país. Quer que dê um telefonema ao Relvas para ver se ele dá uma ajuda? … Ahhhhhhhhhhhhhhh!!!!! Você tem é de fechar a edição de hoje do jornal, não é o jornal! Puxa, que alívio… Sabe , eu por vezes sou um bocadinho distraído e depois com tanto trabalho…. A propósito…qual era a sua pergunta?
- Qual é o número de circo que prefere , senhor ministro?
- Não sei, nunca tinha reparado que os circos tinham números. Você pergunta-me cada coisa…

- Não é isso senhor ministro... Prefere os palhaços, os cãezinhos amestrados, os trapezistas…
- Ah é isso? Você também podia ser mais claro nas perguntas, caramba! Olhe, como já disse aqui atrasado a um colega seu, adoro o Poço da Morte. Vai bem com a minha maneira de ser e estar na vida, você não acha?
Próxima entrevista : Paulo Portas

Balanço ( provisório) da greve geral

Os factos
Dezenas de escolas encerradas. Hospitais a funcionar com os serviços mínimos. Nos transportes, alguns autocarros a circular, mas quase vazios. São apenas alguns exemplos do que vi ontem em Lisboa.
Uma grande manifestação que decorreu de forma ordeira, até ao momento em que alguns desordeiros de encomenda, misturados entre os manifestantes, ultrapassaram os limites. Foi aí que me assustei. A reacção da polícia foi manifestamente desajustada em relação ao que se estava a passar e fiquei convencido que a polícia está manifestamente impreparada para lidar com situações mais violentas.
Fiquei petrificado quando ouvi Garcia Pereira afirmar ( garantindo que havia pessoas - incluindo jornalistas- que o poderiam testemunhar) que polícias à paisana desceram disfarçadamente a Av D. Carlos perseguindo manifestantes para depois os deterem. A ser verdade, a sensação que tive, em frente à AR de que estava a viver momentos que já não presenciava desde o tempo do salazarismo, ganha ainda cores mais negras. Vêm aí dias difíceis…

Os números
Só por má fé , cegueira, ou desfazamento total da realidade, se pode dizer que a Greve Geral não teve uma grande adesão. Ganha por isso foros de ridículo, ver o governo anunciar que a percentagem de grevistas foi de 3,6% ( corrigido às 18 horas para pouco mais de 10%).
Nada pior do que um governo autista, que nos quer fazer passar a todos por estúpidos. Mas ver o inefável Relvas na RTP, debitando uma cassette gasta e fugindo das perguntas que lhe foram colocadas por JRS, como diabo da cruz, demonstra que o governo se assustou com a adesão.
Continuará – não tenho dúvidas- a ser autista e a prosseguir uma política suicidária que conduzirá o país ao abismo. Continuará a acusar os sindicatos de irresponsabilidade, porque nenhuma daquelas cabecinhas percebeu que enquanto as manifs forem controladas pelos sindicatos, não haverá tumultos. (Salvo, claro está, se eles forem provocados por agentes infiltrados nas manifs com esse propósito já que só o governo tiraria dividendos, neste momento, se houvesse distúrbios.)
Indiferente aos protestos e às próprias agências de rating que, em dia de greve geral reconhecem a sua descrença quanto à eficácia das medidas que estão a ser adoptadas e, sem complacências, nos atiram inapelavelmente para o caixote do lixo, persiste teimosamente no erro.
Talvez a expressão assustada de Relvas tivesse também a ver com isso. Quando uma agência de rating chinesa prevê que a recessão em 2012 atinja os 3,5%, está-se a aproximar das perspectivas do governo que, prosseguindo a sua política de dar as más notícias às pinguinhas, se recusa a admiti-lo, colocando – por agora- a recessão nos 3% por uma questão estratégica. ( Lembre-se que apenas há um mês o governo garantia que a recessão em 2012 seria de 1,8%)
Lá para Junho virá admitir que as coisas não correram bem, a recessão se aproxima dos 4% e será necessário tomar medidas adicionais. Sem dar garantias aos portugueses de que sairemos da recessão com as medidas de austeridade que então serão anunciadas, Vítor Gaspar continuará a dizer que não há alternativa. Lá para final do ano, se as coisa não melhorarem Cavaco dirá basta e cumprirá finalmente o seu sonho: ser presidente de um governo de sua iniciativa, liderado por um PM da sua confiança, que cumprirá as suas directivas.
Não estou certo que os portugueses recebam com alívio essa decisão. O mais provável é que a luta endureça e comecemos a viver, em Portugal, aquilo que temos visto na Grécia através da televisão. Dentro de um ano saberemos.

Intermezzo

Interrompo a série das Bandas, só para homenagear com esta canção o senhor primeiro -ministro que hoje recuperou a frase " temos de dar um passo atrás para depois dar dois em frente"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Padrinho

Mário Crespo não encontrou ninguém melhor do que Ângelo Correia para defender o governo e atacar os trabalhadores, em noite de greve geral. Nada melhor do que chamar o Padrinho que criou o monstro Duarte Lima e tirou da cartola um Coelho para gerir os seus negócios do lixo. Ninguém melhor do que o Padrinho Ângelo para mostrar ao país que o governo por ele arquitectado olha para os trabalhadores como resíduos sólidos e para Portugal como uma ETAR.
Não confies demasiado na sorte, Ângelo! Um dia os portugueses vão perceber quem é o Capo e nessa altura os teus protegidos não se lembrarão de ti, nem sairão a terreiro para te defender.

Adenda: Amanhã escreverei sobre a greve e relatar-vos-ei aquilo que vi e o governo insiste em negar

Arte com sentido crítico (7)




Assim se fala em bom português

Láparo; larápio;latrina
Ora digam lá se existe outra língua no mundo que consiga exprimir a indignação, em apenas três palavras e com esta sonoridade . Juntem-nas como quiserem e façam uma frase.
Aqui fica o meu contributo:
Láparo larápio, para a latrina. JÁ!

Serviços mínimos?

O CR adere à Greve Geral. O administrador do blog ainda não decidiu se, por respeito pelos seus leitores, vai cumprir os serviços mínimos. Pensou pedir a opinião do tribunal mas desistiu, porque isto de pedir a opinião dos tribunais é mais ou menos como jogar na roleta russa.

Assim sendo, entrego a escolha à minha sorte. Só me falta decidir se vou lançar os dados ou os "pauzinhos chineses".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Laranjas sem sumo

Que Alberto João Jardim torne a democracia parlamentar uma palhaçada, fazendo aprovar uma lei que permite a um deputado do PSD votar por 25, já não me espanta.
O que verdadeiramente me surpreende é que José Luís Arnault, ex- membro do governo de Durão Barroso e figura destacada do PSD, encontre argumentos para defender AJJ, na SIC Notícias.
Mas a falta de vergonha desta escumalha laranja deu hoje mais um exemplo de insanidade. Eu até admito que um atrasado mental venha comparar as medidas de austeridade impostas por este governo, com as medidas tomadas pelo governo do Bloco Central, chefiado por Mário Soares, em 1983.
Agora que seja o actual PM a dizê-lo, com o ar sério que sempre me lembra a prostituta que se proclamava virgem, é que me tira do sério!
Sendo inquestionável a sanidade mental do PM - o problema dele é ter má índole e muito ódio para destilar- falta-me saber se as suas afirmações resultaram de um mau conselho da sua assessoria de imprensa ou de uma iniciativa pessoal. Fico muito preocupado- pelos sintomas que revelaria- se a resposta estiver na segunda opção.

Sinais

No domingo, a preceder a homilia dominical, Marcelo Rebelo de Sousa entrevistou Fernando Santos, actual treinador da selecção grega.

Como se esperava, o retrato que ele traçou da Grécia, apesar de desfocado ( se o confrontar com as reportagens de Paulo Moura na "Pública") foi mais um bom contributo para que possamos ver como será Portugal dentro de um ano.

No entanto, houve um facto na entrevista que me deixou ainda mais abananado. Estava marcado um jogo de futebol particular entre a Grécia e a Roménia, que se devia ter realizado na Alemanha. No entanto, à última hora, os alemães proibiram que o jogo tivesse lugar no seu país.

Há cada vez mais sinais, de que ela está a rondar por aí...



Um sinal de esperança: exportações portuguesas disparam

Vários membros do governo têm apontado o aumento das exportações como solução para a crise. Pequenas, médias e grandes empresas esforçam-se por encontrar a porta de saída, mas esbarram com a falta de acesso ao crédito e a estagnação dos mercados de escoamento tradicionais, também eles em recessão ou com fraco crescimento.

Perante as dificuldades, Paulo Portas entrou em cena. Há que procurar novos mercados- pensou esquecendo a redundância “socrática”. E lá partiu rumo aos países outrora “dirigidos por ditadores” apregoando a excelência da produção nacional.

Num passe de mágica, apenas ao alcance de ilusionistas de alto gabarito, Chavez ou Eduardo dos Santos deixaram de ser ditadores ; Venezuela ou Angola passaram a ser democracias; o Magalhães passou de produto de contrafacção a exemplo da nossa capacidade inovadora. O milagre da multiplicação das exportações , porém, não se concretizou...

Do quarto dos fundos, ecoou então a voz de uma figura apagada. “Tenho uma ideia! Vamos exportar pessoas” Fascinado com a ideia de Mestre, Relvas aplaudiu e acrescentou “ Muito bem!”

Um canal de televisão segue a pista. Entrevista jovens dispostos a emigrar. Vai a uma feira de compra de talentos, organizada por vários países estrangeiros que se propõem recrutar médicos e enfermeiros portugueses. Desloca-se ao aeroporto . Há jovens que partem. Já não vão a salto como no tempo do Estado Novo. Vão de avião, legalizados, com o incentivo e alto patrocínio do governo português.

Ainda há poucos anos, no tempo em que era governado por um bandido suspeito de todos os crimes inscritos no rol do processo penal, à excepção de homicídio, Portugal investia fortemente na formação de talentos, em quem depositava a esperança de desenvolvimento do país. Agora, que o país é dirigido por gente séria, preocupada com os portugueses e o seu futuro, a vocação do governo é delapidar o investimento feito nas pessoas e exportá-las. Talvez veja neste novo segmento de mercado uma nova oportunidade.

Vítor Gaspar já estará até a fazer contas às remessas destes novos emigrantes. Tem sobre os joelhos um i-pad último modelo, como mostram as imagens da televisão. Evolução tecnológica notável, a deste ministro. Salazar colocava sobre os joelhos uma simples manta...

Uma jovem entrevistada pela televisão diz que não espera voltar a Portugal, porque aqui não tem futuro. Outra evolução. No tempo do Estado Novo eram os mancebos que emigravam , desiludidos e cansados da guerra. Não foi em vão que a democracia portuguesa pariu uma Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género. Agora há oportunidades de emigração para todos.
Em frente ao televisor, uma mulher ainda jovem, licenciada em Biologia, a quem o desemprego bateu à porta há menos de um mês, porque o Estado deixou de financiar alguns projectos de investigação, exaspera-se quando ouve a notícia de que o governo vai agravar a taxa de IRS sobre …os subsídios de refeição! “ Estes gajos são uns ladrões!”- grita
O marido, que estava a ver o Benfica noutra sala mas ainda tinha na memória a reportagem sobre a emigração de jovens, alheou-se do jogo por momentos e respondeu-lhe:
Não são ladrões, não! São uma agência legalizada de tráfico de carne humana. Infelizmente, nunca serão julgados por nenhum Tribunal Penal Internacional. Em Haia só se preocupam com os ditadores que matam à força das balas. Aqueles que matam as pessoas, privando-as de uma vida digna e recusando-lhes o direito ao sonho, são aplaudidos como bons alunos e grandes democratas”.
Ela olhou-o fixamente e sugeriu:
“Vamos inscrever-nos? "




A crise quando nasce, não é para todos

O governo- prosseguindo certamente a sua política de ética social- roubou os subsídios aos funcionários públicos, mas teve o especial cuidado de garantir que algum pessoal dos gabinetes manteria essa "regalia", porque é preciso alimentar as lambideiras do regime.

No entanto, o despudor vai mais longe. Num acto de hipocrisia inqualificável, que nem a Salazar teria lembrado, o governo publicou uma "ordem de serviço" no DR impedindo o pagamento de horas extraordinárias ao pessoal dos gabinetes.

Acontece que aquilo que pode parecer aos olhos do cidadão comum ( e de alguns jornalistas- admito que bem intencionados mas desconhecedores da realidade e com preguiça para investigar) uma medida de contenção orçamental, é mais uma medida despesista, destinada a satisfazer a clientela laranja.

Na verdade, o que se passa é que os membros dos gabinetes deixam de receber horas extraordinárias, mas vêem o seu salário aumentado, mediante a atribuição de um subsídio extra, por isenção de horário. Ou seja, quer façam horas extraordinárias, ou não, recebem todos o mesmo. (Os únicos prejudicados com esta medida serão os motoristas, mas isso agora não vem à colação ).

Como alguns leitores saberão, porque já aqui o escrevi, fiz em tempos parte do gabinete de um ministro. NUNCA recebi um tostão ( na altura a moeda era o escudo) de horas extraordinárias, apesar de trabalhar habitualmente 12 horas por dia e quase sempre ao fim de semana. Nunca tive cartão de crédito, nem despesas de representação. A única "mordomia" que usufruía era um subsídio mexeruca para despesas com telefone que nem sequer fixo, pois era pago mediante factura.

Pois, foi noutros tempos, em que os governos eram constituídos por gente que não fazia demagogias bacocas, nem roubava aos funcionários públicos, para amamentar as lambideiras e o pessoal recrutado para os gabinetes aceitava os lugares com espírito de missão.

Acordem, senhores jornalistas! Em vez de serem reprodutores de demagogias propagandeadas em conferências de imprensa, ou leitores passivos do Diário da República, investiguem, para não serem comidos por lorpas!

Grandes Bandas (43)


Quantas guitarras o Victor partiu em palco, não vos sei dizer, mas que foi o percursor das bandas rock em Portugal, não tenho dúvida. Fiquem com esta animação dos idos de 60, quando eu ainda mal sabia o que era o rock

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Radar

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, quer que Vítor Gaspar tenha "um radar mais abrangente" No entanto, é um radar original. Em vez de controlar o limite de velocidade, deve dar-lhe permissão para a celerar a fundo. Foi um radar deste género que ofereceram a Salazar, com os resultados sobejamente conhecidos...

A morte lenta da RTP

Alguns leitores insurgiram-se contra a crueza que revelei neste post. Fiz um exercício de ficção e não esperava ter, tão depressa, razões para voltar escrever sobre ele. No entanto, o inefável Relvas veio dar-me uma ajuda ao anunciar ontem, com aquele ar de padrinho dos pobres, o fim da publicidade na RTP.


Traduzida por miúdos a medida- aconselhada no relatório daquele grupo de idiotas- condena a RTP à morte lenta. Alguém me explica como é que a RTP poderá sobreviver, sendo integralmente subsidiada pelos contribuintes? Não tardarão a levantar-se vozes contra o sorvedouro - que mais tarde ou mais cedo se traduzirá em mais uma taxa de televisão a aplicar aos portugueses- e, quando a crise der os primeiros sinais de poder amainar e saltarem , gulosos, grupos interessados na exploração de mais um canal televisivo, o governo anunciará com aquele ar de Madalena arrependida que, para não sobrecarregar os portugueses com mais impostos, a RTP será privatizada. Morrerá após prolongada agonia.

Fica por saber quem irá rechear as suas contas bancárias com estas privatizações a conta gotas, mas não me custa nada acreditar que o loteamento do sector já esteja feito e os contemplados previamente escolhidos. Há por aí gente habituada a agilizar processos de cambalachos e a abrir portas para negócios chorudos. Os porteiros estão sempre à espera de receber uma gorjeta.

Notícias da Primavera árabe

Lembram-se da euforia com a Primavera árabe? Aquilo agora é que está mesmo bom, como se pode concluir das notícias que nos vão chegando. Os protestos e tumultos nas ruas e praças aumentam cada dia, continua a morrer gente na Praça Tahrir, na Líbia e na Tunísia é o que já se sabe, mas os eufóricos agora andam caladinhos que nem ratos. Estes mortos já não contam e a falta de liberdade de expressão deixou de os preocupar desde o momento em que franquearam a porta do gabinete do Relvas.

Café Central

Poucas devem ser as povoações portuguesas que não tenham um Café Central. Na literatura, o Café Central também está representado na belíssima trilogia de Álvaro Guerra, a par do Café República e do Café 25 de Abril.Há tempos, a RTP 2 começou a exibir uma série humorística, animada, com o mesmo nome.

Vi , ocasionalmente, meia dúzia de episódios e aceito sem rebuço que a maioria das pessoas não ache piada nenhuma àquilo. Na mentalidade urbana dominante, aquelas personagens não encaixam. Para mim, que percorro mensalmente milhares de quilómetros pelo país e , não raras vezes, combato a solidão nocturna- ou a insónia- com dois dedos de conversa entre uma bica e um copo no Café Central de ocasião, o ambiente retratado na série – descontados os exageros da carga humorística- não é tão descabido assim. Aquelas personagens existem mesmo .

Não serão tão vincadas como as pintadas no Café Central televisivo, mas a série é humorística - pel menos esforça-se- o que justifica algumas pinceladas mais abrasivas e contundentes, realçando os perfis das personagens.

Quem não entendeu assim foi um grupo de mulheres e entidades que apresentaram queixa à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). As queixosas insurgem-se contra a forma como é retratada Gina, uma prostituta de sotaque brasileiro que frequenta o Café Central. Na opinião delas, a personagem denigre a mulher brasileira.

Das duas uma:ou sou muito inteligente, ou tive sorte na meia dúzia de episódios que vi ( são - ou eram?- emitidos diariamente dois episódios, por volta da meia noite). É que percebi logo que a Gina não é brasileira. É uma portuguesa que compõe a sua imagem com sotaque e expressões aprendidas nas telenovelas de que é consumidora compulsiva, a que juntou a profissão imaginária de psicóloga. Se é verdade que a linguagem por vezes roça a brejeirice, não é no entanto ofensiva. Se é verdade que raras vezes me fez esboçar um sorriso, também não me pareça que fira a sensibilidade e dignidade de alguém.


Como disse Jorge Wemans- director da RTP 2 – ao DN, “ O Café Central é um comentário sobre a actualidade nacional e internacional, a partir de um lugar de má fama , não de um salão de beleza. Neste sentido, a construção das personagens parte de uma certa marginalidade e não da normalidade”.

Eu acrescentaria que muitos dos mais de 100 mil espectadores que vêem a série, nunca teriam conhecimento de muitas notícias exibidas no televisor do Café Central ( e depois comentadas pelos intervenientes: um conde, um taxista, um betinho de esquerda , um bêbado, o dono do Café e a já referida Gina), se a série não existisse.

Confesso a minha estupefacção ao constatar neste país que vive a noite inteira centrado em telenovelas, reage com um encolher de ombros ou grande entusiasmo a realitty shows como A Casa dos segredos, Big Brother e quejandos, a existência de um grupo de Mães de Bragança do televisor brandindo o Corão das boas práticas contra uma série humorística. Por coerência, estas senhoras deviam pedir a proibição das páginas de RELAX do DN onde por baixo de fotografias de corpos curvilíneos, prostitutas ( brasileiras, portuguesas, cubanas, espanholas italianas e sei lá mais o quê) enaltecem os seus predicados na tentativa de atrair clientes, com um receituário de serviços que- esses sim- por vezes me fazem abrir a boca de espanto .
Nesses anúncios, minha senhoras, não há humor. Nem amor. Há miséria física,material e humana que vos devia preocupar bem mais, do que uma boneca animada de curvas voluptuosas e decote generoso, cujo único pecado é esforçar-se por provocar alguns sorrisos num povo triste e cinzentão que medra entre medidas de austeridade .

Caiam na real, minhas senhoras! Deixem em paz o Café Central e deixem de ser ridículas. Para ridículo, já chega este governo que nos caiu em (des)graça por vossa obra e graça, com ou sem o voto do Espírito Santo.

Natal entre amigos


Alberto João Jardim vai gastar três milhões de euros em festejos de Natal.
Eu sei que a época de Natal e Ano Novo é um cartaz turístico da Madeira mas, em época de crise, agravada pelos desmandos do soba madeirense ( e dos madeirenses, é bom dizê-lo- para que não sobrem dúvidas um dia destes vou contar aqui uma história ilustrativa sobre os "coitadinhos" dos madeirenses) que todos os portugueses estão a pagar, deveria haver alguma contenção.
Além disso devia haver decoro e isso AJJ manifestou mais uma vez não saber o que é. Depois de abrir um concurso público para os festejos, o líder madeirense anulou-o e entregou a empreitada a um amigalhaço, ex-deputado do PSD.
Excelentes exemplos em tempo de crise! Jardim gasta, o governo amoucha e pede aos portugueses do "contenente" que façam sacrifícios enquanto na Madeira se gasta à tripa forra e se continua a agir à revelia das mais elementares regras da transparência nos gastos dinheiros públcos.

Conclusão: não há crise que chegue à Madeira, nem ninguém capaz de impor alguma decência na transparência das contas públicas. O tuga idiota paga e, na impossibilidade de ir para a República Dominicana, Riviera Maya ou Brasil, enche aviões para festejar a chegada do Ano Novo na terra de quem o anda a chular há décadas. Cubanos e estúpidos. Chiça!

Grandes Bandas (42)


Pois! Como ele diz, é a vida

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As virtudes teologais e a troika

Afinal, as medidas apontadas pela troika para a salvação de Portugal, assentam no catecismo da Igreja Católica:
Fé- ( os inquisidores da troika, com o apoio da Trindade Merkel, Sarkozy e Passos Coelho,estão convencidos que são as melhores para Portugal)
Esperança ( que as medidas resultem)
Caridade - ( se não resultarem, confiam na capacidade dos portugueses para se ajudarem uns aos outros)

A felicidade dos Simples


Sábado à noite. Vou petiscar a uma cervejaria. Escolhemos a sala de fumadores, porque pretendemos prolongar o convívio à volta de umas cigarrilhas. Somos os únicos na sala.
A determinada altura começamos a ouvir, na sala ao lado, ruidosos festejos que, depois de uma acalmia se repetem passados alguns minutos.
Pergunto ao empregado o que se está a passar na sala grande.
“ É o Porto que está a levar 3 da Académica”- responde com um ar de resignação, por trás do qual se esconde a alma de um portista que sofre com a humilhação.
Felizmente, os portugueses ficam felizes com pouco. Basta que a selecção se apure para o Euro, ou que o FC do Porto perca, para se sentirem felizes. Os portugueses realmente não mudaram quase nada desde o 25 de Abril. O futebol continua a ser a única coisa que os faz felizes ou entrar em depressão.
Na noite de sábado vibraram com a derrota do FC do Porto, clube que mais motivos de orgulho deu a Portugal na última década.
Lamento informar os benfiquistas e sportinguistas eufóricos, que o FC do Porto não é apenas futebol. É um clube eclético que ganha o campeonato de hóquei em patins há 10 anos consecutivos; é tricampeão em Andebol e campeão de basquetebol. Ou seja, é campeão nas únicas competições profissionais com algum peso entre nós. Por isso me abstenho de enunciar aqui títulos nacionais e internacionais noutras modalidades de menor relevo, como o bilhar.
Mas se querem reduzir ao futebol a força de um clube, lembro-lhes os títulos nacionais conseguidos nos escalões mais jovens, ainda na última época, a conquista da Taça de Portugal, da Liga e da Liga Europa.
O FC do Porto está a atravessar uma fase péssima, como atravessou também depois de conquistar em anos consecutivos a Taça Uefa e a Liga dos Campeões, mas é o clube português com mais títulos internacionais e tem demonstrado que, depois de uma má época, sabe levantar-se. Lutando contra tudo e contra todos e mostrando em campo a sua força.
Como me dizia na noite de sábado uma benfiquista de sete costados, o que mais a irrita é o Benfica só ser campeão nos anos em que o FC do Porto está mal. Há, felizmente, benfiquistas assim.
Os azuis e brancos correm o risco de ser afastados da Europa futeboleira em Dezembro. Ficarei triste, como fico quando qualquer equipa portuguesa é eliminada. Também é esta maneira de encarar o desporto que faz dos portistas adeptos diferentes. Ver os nossos arqui-rivais entrarem em euforia, apenas porque perdemos um jogo, não me causa mossa. Apenas fortalece a minha convicção de que os Simples são muito fáceis de contentar. Podem estar no desemprego, ver os salários drasticamente reduzidos, porque isso não lhes provoca mais do que alguns lamentos. O importante para os Simples é que o FC do Porto seja derrotado.
Também assim se explica que sejam impotentes para reagir a quem lhes rouba o dinheiro dos salários e os direitos, com uma atitude mais firme do que a de um lamento.
Boa sorte para o Benfica, amanhã, em Manchester. Partilharei da vossa alegria se vencerem. A vida para mim não se resume a alimentar ódios, nem às dimensões de um relvado, onde brincam com a bola jogadores que ganham num ano aquilo que eu não ganhei durante uma vida inteira de trabalho.

Arte com sentido crítico (6)



As escolhas de Vitor Gaspar



Senhor ministro Vítor Gaspar, gostaria que me dissesse qual é o seu número de circo preferido

Muito obrigada, aliás obrigado, pela sua pergunta.Bom… a resposta à sua pergunta tem de ser encarada , pelo menos, em duas vertentes. Se tivermos em consideração as variáveis dos desvios padrão e a sua influência no comportamento da curva de Gauss, diria…teria, terei, tendência a dizer… que o número de circo que mais me agrada, por se situar no pináculo superior da referida curva, provocando –me estímulos sensoriais de grau elevado, que me conduzem ao riso, é o dos palhaços. Ou seja... vou explicar melhor para que o senhor entenda e não fiquem dúvidas nos seus leitores … os palhaços… são as figuras que melhor personificam o povo português e a sociedade portuguesa. Repare!… no circo temos como palhaço rico o trabalhador público que os anglo – saxónicos muito apropriadamente chamam “civil servant” em contra…po-si-çããão, sublinho, po-si-çããão ( isto é muito importante) ao trabalhador privado representado pelo palhaço pobre. É muito curiosa esta alegoria entre palhaço rico e palhaço pobre, porque permite perceber a simbiose social, onde ricos e pobres podem conviver de forma salutar, atingindo a felicidade.

É muito importante , neste período de crise, que percebamos, que os portugueses percebam , que para garantir a coesão social é necessário que os ricos e os pobres tenham a per-ce-pçããão de que um trabalho conjunto entre ricos ( os funcionários públicos) e privados ( os trabalhadores do sector privado) permitirá ao nosso país sair da crise em que vivemos. É dessa simbiose que atrás referi, como ainda estará lembrado, que resultará o empobrecimento do povo português, única forma de conduzir o país ao sucesso que todos almejamos atingir.

Mas agora repare!... Se virmos o espectáculo circense ( o circo… como vulgarmente lhe chamamos) na perspectiva da teoria de Maslow, a resposta será necessariamente diferente. Eu não gosto muito de circo e não tenho…não sinto… necessidade de ir ao circo. Gosto mais de filmes de vampiros. No entaaantoooo… o senhor PM optou – e não me compete aqui dizer se bem ou mal, porque não me compete interpretar e traço, barra, ou comentar perante si as decisões do senhor PM- por levar o governo ao circo e ele terá certamente as suas razões que eu respeito e aplaudo. Sublinho aplaudo…para que se perceba que não ponho, nem nunca porei em causa, as suas ( dele, primeiro ministro) opções e traço, barra , ou decisões. Posto isto, e respondendo à sua pergunta, dir-lhe-ei que… analisado pela perspectiva da teoria de Maslow – a outra vertente de que falei no início da resposta à sua pergunta- o espectáculo circense, como um todo, me permite percepcionar momentos mais conseguidos e menos conseguidos, de onde destacaria os números de trapézio. O trapezista representa, em minha opinião – sublinho o-pi-ni- ããão- o esforço meritóóóório que as famílias portuguesas terão de fazer para se equilibrarem com os orçamentos familiares de que dispõem para satisfazer as suas necessidades e obrigações.

A trapezista e, -/, ou o trapezista são figuras esguias e esbeltas que renunciaram ao fast food , fazem longas caminhadas diárias a pé, renunciando ao automóvel e aos transportes públicos, para que da sua actividade profissional resulte aquela plástica e estética subjacentes ao espectáculo de circo e que faz de nós, portugueses, um povo ímpar.

Há dias- como certamente estará lembrado…- o senhor Jürgen Kröger, representante da União Europeia em Lisboa, disse que os portugueses são boas pessoas. Não o podemos defraudar e devemos mostrar-lhe que estamos gratos pelas suas palavras, sendo bons palhaços e trapezistas.Espero ter respondido claramente à sua questão.
Ó senhor, acorde! Então pede-me uma entrevista e vem para aqui dormir?!

Próxima entrevista: Álvaro Santos Pereira

Pedro Passos Coelho demite-se!

Jornalista- O governo já veio dizer que não tenciona baixar os salários do sector privado...
Pedro Passos Coelho- Não foi o governo! Fui eu!
(A cena não é ficção. Passou-se no sábado em Vila Real. A jornalista, ainda jovem, perdeu uma boa oportunidade de brilhar, mas já não há jornalistas como antigamente...)

O Porteiro


Miguel Relvas já tinha reconhecido e tribunal, a propósito do caso Portucale, ser bom na arte de agilizar processos que resultaram em casos mediáticos na justiça.
Ficámos agora a saber que o ministro da propaganda também é um excelente porteiro

Grandes Bandas (41)

Não era propriamente uma grande banda, mas foi a que me apareceu hoje no baú

domingo, 20 de novembro de 2011

O blogue da semana

Há excelentes sítios para meditar. Eu gosto de o fazer em silêncio,frente ao mar, por exemplo. No entanto, há quem prefira lugares mais movimentados. Como a Ana Cristina Leonardo, que gosta de meditar na pastelaria. Meditação na Pastelaria é o blogue desta semana

A Jangada de Pedra

Como se esperava, o PP venceu as eleições em Espanha. Não terá tido a expressão esmagadora prevista nas sondagens, mas os populares vieram para a rua eufóricos. Não percebo bem o que festejam... Rajoy é um líder fraquíssimo e o futuro dos espanhóis não dá margem para sorrisos. Comprova, apenas, que "A Jangada de Pedra" não era ficção.
Fico curioso em saber o que fará o PP com esta vitória, quando os juros espanhóis já ultrapassaram a barreira psicológica dos 7%...
A Izquierda Unida, por sua vez, terá aumentado a su representação parlamentar, passando de 2 para 12 deputados. De nada servirá, mas é uma pequena vitória para um conjunto de pequenos partidos que se coligaram para cerrar fileiras.
( Em actualização)

A gargalhada do ano

Passos Coelho diz que "corte de salários no privado não estão previstos no programa do governo"
Mas este governo já tomou alguma medida que estivesse no seu programa? Ah...esperem lá... o programa deste governo é o livro que Pedro Passos Coelho jura ter lido, mas afinal não existe!
( Via Der Terrorist)

CR vai ao circo com o governo

A crise não se compadece com festejos natalícios e este ano o coelhinho não vai com o Pai Natal ao circo.
No entanto, o Coelho PM já reservou lugares para levar os membros do governo ao Coliseu, para assistirem a um espectáculo especial destinado à equipa governamental e seus familiares. O CR fez uma pesquisa para saber quais os números de circo preferidos pelos diversos membros do governo, cujas respostas começa amanhã a publicar. O primeiro entrevistado será o ministro das finanças, Vítor Gaspar.

Este post tem bolinha vermelha!

EU AVISEI!!!!!
O Banco Central Europeu decidiu emitir uma nova moeda de 3€ para combater os efeitos da dívida soberana


Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses

Depois de ler o relatório daquele grupo de castiços do "serviço público de televisão", fiquei convencido que durante a elaboração do dito, devem ter trocado a garrafa da água do Luso.

Bate,bate,coração (34)


Digam lá se não gostavam de estar agora a ver um belo nascer do sol no hemisfério sul! Apanhem a boleia da Norah e tenha um bom domingo

sábado, 19 de novembro de 2011

Noite de cinema

Hoje deixo-vos com pouco mais de dois minutos mágicos. Recebam estas flores que eu vos dou e tenham uma grande noite!

Aviso importante: Esta noite, às 22h40m, a RTP 2 exibe "No segredo dos seus olhos" Um filme a não perder

Humor fim de semana

Um casal de 80 anos está a começar a ter problemas de memória. e decidem ir ao médico para ser examinados.
O médico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas.
À noite, quando estão os dois a ver televisão, o velhinho levanta-se e a mulher pergunta:
- Onde vais?
- À cozinha
- Não me queres trazer uma taça de gelado?
- Claro!
- Não achas que seria bom escrever isso no caderno?
- Ah, então! Qual é a tua? Não me vou esquecer daqui até à cozinha...
- Então coloca uma bola de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de te esqueceres.
- Eu lembro-me disso, queres uma bola de gelado com calda de morango, não é?.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! Mas lembra-te do que o médico nos disse... escreve isso no caderno!
Irritado, o marido exclama:
- Eu já disse que me vou lembrar, pôxa!!!
Sem mais vai para a cozinha.
Vinte minutos depois, volta com um prato com uma omeleta. A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que te ias esquecer? Onde está a torrada?

Como se diz carneirada em "troikês"?

"Os portugueses são boas pessoas"

Olá, fofinha!




A notícia , dada a conhecer pelo “Público”, correu célere . Um juiz tinha sido punido por “atrasar processos e tratar a ré por fofinha”.Desta vez contive-me e não espingardei contra a justiça. A notícia pareceu-me pouco consistente. E era mesmo. O juiz não cometeu nenhum abuso linguístico tratando a ré por fofinha. É que Fofinha é mesmo o nome da empresa ( da Covilhã) que estava no banco dos réus.

Figura da semana

Decorreu na Figueira da Foz, durante o último fim de semana, o Congresso dos Advogados. Tudo o que por lá se passou , foi bem revelador do momento que atravessa a Justiça em Portugal:uma Feira das Vaidades.




Marinho Pinto, bastonário da Ordem, fez o que lhe competia. Com a frontalidade habitual apontou os erros da ministra, criticou os privilégios dos magistrados e. Como resposta, recebeu provas de boa educação da tia Paula , erigida à figura de ministra da Justiça com a bênção do Espírito Santo e do senhor Palma que, sentindo-se ofendidos, abandonaram a sala em sinal de protesto. A ministra da Cruz talvez tenha encontrado um bom aliado em Palma. Todos sabemos que Cruzes e Palmas não faltam a funerais.




Já Marinho Pinto arranjou mais lenha para se queimar e confirmou que esta ministra não descansa enquanto não conseguir "nomear" o bastonário da Ordem. Felizmente, Marinho Pinto- pesem os excessos demagógicos- não é pessoa para se calar ou deixar intimidar. Mais cedo ou mais tarde, pagará o preço de ser pessoa autêntica e sincera, que não se deixa apanhar nas redes de interesses que se movem no seio da Justiça. Precisávamos de mais gente como ele e não de lambideiras de rabo alçado, à espera de recolher os supositórios, digo, os louvores, de quem está circunstancialmente no poder.




Grandes Bandas (40)


Proposta de fim de semana. Brincar ao faz de conta e fingir que estamos no reino dos Anjos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ministra dá razão a Pinto da Costa

Pinto da Costa sempre esteve à frente do seu tempo. Quando falava de fruta, sabia como era importante para a alimentação dos árbitros. A ministra Cristas não sabe o preço da fruta, mas ao reconhecer a sua importância, está a homenagear Pinto da Costa.


Entretanto a mesma senhora anunciou a introdução de (mais) uma taxa sobre a carne que "vai onerar um bocadinho o consumidor".

Talvez um dia Cristas faça como a outra que ficou sem cabeça e, à falta de pão, nos mande comer brioches.

Arte com sentido crítico (5)




Os portugueses são como os macacos



Governo anuncia medidas de combate ao desemprego



Aos poucos, o governo vai encontrando soluções para reduzir o desemprego. Depois de Mestre e Relvas terem aconselhado os jovens a emigrar, o secretário de estado do (des)emprego sugere que se despeçam os velhos, porque são um empecilho para os jovens. que querem trabalhar.

Entre as medidas a aprovar para combater o desemprego , o governo admite a criação de Gulags, onde os velhos serão reunidos para lhes ser administrada a injecção atrás da orelha. Com esta medida, o governo pensa poupar 3 mil milhões de euros no pagamento de reformas.

Outra medida em discussão no conselho de ministros é servir criancinhas ao pequeno almoço às famílias carenciadas, acabando assim com os problemas da fome. Nuno Crato pensa que a medida permitirá poupar pelo menos 750 milhões de euros por ano na educação.

Mas nem tudo foi pacífico na reunião do conselho de ministros . O Álvaro reagiu violentamente contra a proposta do ministro Gaspar, que pretendia instalar câmaras de gás nas capitais de distrito. O ministro da economia, do emprego e não sei que mais, defendeu que isso representaria uma despesa que o governo não está em condições de suportar.

Já o ministro da saúde alertou os seus pares que precisaria de uma verba extra para a compra das injecções letais a administrar aos velhos, caso contrário, a única solução posível será dar formação aos enfermeiros para que todas as noites desliguem as máquinas a que os doentes em estado mais grave estejam ligados.

Pedro Passos Coelho, acabado de chegar de Angola, aproveitou o tempo de escala antes de partir para o Dubai para assistir à parte final da reunião. Na sua intervenção foi peremptório: o país precisa de medidas radicais, não está em condições de esperar que os velhos estejam ligados às máquinas para se desfazer deles.

Terminada a reunião do conselho de ministros, Pedro Mota Soares disse à comunicação social que as medidas anunciadas respeitam a ética social e são equitativas. Questionado pelos jornalistas sobre a data da entrada em vigor das medidas, Mota Soares nada adiantou, dizendo que estava com pressa, pois tinha de dar boleia ao ministro Gaspar. E lá partiram os dois no novo tuctuc, de Mota Soares, ( ver foto acima) escoltados pelos batedores da GNR que hoje estrearam as suas moderníssimas Segway.

Oeiras, terra de oportunidades

Junto vos envio um bilhete postal de Oeiras, "terra de oportunidades". Pelo menos para Duarte Lima e Isaltino...

Grandes Bandas (39)

Estes meninos ainda andam por aí, mas fui buscá-los aos 70's quando ainda eram experimentalistas :-)))

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diz-se, por aí...

Duarte Lima telefonou a Frau Merkel a convidá-la para o acompanhar numa visita a Maricá. Segundo consta, o objectivo do ex-líder parlamentar do PSD era convencer a senhora a salvar o€

Merkel recusou o convite. A minha fonte não esclareceu se Duarte Lima pretendia salvar a moeda europeia, ou os € da sua conta bancária, enriquecida com a generosidade de Rosalina Ribeiro e do BPN.

Tásse bem em Buenos Aires. E por aí?

Estive sem saber notícias de Portugal durante 19 horas.
Esta manhã, ao acordar, li que a "troika" respondeu ao pedido de Cavaco e do PS para que haja mais equidade social, recomendando a redução dos salários também no sector privado;

Diogo Infante disse que não tinha dinheiro para manter a funcionar o D. Maria II e o secretário de Estado do Trotsky de Massamá demitiu-o;

Pedro Passos Coelho foi a Angola pedir aos empresários para participarem no leilão das privatizações, porque não quer ficar demasiado dependente do Brasil;

Depois de o governo anunciar que as autarquias poderiam contratar mais funcionários, a troika quer o despedimento de 3% dos trabalhadores autárquicos;

Governo admite rescisões amigáveis na função pública. (Conhecendo o apreço deste governo pelos funcionários públicos presumo que amigável seja pagar 6 meses de ordenado e dizer passem bem, se tiverem reclamações, queixem-se à troika);

Enquanto corta no pessoal, nas verbas para a saúde, educação e segurança social, o governo mostra os bícepes, faz músculo e reforça a verba para contratação de polícias;

António Borges, dilecto de Cavaco e Ferreira Leite, demite-se inesperadamente do FMI alegando questões do foro pessoal. Terá comprado um bilhete de avião para Lisboa?

Cheira-me a esturro... a Laura terá deixado queimar as medialunas?

Duarte Lima foi detido por causa de qualquer coisa relacionada com o BPN (não sei se a esta hora já estará de novo em liberdade por razões de saúde) um caso de que já me tinha esquecido.

Como não li nada sobre o assunto,presumo que Isaltino continue a fazer despachos no seu gabinete da Câmara de Oeiras.

Apuro o ouvido. Ainda não oiço tiros na Plaza de Mayo, nem manifestações na 9 de Julio, mas Menem continua a afirmar na Rádio e Televisão Nacional que o governo está confiante e os argentinos podem estar tranquilos, porque o peso é uma moeda forte.

Uns senhores do FMI aterram em Ezeiza, anunciando que têm a cura para a Argentina voltar a ser um país próspero. O peso deve deixar a paridade com o dólar e ser desvalorizado em 75%.

Os argentinos começam a agitar-se. Há quem ensaie uma espera à porta do Hotel onde os corvos estão hospedados. Grupos organizados começam a assaltar supermercados e outros estabelecimentos. Formam-se gigantescas filas às portas dos bancos, as pessoas querem salvaguardar os seus depósitos. Há tumultos esparsos, manifs espontâneas em frente à Casa Rosada- sede do governo. Menem está em parte incerta.

Vou à janela. Afinal não estou em Buenos Aires em Dezembro de 2001. Estou em Lisboa, em Novembro de 2011, mas da janela do meu quarto vejo o António Borges a desembarcar na Portela. Traz uma pasta debaixo do braço. Presumo que seja um dossiê sobre o "corralito".

António Borges é amigo de Cavaco, tal como Duarte Lima, que é ex-protegido de Ângelo Correia, por sua vez padrinho político de Passos Coelho.

Nos últimos dias Cavaco deixou de criticar a falta de equidade do OE, Borges regressa a Lisboa, no dia em que Duarte Lima é preso e Passos Coelho entronizado pela troika, como agradecimento pelos bons serviços prestados. Em Belém não gostaram. Como o povo é sereno, abrem-se os aspersores de Belém para regar o laranjal.

Olho para uma foto que tenho em cima da mesa de trabalho. É de Palermo. Não o bairro de Borges em Buenos Aires, mas sim a capital da Sicília. Continuo em Lisboa, no rescaldo da noite das facas longas. Acordei da sesta com fome.

Vou comer medialunas com um mate. São servidos?








A máquina de fazer jornalistas

Leio na “Pública” que um novo software, criado pela empresa Bettery Ventures, é capaz de escrever notícias com mais rigor e rapidez do que um jornalista.


Em função da minha provecta idade, a máquina não me assusta (salvo se vier roubar-me a reforma …) em matéria de actividade profissional , mas pode ser uma forte concorrente para alguns jovens e semi-jovens jornalistas autómatos que andam pelas redacções a escrever notícias encomendadas.


Pode ser que a máquina até substitua com vantagem o jornalista pois, além de não discutir o acordo ortográfico e respeitar as regras gramaticais, também não reclama salário, dias de férias, nem dias de folga extra por trabalho durante o fim de semana e, cereja no topo do bolo, não mete atestados médicos nem licença de parto.


Vejo ainda outra vantagem . Imagino alguém, no CM, a fornecer os dados à máquina sobre Sócrates, tendo como base as escutas do processo Face Oculta ou as investigações da Guedes no caso Freeport e a máquina a mandar o tipo dar uma volta, alegando que os dados introduzidos são falsos.


Há, porém, uma outra característica nesta máquina que me preocupa. De acordo com Kris Hammond, director técnico da Narrative Science e professor de Computação e Jornalismo, o desenvolvimento da inteligência artificial desta máquina permitir-lhe-á, dentro de cinco anos, escrever um livro vencedor do prémio Pullitzer. Ora, a confirmar-se esta expectativa, não me espantará nada que o arquitecto Saraiva, director do Sol, cumpra finalmente o seu objectivo/promessa de vencer um Premio Nobel. Poderá sempre dizer que foi ele que escreveu, porque a máquina nunca irá reclamar o prémio. Pelo menos, para já…

Dividir para reinar

Este é, provavelmente, o governo mais incompetente de que tenho memória, mas numa coisa mostra ser mestre. Ao penalizar os funcionários públicos recebeu fortes ovações dos trabalhadores do sector privado. Ao roubar os reformados, puniu quem não tem já meios nem forças para lutar pela defesa dos seus direitos. O lema deste governo é "dividir para reinar". O lema dos fracos que assim escondem as suas fraquezas. Tenho no entanto a sensação que em breve os trabalhadores do privado vão provar do mesmo fel e lá para meados de 2013, PPC e sus muchachos vão ter uma grande surpresa. Não estou certo que o padrinho Ângelo volte a entregar os negócios do lixo a Coelho...

Grandes Bandas (38)



Estes tempos têm a vantagem de me obrigar a ir ao baú desenterrar canções que retratam, na perfeição o país actual. Fiquem com a Banda do Casaco e façam uma boa viagem por Portugal