domingo, 16 de outubro de 2011

O homem não está bem...

Este argumento já não se explica apenas com o facto de o homem ser aldrabão. O problema é bem mais grave e terá de ser tratado no foro clínico próprio. O homem não é apenas incompetente, é absolutamente inconsciente e os seus actos transformam-no num criminoso. Talvez inimputável, mas CRIMINOSO!
Há coisas que ficam bem claras.
-Os funcionários públicos nunca mais vão receber subsídios de férias e Natal.
-Dentro de seis meses o governo anunciará novas medidas de austeridade.
- A economia portuguesa ficará arruinada por décadas.
-O desemprego subirá em flecha.
- A pobreza aumentará de forma desmesurada.
-Os bancos ficarão empanturrados com casas devolutas, que não poderão vender, porque não há dinheiro para as comprar.
-Os jovens apenas terão um futuro: emigrar!
Isto não é o Apocalipse... é o fruto da incompetência e inconsciência dos nossos governantes.

19 comentários:

  1. O homem está, na cadeira que sempre desejou... por ela mentiu
    na campanha e no programa de governo...
    Os dele tambem começam a ficar indignados...
    Ontem o povo lançou o primeiro aviso de como está disposto a salvar a liberdade.

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  2. Amigo Carlos, vou fazer um link, para o seu blog, sim? Obrigado.

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  3. Para fim de minha vida, nunca julguei ver o que se está a passar.
    Quem assim está a proceder é maldoso , tem ódio dentro de si e comporta-se como uma matilha de coiotes .
    M.A.A.

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  4. Mentiu , sim. Mas não totalmente, pois a sua primeira oreocuoação foi a revisão da Constituiçõa.


    Bom domingo.

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  5. Diz-se que cada povo tem o governo que merece. Nunca foi tão verdade! Este "rapazinho" que nunca fez nada na vida, sabe lá o que é trabalhar! Mais um que tirou um curso sabe-se lá como e arranjou logo "tacho" na empresa due um correligionário, até que o Zé pagode português o guindou ao estrelato, fê-lo 1º ministro e agora come da sopa que deixou azedar, mas ainda o desculpa com o passado! Deixem passar mais uns meses e vamos ver o que vão dizer, porque fazer, temo que possa já ser muito pouco. Em Portugal propaga-se rapidamente uma doença: a mentira política compulsiva.Quem tem um barco furado que me possa emprestar? Tenho um pessoal para levar a conhecer o mar de ESpinho!

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  6. Não sei porquê, mas ainda gosto de Passos e ainda odeio profundamente Sócrates pelas razões que elencas para Passos. Isto é, interessa-me perceber como se chegou aqui e muito menos que medidas são tomadas e dadas como inevitáveis.

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  7. Caro Carlos
    Inteiramente de acordo.
    Transcrevi o seu post para a minha cubata, fazendo link. Espero que não se importe.
    Um abraço

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  8. Muitas vezes penso se não estarei a ficar senil, se estou a pensar mal, se oiço mal, tal é a falta de consistência, de lógica, que encontro nas palavras dos nossos políticos.

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  9. Carlos
    Gostava de ter algo mais para acrescentar. Mas o meu caro descreveu o cenário que infelizmente nos espera. Mas será que as vozes que ecoam por esse Portugal fora, não terão eco. Eu ainda penso que sim.
    Abraço

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  10. Carlos...tens razão!

    "Isto não é o Apocalipse... é o fruto da incompetência e inconsciência dos nossos governantes."

    Mas...estes ainda estão a governar há tão pouco tempo...então, e os anteriores...?

    Bom domingo.

    Beijos

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  11. Carlos,recebi hoje este email. É longo mas vale a pena.Desculpe-me a ousadia de encher o seu espaço, mas está na hora dos povos se levantarem e dizerem basta!
    "No último 12 de março, Silvio Berlusconi teve que enfrentar a realidade. A Itália festejava o 150º aniversário de sua unificação e, entre as muitas comemorações da importante data, uma se deu na Ópera de Roma, com a apresentação da obra "Nabucco", de Giuseppi Verdi, dirigida pelo maestro Ricardo Muti. Antes da apresentação, Gianni Alemanno, prefeito de Roma, subiu ao cenário para pronunciar um discurso denunciando os cortes no orçamento federal dirigido à cultura que haviam sido feitos pelo governo, do qual o próprio Alemanno é membro e velho amigo de Berlusconi. Esta intervenção política em um momento cultural dos mais simbólicos para a Itália produziria um efeito inesperado, ao qual Berlusconi, em pessoa, foi obrigado a assistir. Segundo relatado por Ricardo Muti, "... A princípio houve uma grande salva de palmas pelo público. Logo começamos com a ópera. Tudo correu muito bem até que chegamos ao famoso canto Va Pensiero. Imediatamente senti que a atmosfera entre o público ia-se tornando mais e mais tensa. Existem coisas que não se consegue descrever, mas as sentimos. Era o silêncio profundo que se fazia sentir! Mas, no momento em que o público percebeu que começavam os primeiros acordes de Va Pensiero, o silêncio se transformou em verdadeiro fervor. Podia-se sentir a reação visceral dos presentes ante ao lamento dos escravos que cantam Ó pátria minha, tão bela e perdida... Assim que o coro chegou ao fim, pudemos ouvir vários pedidos de bis. Começaram os gritos de Viva Itália e Viva Verdi. As pessoas nas galerias jogavam pequenos papéis escritos com mensagens patrióticas". Apenas uma única vez Muti havia aceitado fazer um bis de Va Pensiero, em uma apresentação no La Scala de Milão em 1986, já a peça exige que seja executada do princípio ao fim, sem interrupções. "Eu não pensava em fazer apenas um bis", disse o maestro , "teria que haver uma intenção especial para fazê-lo", contou. Então, em um gesto teatral, Muti se voltou ao público - e a Berlusconi - e disse: "Logo que cessaram os gritos de bis, vocês começaram a gritar Longa Vida à Itália. Sim, estou de acordo com isto: Larga vida à Itália. Mas... Já não tenho trinta anos e vivi minha vida. Rodei o mundo e, hoje, tenho vergonha do que acontece em meu país. Por isso, vou aceitar seus pedidos para apresentar Va Pensiero novamente. Não só pela alegria patriótica que sinto neste momento mas, sim, porque enquanto dirigia o coro que cantou Ai meu país belo e perdido pensei que, se continuarmos assim, vamos matar a cultura sobre a qual erguemos a história da Itália. E, nesse caso, nossa pátria também estaria bela e perdida. Durante anos mantive minha boca fechada mas agora, creio que precisaríamos dar sentido a este canto: estamos na nossa casa, o Teatro de Roma, com o coro que cantou magnificamente bem e com a orquestra que o acompanhou esplendidamente. Se quiserem, proponho a vocês que se unam a nós para que cantemos todos juntos". Assim, o maestro convidou o público a cantar junto com o coro dos escravos. Muti continua sua narrativa: "Vi grupos de gente levantar-se. Toda a Ópera de Roma se levantou. E o coro também. Foi um momento mágico! Essa noite não foi apenas mais uma representação de Nabucco mas, também, uma declaração no Teatro da Capital italiana para chamar a atenção dos políticos". Aqui está o vídeo que registrou este belo momento repleto de emoção: http://www.youtube.com/embed/G_gmtO6JnRs "

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  12. Olá Carlos
    Andamos a sustentar bestas com pasteis de nata.
    Para que as coisas se modifiquem temos de nos fazer ouvir:
    -Grandola Vila Morena....

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  13. Este é igual a todos os outros.
    Mentem na campanha
    mentem sempre - no programa do governo...etc e tal.
    O povo português é que é calmo demais, começa a reagir tarde demais;
    Começam a aparecer os indignados...

    Já devia ter sido feito no tempo do governo anterior,
    as coisas não chegavam ao que chegaram...
    Ontem o povo lançou o primeiro aviso de como está disposto a salvar a liberdade.

    Será que vai a tempo?
    Tenho as minhas dúvidas...

    Não gosto de Passos e ainda odeio profundamente Sócrates.

    O meu post de ontem,
    dia do centenário de Manuel da Fonseca, fi-lo em homenagem a esse grande escritor e sabe o que descobri:
    que o "amigo-poeta" Vieira Calado conheceu pessoalmente o Manuel da Fonseca, um neo-realista de mérito, quando deu aulas em Santiago do Cacém.

    Vê as coisas que se descobrem, nesta partilha de afectos e informação?
    Por isso, digo que a blogosfera faz-me muita falta.

    Sou acérrima defensora dos meus blogues e da partilha que acontece entre nós blogueiros/bloguistas.

    Beijinho.
    Voltarei!!!

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  14. Já se começa a perceber que muito pouca gente votou no homem. Aliás parece que votaram todos no PAN, o tal partido dos animais.

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  15. Olá Carlos,
    As suas preocupações são as minhas e possivelmente hoje serão da maioria dos portugueses. Pobre país, pobre povo que tem sido tão mal governado. Mas vivemos em democracia, votámos não votámos? Agora mesmo "indignados" vamos ter de aguentar pela nossa falta de consciência política. Deixámos andar. Há muito que esta gentinha devia estar a ser julgada, todos os que por lá passaram, uns com mais culpas no cartório do que outros. Não foi só a crise, não nos mandem areia para os olhos, foi e está a ser incompetência pura e como sempre os interesses partidários acima dos interesses nacionais. Começo a ter sérias dúvidas que haja dinheiro daqui por uns meses para manter os serviços públicos indispensáveis e para pagar reformas. Um país de mendigos? Será talvez o que nos espera.

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  16. Por acaso eu gostava que nesta conversa sobre a divida e o seu pretenso problema se fosse um pouco mais longe na análise que se faz à fonte do problema. Porque além do óbvio combate aos privilégios (por uma questão de principio mais do que económica) e da razoabilidade do endividamento (muito discutível) gostaria de vos propor um exercício. Pensam que as empresas privadas, sobretudo os grandes aglomerados financeiros são geridas de forma diferente? Não acham estranho que na raiz da maioria dos problemas estejam bancos? Não seria suposto estes bancos munidos de todas as ferramentas de avaliação que possuem (incluindo aquelas que agora utilizam para argumentar juros criminosos) - não será que essas ferramentas e esses empresários e banqueiros são pelo menos tão culpados como os restantes? Dirão que gerem a coisa privada e logo o seu crime é igualmente privado. Talvez. Não nos esqueçamos porém que muitas das artimanhas financeiras e económicas que os nossos excelsos governos utilizaram não são mais do que as receitas recomendas daqueles que agora se desmarcam com ligeireza. Em resumo acho muito bem que se julgue mas cuidado nos julgamentos. É que na economia o que hoje é verdade amanhã deixa de o ser sendo a constante apenas o coro dos economistas e financeiros propalados pela comunicação social clamando - eu bem avisei! Por outras palavras eu duvido muito que a cura seja apenas uma questão de corrigir o endividamento e a redução das benesses e eventualmente o peso do estado (digo eventualmente porque ainda há de haver alguém que me explique o fundamento teórico que leva a garantir que uma empresa pública é forçosamente pior gerida que uma privada). Acho que será necessário ir bem mais longe e reflectir seriamente sobre o nosso modelo de "crescimento" como se pudesse crescer para sempre. Não pode. Pelo menos não da forma como se fez. A divida sinceramente, o défice do estado tudo isso seriam questões de menor importância. É que pensam vós que o problema esteve num Sócrates ou num Passos Coelho? ou na Grécia? Desenganem-se porque para além da Irlanda, a Itália, a Espanha até a França têm problemas semelhantes. E por isso vos pergunto: Não acham estranho em tantos países terem existido tantos incompetentes ou malfeitores? Não vos parece que se eles existem é porque pelo menos a maioria de nós pensava que o que eles faziam estava certo? E se pensávamos isso teremos sido assim tão burros ? Ou antes será que acreditamos no modelo que nos foi vendido? Por isso digo - Julgar, acho perfeito. Cortar regalias incompreensíveis - acho perfeito, reduzir o orçamento do estado onde efectivamente possam existir excessos - sem problema. Tudo perfeito desde que isso nos permita ainda assim pensar se não haverá nada mais do que isso para fazer. Para mim há.

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  17. Pois, facto é que chegamos a duvidar da nossa sanidade, julgamos ter ouvido ou percebido mal... tão descabido é isto tudo!

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