quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quando a República fica mal na fotografia


Este é o rosto da República que, neste dia em que celebra o seu 101º aniversário, vale a pena recordar. Pelas piores razões...


Como primeiro-ministro destruiu a agricultura, as pescas e os caminhos de ferro , reconvertendo a agricultura em subsídios para compras de jipes e casas com piscina. Delapidou em provincianismos bacocos as bateladas de dinheiro que diariamente entravam nos nosso cofres. Traçou um rumo para o país assente num modelo económico desajustado ao desenvolvimento.Ajudou a emergir, na cena política portuguesa, um grupo de vigaristas que formavam o seu círculo de amigos. Como PR exige aos governos que desfaçam as asneiras que ele fez.

Quando se candidatou a PR prometeu ser presidente de todos os portugueses, mas é um presidente de facção, como demonstra, por exemplo, a diferença de tratamento em relação à Madeira e aos Açores.

Depois de eleito, em vez de agir face à crise, tem-se limitado ao papel de pitonisa fora do prazo de validade afirmando, repetidamente, depois de as coisas acontecerem, " Eu já tinha avisado!"

Os portugueses não podem aceitar que os seus impostos sejam gastos em embaixadas turísticas por uma pitonisa e seu séquito de vassalos. Querem um Presidente da República. É isso que vale a pena lembrar neste 5 de Outubro.

12 comentários:

  1. Tudo quanto escreveu é uma grande verdade. Deus nos livre de uma barriga cheia de caldo chegar onde ele chegou...dá o que está à vista.M.A.A.

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  2. O problema das Repúblicas é que o Povo pode eleger alguém como Cavaco Presidente. A consolação é que pelo menos podemos elegê-lo e ele só lá fica até 2016. Imagine-se o que seria aturar Duarte Pio até que a Natureza seguisse o seu curso ;-) ...

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  3. E HOJE JÁ SE SABE...
    IRÁ DIZER NOVAMENTE: eu já tinha avisado

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  4. Sim, porque este só merece desprezo!

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  5. Mostrar esta foto apenas assim retira-a do contexto... por outro lado se a virmos assim já entendemos o significado da fisga... Acertou-nos em cheio... a primeira vez... e como uma pequena maioria minoritária gosta de levar fisgadas voltou a meter esta peça de artilharia ancestral de volta no "poder"... Agora aguentem com a peça!!!

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  6. O primeiro PR português não tinha vencimento, ia de elétrico trabalhar e pagava do seu bolso a renda de parte do palácio de Belém, que alugou, para não perder tempo no percurso de sua casa. a fim de exercer as funções para as quais havia sido eleito. Passamos do oito para o oitenta: agora ele são viagens com séquito, ele é jantares e homenagens e representações, para isto e para aquilo, tudo à custa do zé pagante! Se ainda fosse como nos primórdios da República e se os nossos dedos servissem, apenas e tão só, para contar, poderíamos abdicar deles pois, não necessitaríamos dos mesmos para contar os candidatos a este "tão nobre" (já foi,já!) cargo!E este foi do piorzinho que nos apareceu! Valha-nos ao menos ter o melhor PR do mundo a comer bolo rei!

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  7. Portugal está a precisar de ser exorcizado!

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  8. Carlos
    Nem mais! A sua habitual capacidade de sintese esteve mais uma vez presente neste post.
    Abraço Republicano.

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  9. Caríssimo Carlos Barbosa Oliveira,

    Não posso estar mais de acordo com o Carlos, pois o regime Republicano deve estar ao serviço dos nobres ideais defendidos pelos Republicanos que fizeram a Revolução de 5 de Outubro de 1910.

    Aliás, a refundação da democracia com a Revolução dos Cravos teve na mente dos seus atores a Ética Republicana, no sentido de se garantir a qualidade de vida e a Cultura a todos os cidadãos da República Portuguesa.

    Ontem como hoje: Viva a República!! Por um lado, houve um grande desperdício de dinheiro e um desmantelamento dos sectores produtivos como o Carlos nos diz. Por outro lado, na conjuntura internacional, como nos diz Boaventura Sousa Santos no seu último ensaio, as democracias, em toda a Europa, definham neste estado coisas de uma Globalização que não tem em mira o desenvolvimento sustentável que desejamos.

    Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
    www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

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  10. "Eu já tinha avisado" só faltou dizer como o outro "vocês sabem do quê que eu estou a falar..." um discursos indigente.

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  11. Texto bem fisgado Carlos. Durante o prelado cavaquista abriram-se muitos dos buracos que hoje devastam as contas públicas e a economia portuguesa.

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  12. Para fazer o que ele faz, com "prognósticos" só no fim, como dizia o outro, se calhar podíamos passar muito bem sem PR! :P

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