segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Entre zombies e fantasmas

Hoje é Noite das Bruxas. Não acredito que elas existam mas, ao que parece, em Lisboa não faltam zombies.
Neste final de tarde concentraram-se algumas centenas no Chiado, para uma passeata pela cidade, com que vão assinalar o Halloween.
Pelo sim, pelo não, vou estar atento, não vá o fantasminha Gaspar infiltrar-se nesta noite de bruxas e zombies para pregar mais uma das suas partidas aos tugas.

Pronúncia do Norte (34)

Quando estive no Porto, a Baixinha surpreendeu-me pela desenvoltura que já começa a mostrar no domínio da Pronúncia do Norte.
Como ia à Baixa, perguntei-lhe se queria alguma coisa.
Primeiro disse que não, mas já eu estava a alcança a rua quando ela me diz:
- Espera aí, afinal quero! Traz-me um aloquete...
Não sabem o que é um aloquete? Então vejam aqui

Ena tantos!


No início da última década do séculoXX vimos nascer o bébé 5 mil milhões, acabámos o século a festejar o nascimento do 6 mil milhões e hoje deverá ter nascido, na Índia, o bebé 7 mil milhões.
Em cada segundo nascem três crianças, o que equivale a dizer que se o crescimento se mantiver constante, dentro de 50 anos a população mundial terá duplicado, implicando problemas acrescidos, para os quais a sociedade não se tem preparado.
O problema começou a colocar-se apenas a partir da década de 70, tendo assumido foros de grande preocupação na última década do século XX.Tema em debate na Conferência do Rio de Janeiro em 1992, foi depois motivo de uma Cimeira no Cairo, onde estiveram em confronto duas teses distintas.
De um lado, aqueles que consideram inaceitáveis propostas de controlo de natalidade, por razões éticas, religiosas ou de segurança que refutam o estabelecimento de relação directa entre crescimento demográfico e degradação ambiental.Do outro lado, aqueles que defendem a tomada de medidas urgentes que visem a redução da natalidade, para evitar mais pobreza e consequente degradação ambiental.Os defensores destas soluções mais radicais, argumentam com um estudo do Fundo das Nações Unidas para a população que aponta para que 83% do crescimento demográfico previsto ocorra nos países do Terceiro Mundo, onde a situação de pobreza é, já hoje, alarmante.
Atente-se, por exemplo, que dos mais de1200 milh›es de pessoas vivendo em estado de pobreza (cerca de 1/5 da população) 797 vivem na Ásia e 373 em África. Assim sendo- acrescentam- como não é possível esperar que as pessoas famintas tenham consciência ambiental para proteger os recursos naturais, se não forem tomadas medidas restritivas em relação à natalidade, estaremos a caminhar deliberadamente para o caos e a aumentar o exército de famintos no Mundo inteiro.
Um aumento incontrolado da população na Ásia e em África irá, na opinião dos defensores das medidas restritivas, provocar o incremento da emigração para os países ricos com as consequências inevitáveis, como o aumento do consumo dos recursos energéticos e uma maior pressão sobre os recursos naturais, sem que se verifique o correspondente aumento da produtividade, geradora de novos recursos.
A polémica não é pacífica e, na opinião de alguns especialistas, ambas as teses precisam de ser completadas com novos elementos. Seja como for, a verdade é que o crescimento demográfico é um problema que não pode ser equacionado colocando, como ponto de partida, o problema nas pessoas, pois se assim fosse cairíamos no risco de o passo seguinte constituir na eliminação dos elementos improdutivos (velhos,crianças,etc) o que significaria o descalabro total.
Mais uma vez o que está em causa, são problemas económicos e de organização social que têm que ser resolvidos. É que lidar com uma população de 2000 milhões de desempregados, ( cerca de 1/3 da população mundial) dentro de duas décadas, não será tarefa fácil...
Outra questão é tentar perceber em que medida as políticas demográficas seguidas em países como a China - desvalorizando a mulher- contrariam a sua crescente influência nas sociedades evoluídas. Em países como a China e a Índia, há falta de mulheres, enquanto nos países em desenvolvimento as mulheres retardam cada vez mais a maternidade, para não prejudicarem a sua vida profissional.
Ambas as situações contribuíram, em certa medida, para o envelhecimento da população mundial, problema que se pode estender dentro de algumas décadas a África, onde a consciencialização da mulher a levará a ser mais responsável em matéria de natalidade.
Deixo aos leitores este texto, como proposta de reflexão sobre as diversas equações possíveis perante a realidade do crescimento demográfico.
Adenda: reeditado e actualizado, de um artigo que publiquei em 1999, na revista "o Consumidor"

Retrocesso civilizacional


A aposta deste governo não é apenas empobrecer os portugueses. A sua ambição é destruir todas as conquistas de Abril e impor um retrocesso civilizacional, de modo a equiparar Portugal a um país do terceiro mundo.
Redução da iluminação nas ruas, restrições na recolha do lixo, aumento do horário laboral, alargamento da idade da reforma, e encerramento do Metro às 23 horas ( nalguns troços de algumas linhas, o encerramento poderá ser às 21) são algumas das medidas que visam regredir o país aos anos 50.
Não se vislumbra, entre os membros do governo, uma centelha de inteligência, um rasgo de lucidez para incentivar o crescimento da economia. Encerrar o Metro à noite implica mais automóveis a circular em Lisboa, mais consumo de combustível mais dinheiro a ser desperdiçado, afugentar turistas e o ambiente urbano a degradar-se.
A ministra Cristas depois da ideia da gravata perdeu o pio? Para que serve a ministra do ambiente? Figura decorativa, ou para tratar do pasto das vacas tão apreciadas pelo prof. Cavaco?
Dentro de dois anos estaremos mais pobres, mais atrasados e menos europeus. Já não se falará de luz ao fundo do túnel, porque o país terá mergulhado numa longa noite de trevas, de que apenas sairá daqui a umas décadas. Até quando continuaremos a aceitar passivamente todas estas medidas que nos lançam não para a cauda, mas sim para fora da Europa?

Quem muito se baixa...

O argumento para reduzir os salários dos funcionários públicos foi a impossibilidade de os despedir. Como era de esperar, agora anuncia-se o despedimento e- eventualmente- nova redução de salários. Custa-me escrevê-lo, mas muitos funcionários públicos têm o que merecem. São acomodados, poucos fazem greves e sempre confiaram no emprego vitalício. Quem não luta e se acomoda corre o risco de ser humilhado...
Lamento é que muitos que lutaram pela dignidade do funcionário público sejam os primeiros a sofrer as consequências.

Obscenidades

Estas declarações do Secretário de Estado da Juventude são, no mínimo, obscenas! Que raio de governo é este que aconselha os seus jovens a emigrar?
Uma sugestão: porque é que o secretário não emigra, leva o governo todo com ele e nos deixa em paz?

Grandes Bandas (23)


Não sou grande fã, mas esta banda não podia faltar

domingo, 30 de outubro de 2011

À atenção do "Público"

Escolher esta notícia para manchete não me parece uma boa ideia. Não acredito que, para além de António José Seguro, haja um único deputado do PS a pensar que a abstenção serve os interesses do PS e do país.

Eles é que sabem...

Regressei do Norte esta tarde. A última escala foi o Porto, onde na sexta-feira gozei os favores de um esplendoroso dia de sol. Manhã na esplanada do costume em excelente companhia, tarde entre alguns afazeres pessoais e passeio pela cidade ( a pé, claro...) que terminou na Ribeira. Surpreendeu-me o grande número de turistas que às cinco da tarde animavam as esplanadas. Já em casa, encontrei a explicação. Ou melhor...mais uma explicação!

Eureka!

Estátuas de pedra monumentais pesando entre duas e 20 toneladas, plantadas numa ilha perdida no meio do Pacífico; uma maçã que cai na cabeça de um homem, sentado à sombra de uma árvore; um homem que aprisiona a luz dentro de um receptáculo de vidro; um laboratório onde, num emaranhado de fios, alguém tenta aperfeiçoar um sistema de comunicação e, ao ouvir a voz de um colaborador descobre o telefone; um cavalo de madeira entregue como presente, de cujo bojo sai um exército que toma uma cidade e vence uma guerra; um garimpeiro que pede a um imigrante que lhe faça umas calças de uma tela fina usada para as velas dos barcos, revolucionando a moda; um homem que relaxa numa banheira e grita: “EUREKA!”
A História está cheia de Eurekas, de cliques criativos, que revolucionaram o mundo. Todos nós precisamos de Eurekas e cliques para que nos revolucionemos e não deixemos a nossa vida enredar-se na teia dos comportamentos politica e socialmente correctos que a destroem.Qual foi o clique que mudou a sua vida? Já alguma vez gritou Eureka?
















Bate, bate, coração (31)


Para quem pensa que a música francesa está morta, aqui fica uma boa prova de vida

A dança das horas

Esta noite muda a hora e o governo decidiu assinalar a data com "A Dança das Horas". Palpita-me que é apenas o primeiro passo para impor novamente o trabalho ao sábado. O fim do descanso semanal virá lá para 2014, mas antes ainda vão reduzir os dias de férias.

sábado, 29 de outubro de 2011

Noites de cinema

Hoje deixo-vos um filme absolutamente incrível. Já imaginaram que podem ter um poço de petróleo guardado na cozinha?

Blogue da semana

Cresci a ouvir dizer que um homem não chora. Felizmente estive-me nas tintas para esse conselho e as lágrimas que ao longo da vida chorei- umas de felicidade, outras de tristeza ou amargura- ajudaram-me sempre a encontrar-me.
Passeando pela blogosfera ao acaso, encontrei-me um dia, há muito tempo,, com a autora do blog que escolhi para blog semana. A autora diz que "Uma mulher não chora". Vocês acreditam? Vão lá ver e confirmem.

Humor fim de semana

Um funcionário público, desejoso de agradar ao primeiro- ministro:
Senhor presidente, "hoje não apanhei o eléctrico, vim a correr atrás dele e poupei 1 euro"
Pedro Passo Coelho respondeu de imediato:
"fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava 10 euros e chegava mais cedo".
Nota: Esta anedota contava-se com Salazar, mas como ele está morto, mas a sua memória viva em Passos Coelho, vale a pena recordá-la

Histórias da Carochinha

Ainda há quem acredite que só há imprensa livre, se ela estiver na mão de interesses privados e por isso defenda a privatização da RTP. Eu também já acreditei em sapos que se transformam em princesas... mas já não vou na cantiga dos contos de fadas. A leitura dos jornais portugueses desenganou-me. São em demasiado número as notícias sobre política nacional criadas nos bastidores das redacções, com propósitos inconfessáveis.




Quanto ao noticiário internacional, limita-se a reproduzir o pensamento dominante a partir da Casa Branca.




Não há comunicação social livre na posse dos privados? Haver, há, mas não é em Portugal.

Grandes Bandas (22)


Hoje não há distribuição, mas talvez esta carta chegue por e-mail. E garanto-vos que vale a pena ver o video...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Façam como eu...

Há cada vez mais pessoas a dizer que já não suportam ouvir os noticiários. Compreendo-as muito bem, mas dou-lhes um conselho. Precisamos de estar informados, sob pena de um dia destes acordarmos e já nem o tapete da porta da entrada estar lá. Façam como eu... antes de ligar o televisor para ouvir as notícias, ponham anti-repelente!

Figura da semana








Caro Pedro Santana Lopes







Permita-me que o trate assim, pois desde aquela noite chuvosa de 24 de Outubro em que você me ia abalroando à porta do XL, porque entrou na rua em sentido proibido, conduzindo e a falar ao telemóvel, enquanto eu circulava tranquilamente, percebi que não havia razões para o tratar com a deferência que o seu cargo de presidente da câmara então mereceria. Depois, quis o acaso que nos sentássemos em mesas contíguas, o que contribuiu para estragar definitivamente a minha noite de aniversário.Adiante…






Presumo que depois deste intróito esteja estupefacto pelo facto de o nomear figura da semana, em vez de o incluir na caderneta e cromos. Passo por isso a explicar…






É que ter assumido o cargo de Provedor da Santa Casa e anunciar que prescinde qualquer retribuição foi um golpe de mestre.






Durante dois anos vai brincar à caridadezinha, ajudar os pobrezinhos e desfavorecidos ( se precisar de uns trocos, o Pedro primeiro ministro não lhos regateará, como reconhecimento pela sua abnegação à causa pública) e, em 2013, as eleições para a presidência da câmara de Lisboa estão no papo!






Bem, vai precisar de algum marketing para o promover, mas isso não será problema. O Relvas empresta-lhe um especialista que contratou lá para o gabinete ( ó coincidência, também se chama Pedro!) e se deslumbra cada vez que vê um ministro a andar de Vespa e o assunto está resolvido.






Tiro-lhe o meu chapéu, Pedro Santana Lopes! Bem merece ser escolhido como figura da semana.






Mas, por favor! Não vá hoje jantar ao mesmo sítio que eu, para não me estragar a noite, tá?







Desaparecidos

Dão-se alvíssaras a quem encontrar este senhor. Foi visto pela última vez no dia 9 de Outubro, algures na cidade do Funchal. Andava à procura dos óculos. Deixou uma dívida astronómica, mas tinha como fiadores os madeirenses e uma série de amigos em Lisboa. Parece que quem vai pagar a dívida, no entanto, são os do costume... os cubanos do Contenente.

CR sub-30: no escurinho do cinema

Hoje, podemos ver o filme que nos apetecer sem sair de casa.Os equipamentos “home cinema” revelam bem a evolução dos comportamentos sociais: a cada um a sua medida, que o tempo é de prazer e cada um o deve gozar à sua maneira.

Ir ao cinema "em grupo" passou a ser coisa de caretas, ver um filme em casa, passou a ser mais um exercício de isolamento, mas exemplo de modernidade.Alugar um DVD, ter em casa uma filmoteca, ou simplesmente pedir um filme “on demand” à distância de um clique, tornou-se para muita gente mais banal do que ir a uma sala de cinema.

Principalmente para os mais jovens, entrar numa sala de cinema para assistir a um filme, é o mesmo que ficar em casa. Juntamente com o bilhete podem comprar as pipocas e a coca cola e refastelar-se numa poltrona, indiferentes a quem esteja ao lado ou na fila da frente, porque quem paga bilhete tem direito a desfrutar como lhe apetece.
Mas nem sempre foi assim…

Ir ao cinema ao sábado à tarde era tão vulgar, que até foi mote para uma canção e
salas como o S. Jorge e o Monumental em Lisboa, ou o Coliseu, Trindade e Rivoli no Porto, tinham lugares cativos para o sábado à noite e estavam constantemente esgotadas.

Os filmes ficavam em exibição meses seguidos . Vivia-se ainda uma época dourada do cinema, que começara nos anos 30 e se prolongara nas décadas seguintes, com filmes e actores que fizeram História.

A partir do final da década de 50, e principalmente na década seguinte, começaram a surgir, por todo o país, os “Cine-clubes” que exibiam filmes que muitas vezes não corriam nos circuitos comercias. Entre alguns deles existiam profundas rivalidades, mas os fins de tarde de sábado e as manhãs de domingo eram, normalmente, grandes “happenings” para os jovens ( e alguns menos jovens ) cinéfilos.

Os primórdios dos anos 70 determinaram, porém, grandes mudanças nos hábitos cinéfilos dos portugueses, até então familiarizados com uma indústria que fascinava o mundo inteiro e produzia os ídolos que todos admiravam.

É nos anos 70 que se começa a perder o hábito de ir ao cinema em família, porque a televisão começa a introduzir-se nos lares e a reter os mais velhos no sofá da sala. No entanto, a grande sala de cinema ainda resiste durante toda a década de 70 e parte dos anos 80, altura em que aparecem em força os “Clubes de Vídeo”.
A cantora brasileira Rita Lee presta talvez uma das derradeiras homenagens musicais às salas de exibição da 7ª Arte com uma canção intitulada “FLAGRA!” que começava assim:

“No escurinho de um cinema /chupando drops de anis/ longe de qualquer problema/ perto de um final feliz"…
Depois… as salas de cinema invadiram os centros comerciais, dividiram-se , concentraram vários tipos de oferta no mesmo espaço, reduziram as lotações e chegámos à época da sala de cinema pipoca, onde vale tudo.
Ir ao cinema nunca mais voltou a ser como dantes...
Pode ler mais sobre a historia do cinema aqui e aqui.

Memories

Ontem, um amigo mostrava-se indignado com as medidas tomadas por este governo, nomeadamente em relação aos pensionistas e desempregados e estupefacto por eu lhe responder que até aqui o governo ainda não me tinha surpreendido. Afinal, no dia 1 de Abril eu tinha traçado aqui o cenário

Grandes Bandas (21)


E se eu vos dissesse que já não me lembrava destes vocês acreditavam?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

À massa, à massa!





Calma! Não vou assaltar as vossas carteiras... para isso já temos o governo que é imbatível e impede qualquer tentativa de concorrência dos privados.



Venho apenas anunciar-vos que o governo vai impor uma nova dieta alimentar aos portugueses. Pelo menos foi o que deprrendi do anúncio feito pelo ministro Álvaro:



"...na última semana foi lançada uma prospeção de gás natural no Algarve e existem boas perspetivas de prospeção de gás noutras partes do país".



Presumo que para obter a propalada expansão da economia nos próximos meses, o governo decrete que a partir do dia 1 de Novembro, os portugueses só poderão comer feijão e massa. Cada portufuês passará então a ser alvo de uma inspecção periódica, a fim de determinar se o seu organismo está apto a produzir gases em quantidade suficiente para ser concessionado pelo Estado a um investidor estrangeiro.



Chegou a hora de os portugueses fazerem qualquer coisa para salvar o país. Força na massada de feijão, para ajudarmos a Pátria com os nossos... ( como é que se diz aquela palavra em vocabulário de gente civilizada e educada?)



Aviso: Estou pelo norte e vou começar já a dieta alimentar preconizada pelo governo. Não vos admireis, pois, se não me for possível passar pelas vossas casas nos próximos dias.

Lado Lunar

Maria Antonieta terá dito aos franceses que reclamavam com fome:
Não têm pão? Comam brioches!
Pedro Passos Coelho adaptou a sentença às instituições que reclamam não ter dinheiro para pagar gás e luz, depois do brutal aumento do IVA.
Confrontado com a situação, respondeu:
Não têm dinheiro para pagar a luz e o gás? Que pena! Nós compreendemos as vossas dificuldades, mas façam um esforço e sejam criativos. Nós até aumentámos o número de alunos por sala para que eles se possam aquecer com o bafo mas, se isso não for suficiente, tragam uns cobertores de casa e umas camisolinhas mais grossas.
E como fazemos nas cozinhas, senhor primeiro-ministro? Temos que servir as refeições às crianças…e para isso temos de gastar gás e electricidade.
Sirvam umas saladas que são muito saudáveis, recomendem às crianças que tragam comida de casa, ou vão comer ao Mc Donalds! O Estado não tem de estar a subsidiar os almoços das crianças, não lhe parece?




Em relação às creches e lares de idosos mandou Pedro Mota Soares agir da mesma forma: aumentar a lotação para que crianças e velhos se possam aquecer com o bafo.




Não se pode dizer que S. Pedro esteja a ajudar Coelho. Este calor outonal que nos manda não permite poupar na energia , porque é preciso ligar o ar condicionado, já que o bafo humano das instituições, aliado ao cheiro a sovaco, torna o ar irrespirável.




Escaldado com a partida de S. Pedro, em relação às Misericórdias, a receita de Coelho foi mais radical. Desde que tomou posse, não mais lhes pagou, como confidenciou Manuel Lemos ( provedor das Misericórdias) em entrevista a Marcello Rebelo de Sousa. O professor ficou tão embasbacado, que aviou a entrevista num ápice e mandou o Provedor das Misericórdias para casa, antes de poder apresentar outras queixas.




Já quanto às Fundações, Coelho optou pela originalidade. Quem não tem dinheiro, não tem vícios, por isso mandou extingui-las por decreto e à condição, durante três meses. Depois logo se vê...




Para quem tinha tudo muito bem estudado e sabia perfeitamente como cortar nas despesas, estes exemplos são elucidativos. Portugal transformou-se num laboratório de experiências de um Professor Pardal, travestido de coelho da Alice no País das Maravilhas

Uma lição de velhice



Celebrara 92 anos dois dias antes e convidou duas amigas, que não tinham podido estar na festa de aniversário, para almoçar. Apesar de ser Outono, o dia estava ameno e o céu azul emprestava ao mar aquela tonalidade própria dos dias que anunciam a chegada do Inverno.

Dirigiram-se para a Foz. Todas quiseram ir a uma pizzaria. Aí chegadas, pediram de imediato refrigerantes para matar a sede. Com o pedido, veio a lista. Perante a imensidão de variedades viram-se no embaraço da escolha. Demoraram a decidir. A empregada, ainda muito jovem, começou a impacientar-se.
“Vejam lá se decidem, que não vou estar a tarde toda a vir aqui à mesa…”
Retirou-se mais uma vez, deixando as senhoras algo embaraçadas com a admoestação. Quando voltou, a decisão estava tomada. Uma das senhoras esboçou um pedido de desculpas pelo atraso “ Não leve a mal, é que esta senhora faz 92 anos”
“92? Fogo!...”-
exclamou a jovem com os olhos esbugalhados.
A aniversariante acrescentou “ Ai, menina, não queira ser velha…”
Não quero, não. Se chegasse aos 70 dava um tiro nos miolos para não chatear ninguém”
Ignoraram o acinte. Comeram as pizzas. Pediram uns gelados e café. Eram quase quatro horas da tarde quando terminaram. Apenas um casal jovem permanecia na esplanada. As senhoras pediram a conta, que chegou prontamente. A aniversariante deixou 1€ de gorjeta e escreveu nas costas da factura:

“A nossa contribuição para a compra da pistola”.
Saíram bem dispostas, com o ar de crianças que tinham acabado de fazer uma traquinice e foram aproveitar os restos de sol caminhando à beira mar. Quando chegou a casa, a aniversariante telefonou ao filho a contar-lhe a história. Riram-se os dois “a bandeiras despregadas”.

( Recupero esta história, que já vos contara há tempos, porque a senhora completa hoje 97 anos. Já não é tão verrinosa e oportuna na rsposta, mas ainda está aí para as curvas)

A fera amansada

Depois de ter feito centenas de nomeações políticas para os gabinetes do governo, PPC vem dizer que, no futuro, o pessoal dos gabinetes será recrutado nos quadros da administração pública.

Penso que só há uma explicação para PPC ter começado a passar a mão pelo pêlo dos funcionários públicos, tentando amansá-los. Já percebeu que a panela de pressão pode mesmo rebentar e começa a ter medo das consequências.

Vá lá, confesse!

Já todo o país sabe que o OE 2012 corta nas despesas com pessoal, mas aumenta as despesas de funcionamento do Estado. Isso apenas confirma aquilo que alguns suspeitavam: para o PM as gorduras do Estado são as pessoas e não os cartões de crédito de membros do governo e dos gabinetes, utilização abusiva dos carros do Estado, despesas de representação - que mais não são do que uma forma de engordar os vencimentos do pessoal dos gabinetes- pagamento de contas de telemóveis, pagamento de "estudos" encomendados a amigos e outras mordomias diversas.

Isso não é, porém, novidade para os portugueses. O que eu gostaria que o senhor PM dissesse era quanto este governo gastou, desde Julho, em despesas de remodelação de gabinetes dos membros do governo, em veículos automóveis e combustível.

Por hoje, é só isto, mas nos próximos dias voltarei a fazer-lhe uma pergunta sobre outro tipo de despesas de funcionamento. Como não responderá, eu depois informo os leitores do CR por atacado.

Grandes Bandas (20)


Entre mortos e feridos, alguém há-de escapar... Uma fuga ao registo habitual,mas é sempre bom lembrar...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Salvem-se as castanhas

Está um frio danado, chove a cântaros, as estradas estão alagadas e por pouco não fiquei num buraco, mas pelo menos há castanhas!

De Trás-os-Montes a Bruxelas, passando por Lisboa

Estou pelo norte desde ontem, vou sabendo notícias apenas através da televisão, às horas regimentais.


Logo pela manhã, dizem-me que depois de seis horas de reunião, o Conselho de Estado pariu um comunicado lacónico. Leio-o num jornal e pergunto-me se aquele órgão está a “fazer caixinha” ou será a imagem da falta de produtividade do país. Seis horas para produzirem aquele comunicado vácuo e inócuo, onde se apela ao “diálogo construtivo”? Valha-me a santa!


Uma outra notícia lembra-me que hoje se realiza uma cimeira europeia decisiva para o futuro da Europa e do euro. Desde Julho venho ouvindo dizer que a cimeira seguinte será decisiva. Como diz o povo, “tantas vezes vai o cântaro à fonte…”


Um dia haverá uma cimeira decisiva. Ninguém sabe é quando e o que dela resultará. A desagregação europeia? O fim do euro?Se algum dia o euro deixar de ser a moeda símbolo da Europa, todos vão perceber que, num qualquer corredor de Bruxelas, Berlim, ou Paris, alguém fez uma declaração de guerra. É bom lembrar que nunca, em toda a Historia da Humanidade, uma moeda forte desapareceu sem uma guerra.


Esperemos, pois, que o anúncio não seja feito hoje. Mas se da cimeira de Bruxelas nada resultar de positivo e concreto para o futuro da União Europeia, isso pode significar que há silêncios ainda mais explícitos do que uma declaração de guerra formal.

A primavera pode esperar

Dias antes das eleições na Tunísia vi na TVI 24 , noite dentro, uma reportagem francesa sobre a vida no país, depois da revolução de Jasmim.

As pessoas mostram-se desencantadas e a maioria afirma que nada mudou desde que Ben Ali foi deposto. Para arranjar um emprego continua a ser preciso pagar a funcionários, a corrupção está florescente como dantes e as pessoas mostravam pouco interesse em ir votar.

Impressionou-me, especialmente, este alheamento da população face ao acto eleitoral, pela descrença que significa na democracia. Afinal onde, porquê e como se perdeu o capital de esperança dos tunisinos?

Sem surpresa o partido islâmico Ennahda venceu as eleições com mais de 40% dos votos , deixando a concorrência a larga distância (14%), mas sem conseguir a maioria parlamentar. O futuro da Tunísia é incerto, podendo em muito depender da evolução dos acontecimentos na vizinha Líbia, onde o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT) , Mustafá Jalil, já confirmou que a Constituição Líbia será baseada na Sharia.

Jalil recusa o rótulo de extremista, mas as imagens da morte de Kadhaffi e as cenas de violência sobre a população afecta ao coronel, que temos observado, dão-nos uma pálida ideia do significado de “moderado” para o CNT.

Se acrescentarmos as previsões da vitória da Irmandade Muçulmana nas eleições egípcias, tudo se encaminha para que a Primavera Árabe culmine numa longa noite de trevas. Isso não parece incomodar minimamente os eufóricos democratas da direita vesga, prenhes de júbilo pela vitória dos povos árabes na luta contra as ditaduras que os governaram durante várias décadas. Até Obama dizia esta madrugada, no programa de Jay Leno, que a morte de Kadhaffi serve de exemplo a outros ditadores. ( Ou, lendo nas entrelinhas, teve o que merecia…)

Não me parece que fosse este o tipo de democracia que os árabes desejavam, mas como no Ocidente estão todos muito satisfeitos, não deve haver motivo para grandes preocupações. A não ser que um dia destes acordemos com a notícia de que a Primavera Árabe, gerou vários Ahmadinejads... Então, talvez volte tudo ao princípio...

Sábado à noite, num cinema da Avenida



Já há muito tempo que não ia ao cinema ao sábado à noite, como era quase rotina noutros tempos. Recuperei a praxis e gostei.

Sala cheia, sem o ruminar de pipocas, sem telemóveis a tocar. Poucos jovens na sala, o que é sempre uma mais valia para quem gosta de ir ao cinema, pois não ouvimos diálogos em voz alta, nem levámos com os joelhos do vizinho da fila de trás nas costas, que se alapa na cadeira, como se estivesse em casa.

Fiquei com a sensação (agradável) que os jovens não gostam de ir ao cinema ao sábado à noite. Preferem ficar em casa a ver um DVD, ou jantar fora, antes de começarem a curtir a noite. Bem hajam!
Ah, é verdade… e havia um filme. De mais de três horas sem intervalo. Que horror? Qual nada! Nem dei pelo tempo passar, acreditam?
Qual era a obra prima? Quem era o realizador? - perguntará eventualmente algum leitor .Não, não era nenhum filme americano, de um realizador consagrado. Era um filme português, de João Canijo com uma das actrizes portuguesas que sigo há mais tempo e por quem tenho uma grande admiração: Rita Blanco.

"Sangue do meu Sangue" é português, mas seria um excelente filme em qualquer parte do mundo. Ao melhor estilo de um certo cinema europeu, é um filme com gente dentro. Fala da vida das pessoas. Que são reais, existem. De nós. Das nossas vidas. De gente que vive em muralhas de betão sem privacidade alguma, partilha e sublima a desgraça, os ódios, as venturas e os afectos. Como todos nós, mas numa nanosociedade, onde tudo acontece, evolui e desenvolve, em escassos metros quadrados que não são pertença de ninguém, porque todos os usam em comunhão. Todos? Talvez não seja bem assim…mas o melhor é irem ver para confirmar.

Não tenho jeito para fazer críticas de cinema, mas ficaria mal comigo se não vos falasse deste filme. Não para vos aconselhar a ir ver… é mesmo para vos obrigar a vê-lo! Dos melhores filmes que vi este ano, garanto-vos.

Vi-o num sábado à noite, numa sala cheia, com assitênia civilizada e ao sair lembrei-me de outros tempos em que se ia ao cinema ao sábado à noite mas não para ver um filme português , porque…parecia mal . A mim, fez-me muito bem, acreditem!

Cada dia sua verdade

De uma coisa não se pode acusar Pedro Passos Coelho: falta de imaginação ( falta de vergonha, ética e escrúpulos já todos sabemos que tem). Cada dia inventa uma desculpa para justificar o OE de ruína com que alegremente empobrece os portugueses. Ontem, dia de Conselho de Estado, saiu mais esta pérola.

É tão fácil dizer que para sairmos da crise temos de empobrecer, quando se vive à custa de uma populaçâo inteira! Sabe uma coisa? Chulo também diz que vida de puta é fácil, porque nunca experimentou. Que tal o senhor experimentar viver como um cidadão português médio, para ver o que custa sobreviver com 700€ mensais e dar de comer a 4 bocas?

Quem avisa ( nem sempre) amigo é...

Receber 12 meses e pagar 14 de IRS já não é esbulho, nem roubo, é um caso de polícia. Em nome do interesse nacional, aquele tribunal que deveria ser garante da defesa da Constituição, obviamente irá fechar os olhos e legalizar a violação constitucional, enquanto Cavaco agirá como Pilatos e dirá, daqui a uns tempos " eu tinha avisado"...
Só não percebo a razão de o DN ter trazido a notícia em manchete de primeira página e não a dosponibilizar on line...

Grandes Bandas (19)


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Kadhaffi "à la carte"

Assisto com repulsa e indignação às imagens da morte bárbara de Kadhaffi, o homem que começou por ser ditador, depois foi-nos apresentado como democrata e escolhido pelos países ocidentais para presidir à Comissão de Direitos Humanos da ONU e finalmente voltou a ser ditador. Claro que há uma sequência lógica nesta mudança de opinião dos países ocidentais e explicação para que muitos se encham de júbilo perante a morte do líder líbio.

Na sua última homilia dominical, Marcelo Rebelo de Sousa sintetizou-a numa frase: " Kadhaffi não podia ir a julgamento. Tinha de ser morto, porque sabia demais".

Nós também sabemos. Por exemplo, que financiou as campanhas eleitorais de alguns líderes da direita europeia que hoje estão no poder. Por isso Sarkozy foi tão entusiasta na defesa da intervenção da NATO na Líbia. Kadhaffi morreu às mãos dos líbios? Mentira! Morreu às ordens de líderes que ele ajudou a chegar ao poder e por isso se sente perpassar um suspiro de alívio, por quem tem as mãos manchadas de sangue.

Não se perdeu nada com a morte de Kadhaffi, mas seria evitável uma morte tão bárbara. Só que a Europa, inspirada em Bush, regressou há tempos, à época da barbárie.

Quando o ódio comanda a vida...

Em apenas três meses, Pedro Passos Coelho rasgou todas as promessas eleitorais ( com a excepção de manter a taxa de IVA do leite achocolatado), revelando-se mentiroso compulsivo e pessoa de má-fé, como o video que aqui linkei há dias demonstra.No entanto, há coisas que me preocupam mais no carácter do nosso PM, do que o facto de ser aldrabão e pessoa de má-fé.É que Pedro Passos Coelho move toda a sua actuação pelo ódio.
Eu percebo que a partida que o destino lhe pregou numa curva da vida o tenha deixado revoltado, mas isso não justifica que governe dominado por ódios de estimação e que na tentativa de se libertar de complexos de culpa, dê cabo da vida aos portugueses que não se movam no seu círculo de influência.

Na verdade, apesar daquele azar, até foi bafejado pela sorte. Encontrou em Ângelo Correia um padrinho protector que o catapultou para a ribalta quando, na verdade, pouco ou nada tinha feito por isso.

PPC odeia os que conseguiram encetar uma nova vida graças ao programa “Novas Oportunidades”, mas esquece que foi graças a uma Nova Oportunidade patrocinada pelo padrinho, que tirou um curso tardio numa universidade de circunstância. Andou por lá, mas não aprendeu nada. Apenas passou a ser chamado de doutor;

Odeia os funcionários públicos que acusa de trabalharem pouco e terem salários acima da média, mas esquece que cresceu à sombra da JSD, onde apenas desenvolveu trabalho político;

Olha para os funcionários públicos como privilegiados, mas esquece que também ele teve o privilégio dos favores de um padrinho que lhe confiou umas empresas de lixos para administrar; Odeia o Estado Social e vê em cada cidadão um parasita que prefere viver à conta do Estado, em vez de trabalhar, mas se olhasse para dentro de si, devia dar graças a esse mesmo Estado Social;

PPC não explica onde está o buraco no orçamento;

Não diz em que estudo se baseia para afirmar que um funcionário público recebe em média 10 a 15% mais, do que um trabalhador do sector privado;

Não tem em consideração, nos vencimentos do sector privado, os automóveis, os cartões de crédito, os telemóveis, por vezes férias pagas pela entidade patronal, e outras mordomias que engordam os salários, fugindo aos impostos;

Corta nas pensões dos reformados ( aparentemente com o mesmo fundamento) mas não mexe uma palha para estabelecer o plafonamento máximo das reformas, permitindo que permaneçam intocáveis reformas escabrosas como as de MFL, Mira Amaral, ou do próprio Cavaco;

Rouba os subsídios de Natal e férias a mais de um milhão de portugueses, mas engorda os bolsos do pessoal contratado para os gabinetes, com ordenados chorudos, quando na maioria dos casos poderia recrutá-los dentro da Administração Pública ( Há um membro do governo que só tem funcionários públicos no seu gabinete, mas dele falarei noutra oportunidade).

PPC não explica nem esclarece nada, porque as suas decisões e argumentos assentam em ódios pessoais e classistas e o ódio não se explica.

Há dias Jerónimo de Sousa dizia-lhe:

“ O senhor sabe lá o que é a vida!”

Compungido, o PM respondia:

“ Sei muito bem o que é a vida…”

Quase aposto que sei qual foi a imagem que passou pela cabeça de PPC quando respondeu a Jerónimo de Sousa mas, senhor PM, não pode ficar ressabiado toda a vida com a partida que a vida lhe pregou. Limpe a cabeça e siga em frente. Lembre-se, pelo menos, que com esse seu comportamento está a destruir a nossa economia e a condenar o país à pobreza durante décadas.

E se acredita que essas medidas o poderão ajudar a seguir as pisadas de Durão Barroso, desiluda-se. Quando tudo isto acabar, a Europa não terá lugar para si. Nunca ouviu dizer que Roma não paga a traidores?

Lenços

Há dias, no Prós e Contras, alguém dizia que as pessoas se dividem entre as que choram e as que vendem lenços.
A audiência riu-se muito, talvez por não se ter lembrado que, se não houvesse gente a chorar, os fabricantes de lenços não tinham a quem os vender...

Governo cria passe social Plus Extra

Depois de ter aprovado o passe social Plus, para as pessoas com rendimentos mais baixos, o governo lançou um novo passe para um segmento da população com rendimentos mensais acima de 3 mil € :o Passe Social Plus Extra.

Destinado a assessores, especialistas e outros pessoal a exercer funções em gabinetes ministeriais, o passe social Plus Extra é gratuito e dá direito a viajar à borla em automóveis topo de gama, conduzidos por motoristas.

Os beneficiários podem ainda requerer o passe social Plus Extra Gold, extensível aos familiares. Confere direito a levar os filhos à escola e actividades extra-curriculares e o cônjuge ao emprego, ao médico ou às compras ao supermercado.

O governo ainda não divulgou quanto pensa gastar com esta medida social, mas um assessor do ministro Relvas salientou " o impacto desta medida pautada pela ética social, na redução da taxa de desemprego dos motoristas".

Um especialista do gabinete referiu ainda que "a medida permitirá manter em actividade a vasta frota de veículos do Estado que, não sendo tomadas medidas exemplares como a agora anunciada, aumentariam o desemprego e condenariam milhares de veículos a uma morte lenta, o que demonstra como este governo é diferente do de Sócrates que deixava os veículos ao abandono nos parques de estacionamento dos ministérios, durante os fins de semana".










Os descamisados





A D. Laura terá falhado estrondosamente o pedido que aqui lhe fiz há dias. Não só não terá conseguido colocar a ética social do marido no sítio certo, como provocou um alastramento desta deformação genética a outros membros do governo.

É o caso, por exemplo, de Miguel Macedo, que escolho como símbolo dos descamisados, a sofrerem a enorme privação de perderem o subsídio de residência, ou uma percentagem da pensão vitalícia pelo desempenho de cargos políticos.
Natural de Braga, mas a residir em Algés, em casa própria, o ministro da administração interna recebe o subsídio de 1400 euros atribuído aos "deslocados". Entra, pois, para a galeria dos membros do governo que tem a ética social entre os glúteos.
Ele diz que é legal. Todos sabemos que uma imoralidade ou iniquidade, desde que protegida por um diploma legislativo, passa automaticamente a ser legal. Isso não invalida que esteja ferida de falta de ética.
Ao receber subsídio, Miguel Macedo pode ser catalogado, no mínimo, como corrupto moral. Simplesmente porque aproveitar-se da lei para benefício próprio, é moralmente condenável. Vá dar lições de ética para a sua rua, mas não venha dizer aos portugueses que é uma pessoa séria e honesta. Porque é simplesmente um oportunista, a quem os portugueses estão a pagar uma casa em Lisboa.

Atrasado, muito atrasado, veio dizer que prescindia do subsídio por vontade própria. Não tirou a ética social de entre os glúteos, apenas proferiu uma oração: " senhores, tende piedade de nós, que somos justos". Um coro de descamisados respondeu Amen.

Bardamerda!

Grandes Bandas (18)


Desculpem-me este momento revivalista...mas foi esta canção que escolhi para agradecer a todos os amigos que ontem me felicitaram pelo meu aniversário aqui no CR, no Facebook ou dedicando-me posts nos seus blogs. Vocês são os melhores leitores do mundo. Obrigado!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Geração K

O casal Kirchner celebrando a primeira eleição de Cristina


Numa época em que as jovens gerações europeias e norte-americana olham para o futuro sem esperança, é reconfortante saber que num longínquo país sul-americano há uma geração cheia de esperança no futuro, conhecida por Geração K.
Não, não é a geração que escreve Kuando, Kero ou Kompanheiro. É uma geração argentina, pós Corralito, grata a Gustavo e Cristina Kirchner por lhes ter devolvido a esperança num futuro melhor.
Em 2001, quando a Argentina mergulhou numa gravíssima crise económica e financeira, em resultado das políticas do ministro das finanças Caballo e da falta de escrúpulos do presidente Menem, os governos argentinos sucederam-se a uma velocidade vertiginosa. Chegou a haver dias marcados pela tomada de posse de três governos.
A Argentina estava a ferro e fogo, Buenos Aires parecia uma cidade a viver um período pós-guerra, os assaltos de populações famintas a supermercados eram uma constante, os ataques das populações aos bancos foram marcados, não raras vezes, por cenas de enorme violência, o lixo amontoava-se nas ruas que se assemelhavam a campos de batalha. Assisti a boa parte destes acontecimentos e, quando no aeroporto de Ezeiza apanhei o avião para regressar a Portugal, não pude conter as lágrimas, porque pensei que a "minha" Argentina ia mergulhar no caos e os militares se voltariam a aproveitar da situação, para impor uma nova ditadura
O período de turbulência civil conheceu uma acalmia quando o então desconhecido Nestor Kirchner assumiu a liderança do governo, enfrentou o FMI, os Estados Unidos e as oligarquias internas que ainda suspiravam pela ditadura.
Os agentes da ditadura ( entre os quais se encontravam muitos membros do clero) responsáveis por milhares de mortos e desaparecidos, começaram a ser julgados e condenados e, num gesto simbólico mas que os argentinos interpretaram como um sinal de mudança, retirou o quadro do ditador Videla da Casa Rosada ( sede do governo).
Nestor Kirchner devolveu aos argentinos a credibilidade na política, que eles tinham perdido com Caballo, Menem e os políticos "democratas" que se seguiram à ditadura, mas nunca tiveram coragem de afrontar os militares , nem o poder económico e financeiro que continuou a dominar o país.
A população foi sujeita a enormes sacrifícios mas, volvida uma década, tem esperança no futuro. Quando Nestor Kirchner morreu, a Argentina tinha começado a recuperar o seu estado social e, apesar de os destinos do país já estarem entregues à sua mulher Cristina, o país chorou a morte de Nestor Kirchner como se ele ainda fosse o seu presidente.
Enquanto a imprensa europeia e norte-americana enchia páginas de jornais a desacreditar as capacidades de Cristina Kirchner, ela ia conquistando o coração dos argentinos. Criando emprego, melhorando o estado social, promovendo a inclusão, preocupando-se com os mais desfavorecidos e, seguindo as pisadas do marido, enfrentando os mais poderosos.
Dir-se-á que a família Kirchner, já política e financeiramente poderosa quando chegou ao poder, tem hoje um peso demasiado forte em todo o aparelho do Estado. Será… mas quantas famílias políticas dominam o poder em Portugal há três décadas e a única coisa que fizeram, foi desbaratar o país?
Acredito que quando os argentinos sentirem que o poder dos Kirchner se pode estar a tornar perigoso, não vão ficar à espera do desmoronar das esperanças. A memória da ditadura ainda está bem presente naquele povo e o governo é o primeiro a dar o exemplo, para que a memória de uma época tão dramática e sangrenta da história azul-celeste seja transmitida aos mais jovens.
Estes são os factos. Determinantes para que Cristina Kirchner, acossada pela direita conservadora, obrigada a enfrentar gravíssimos problemas que lhe foram colocados durante o seu mandato pelos interesses económicos e financeiros que resistem à capitulação, tenha sido ontem reeleita Presidente da Argentina, com larga maioria. A vantagem mais dilatada ( 54%) obtida por um candidato, desde o ano de 1983, que marcou o fim da ditadura e o regresso à democracia. Em segundo lugar ficou o candidato da Frente Progressista Hermes Binner, com menos de 17 por cento.
A Geração K , esperançada no futuro do país, avalizou , sem tibiezas, a política de Cristina Kirchner, num acto eleitoral muito participado, onde a abstenção rondou os 24 por cento.
Que bom seria se por cá os jovens pudessem depositar a mesma esperança no futuro e eu pudesse escrever com o mesmo entusiasmo, sobre os governantes que conduzem os nossos destinos. Sonhar não custa...

Blowing in the wind

Ali estou, parado, cigarrilha bailando entre os dedos, um livro de contos de Tchekov esquecido sobre a mesa, pensamentos voando à rédea solta nas asas do vento.

As nuvens correm aceleradas, como querendo fugir do sobrevoo de um país que já foi rico, orgulhoso da sua História, dos seus heróis, navegadores, cientistas e escritores, mas começou a delapidar séculos de história às mãos de um jovem inconsciente, supostamente apreciador de mancebos, que pretendeu mostrar a sua virilidade combatendo mouros em Alcácer- Quibir.

Enviada por Neptuno, uma folha de jornal dá-me conta de outra derrota: a da dignidade de um país, perdida entre os corredores de Bruxelas e os escritórios de Wall Street.Estico o pé, amordaço a folha na sola do sapato e leio “ Portugal pode chegar a uma crise no sistema democrático”.O aviso é da Associação Sindical de Juízes. Não aqueles que consideram legais os cortes de vencimentos, a subtracção dos subsídios de Natal e de férias, o aumento de meia hora de trabalho, mas sim dos que não conseguem meter na cadeia um político corrupto, ou um banqueiro desonesto,porque demoram décadas a decidir um processo, impotentes para ultrapassar as manobras dilatórias. Daqueles que são lestos a condenar os pobres que não têm dinheiro para pagar a advogados que façam enrolar o processo em recursos e outras artimanhas processuais.

Ao lado, outra notícia anuncia que um ministro renunciou ao subsídio a que legalmente tinha direito, mas a que devia ter renunciado por princípios éticos e morais, tendo em conta a situação do país e não porque a opinião pública o condenou no tribunal da civilidade.

Olhos cravados no chão, pergunto se valeu a pena ter pautado a minha vida por princípios éticos na minha relação com o Estado.

Se valeu a pena ter sempre pago os meus impostos pontualmente, mesmo quando vivia no estrangeiro e sabia que nunca seria reembolsado das verbas que estava a descontar.

Pergunto-me se valeu a pena ter sempre reclamado facturas, para evitar que comerciantes e prestadores de serviços fugissem ao IVA.

Questiono-me se deveria ter aceite propostas para receber honorários pelos meus trabalhos sem passar recibos verdes, eximindo-me assim a pagar IRS.

Sempre cumpri com os meus deveres, mas não posso dizer o mesmo do Estado em relação a mim. Essa entidade abstracta que devia ser pessoa de bem avisou-me tarde e a más horas, depois de eu ter entregue o meu trabalho, que só poderia pagar-me se aceitasse uma redução de 20 por cento nos honorários que acordara comigo em Janeiro.

Essa entidade toda poderosa, que negoceia esgrimindo o seu poder, faz tábua rasa da outra parte e remete-a para os tribunais quando não cumpre com a palavra dada.

Olho para o relógio. Está na hora de regressar a casa, porque dentro de alguns minutos um profissional vai lá reparar uns estragos efectuados ontem pelo vento em fúria.Pago a conta. O empregado pergunta-me se quero factura. Desta vez não esbugalho os olhos e respondo agressivamente “claro que quero factura!” . Respondo “Não, não vale a pena...”

No caminho de regresso a casa, enquanto penso num país que convida os seus cérebros a emigrar, condena a classe média à míngua, mas concede aos seus governantes e à classe financeiramente poderosa, a manutenção de privilégios e mordomias, pressinto que me transformei.

Quando o profissional me disser “ é X com IVA, ou Y sem factura”, responderei:“ Sem factura. Poupo no bolso e poupo o ambiente”.

Tornei-me um mau cidadão. Mas tinha alternativa?

Gracias a la vida

Nunca partilhei deliberadamente com os meus leitores a data do meu aniversário, embora todos os anos seja surpreendido por alguns que aqui a lembram. Este ano, por causa de um maluquinho que previu o fim do mundo para o último sábado, dei por mim a escrever um post em que anunciava a efeméride ao mundo blogosférico…com três dias de antecedência!
Nunca gostei de festejar o meu aniversário com bolos e velas, amigos a cantarem o “Parabéns a você”, porque esse momento me deixa constrangido e a interrogar-me:
“ Parabéns, porquê? Que fiz eu na vida para merecer que me cantem os parabéns? Tive algum poder de decisão na escolha de vir ao mundo? Fiz alguma coisa pelo mundo que mereça ser celebrado?"
Se alguma influência tive na forma como construí a minha vida, foi quando abandonei a casa dos meus pais e passei viver a minha vida por conta e risco.
Rumei a Lisboa, com 17 anos - para frequentar um curso de Direito que nunca me empolgou - sabendo que seria um porto de escala para o mundo que decidi abraçar com ambas as mãos, percorrendo-o em lugares expostos e recônditos, sentindo o pulsar de outras vidas mais desfavorecidas que a minha e a daquelas que nunca almejei alcançar, porque há padrões de vida que não me despertam qualquer interesse.

Não sei se a minha vida é boa ou má. Talvez já tenha vivido outras mas, como não me lembro, vivo esta como se fosse a primeira- a única- sem fazer comparações.Sei que não gostaria de viver certas vidas. Daquelas muito organizadinhas, com empregos das 9 às 5, regresso a casa com passagem obrigatória pela escola para ir buscar os filhos que alguém deixou lá pela manhã, fazer o jantar, tratar dos filhos, pô-los a dormir e depois de uns minutos diante do televisor ir para a cama à espera do dia seguinte. Jantar uma vez por semana em casa dos pais ou dos sogros, almoçar fora no domingo, ou jantar no sábado,Natais alternados em casa dos pais ou dos sogros, férias em Agosto, porque as aulas dos filhos, a profissão, ou outra merda qualquer, a isso obrigam. Nem sei se vidas destas são realmente vidas, ou programas de computador delineados com algum cinismo por alguém que decidiu divertir-se. Mas isso é argumento para outra história…
Também não gostaria de ter vida de político. Alternando entre concessões a amigos e oposições e consensos com os lobbies que têm mais poder do que os governos. Em deslocações constantes de carro ou avião, mas sem tempo para saborear os prazeres dos locais por onde se deslocam. Com a sensação, permanente, de que estaria a gastar dinheiro dos impostos dos contribuintes que, com o esforço do seu trabalho, me pagam o salário e as extravagâncias. Está bem, eu sei que o Berlusconni vai às putas com dinheiro dos contribuintes e não se chateia nada com isso, mas comigo não dava…
Também não gostava de ser vedeta. Nem do desporto, nem do espectáculo. Passar a vida a ser assediado por fanáticos a pedirem-me autógrafos, perseguido por “paparazzis” ansiosos por me apanharem a “curtir” com uma fulana numa piscina ou numa praia, fazer anúncios idiotas a produtos que nem consumo, frequentar festas do “jet set” e deixar-me fotografar com um sorriso nos lábios, quando a minha vontade é correr tudo à lambada, não faz o meu género.
Sou demasiado preguiçoso para ser vedeta. Gosto da minha privacidade e do convívio, em paz, com gente que valha a pena. Detesto sorrisos de celofane, beijar mamas de silicone, conversar com idiotas, aturar gente burra que gasta a vida nos convívios do croquete, a beber whiskey marado. Vedeta, para mim, também não dá!
Não sei se a minha vida é boa ou má. É a que tenho e não faço comparações com as vidas dos outros. Sei que sempre fiz escolhas de trabalho, com base no prazer. Trabalhar não pode ser uma angústia permanente, um sacrifício que arrastamos, como se estivéssemos agrilhoados a cumprir uma penitência. Tive sorte. Perdi algumas oportunidades, mas ganhei experiências de vida que não trocaria por ordenados milionários. Creio ter razões para considerar que, apesar de todas as agruras com que a vida me presenteou, tenho sido uma pessoa feliz.
Enquanto as minhas células não destrambelharem, os neurónios funcionarem sem percalços, os órgãos não se queixarem que os ando a tratar mal, as pernas me permitirem dar caminhadas à beira mar e os olhos me permitirem ver as belezas do mundo, continuo a achar que tenho uma boa vida.
Continuo a viver na angústia de saber que a democracia que nos vendem é uma mera contrafacção, fabricada pela direita dura que hoje está no poder em Portugal, disfarçada de coelho manso.
Continuo sufocado com a ideia de a Europa ser governada por disléxicos egoístas, dominados pelo valor do dinheiro, que não hesitam em roubar aos pobres para dar aos ricos.
Chego a esta idade, com a sensação de que pertenço a uma geração que perdeu a oportunidade de ser feliz, porque deu mais valor aos bens materiais, do que às pessoas. Porque acreditou que o povo pretendia a democracia, e não apenas ser igual aos ricos. O povo é ingrato, ignaro e insaciável na sua ânsia de se realizar no acesso aos bens materiais que a sociedade de consumo lhes proporciona.
Cheguei à curva descendente da vida sem me arrepender de ter abdicado de construir um lar, ter uma família, filhos, porque esse desejo ficou definitivamente enterrado no dia em que uns crápulas filhos da puta da ditadura militar argentina, me roubaram o direito a ser feliz.
Não sei se foi egoísmo ou inconsciência. Sei apenas que, talvez por isso não saber, continuo a cantar com Violeta Parra e a ter a certeza que estou disposto a dar a minha vida em defesa daqueles que sofrem na pele, as agruras provocadas por uns déspotas que lhes roubam o direito a ser felizes.
Durante a minha vida assisti à desvalorização a palavra amizade, vi muita pobreza, miséria,fome e injustiças, mas também aprendi, ao longo destas décadas, que o povo não merece que alguém se sacrifique por ele. O povo vota à direita. É ignaro, ingrato e egoísta.
A minha luta é ao lado ds que sofrem, dos injustiçados e dos que lutam por uma vida digna. Talvez também por isso, logo à noite, quando estiver a assinalar o meu aniversário, não ouvirei cantar os parabéns, nem terei velas para apagar. Sei, que a exemplo de outros anos, irão cantar comigo esta canção.
Depois, antes de me deitar, farei mais um risco no livro da minha vida e pensarei como Galileu, até adormecer…

Quantos anos tens?- perguntaram um dia a Galileu

- Oito ou dez, respondeu.
Perante o olhar atónito do seu interlocutor, esclareceu:
Tenho os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.

Grandes Bandas (17)


Habituemo-nos então ao silêncio, porque dizem que é de ouro e em tempos de crise...

domingo, 23 de outubro de 2011

Diz-me onde trabalhas...

Sejamos claros. Se os tugas fossem pessoas atentas, teriam lido o curriculum de Passos Coelho e não votariam nele. Afinal ele trabalhou(???) numa empresa com o sugestivo nome de FOMINVEST... Logo, para ser coerente, a sua principal preocupação só poderia ser investir na fome dos portugueses.

Grande lata!

Rouba os funcionários públicos e depois vem pedir batatinhas! É mais ou menos como pedir a um sem abrigo para partilhar a sua ração diária... O Estado assistencialista está de regresso no seu esplendor.
Para sua informação, senhor ministro da Vespa, digo-lhe que conheço dezenas de funcionários públicos que já fazem voluntariado. O seu discurso da treta salazarenta não aquece nem arrefece, apenas nos ajuda a perceber que é mais um hipócrita a comer à mesa do orçamento.

A importância de (não) se chamar Vítor

Olá Pintinho!
Desculpa este tratamento familiar, mas apesar de eu ser bastante mais novo, já nos conhecemos há 30 anos, pelo que me sinto nesse direito.
Permito-me escrever esta carta aberta, porque ando preocupado contigo. Ainda pensei em convidar-te para uma conversa a dois no “Calor da Noite”, mas aquela casa não te dá sossego e ainda saías de lá com mais uma brasileira com idade para ser tua neta e eu depois ia ter problemas de consciência. Embora pense que esta brasileira com quem andas, dá azar, o melhor é ficares com ela e não te meteres em mais aventuras.
Posto isto vamos ao que interessa.
Que é que te passou pela cabeça, para entregar o comando da equipa ao Vítor Pereira?
Eu sei que o Villas Boas te deixou com a scalças na mão, mas cometeste dois erros de uma assentada.
Em primeiro lugar, nunca devias ter contratado um treinador com o nome de Vítor. Não te chegava já o Fantasminha Gaspar?
Com a tua provecta idade, pensava que já soubesses que os Vítores são como os pimentos padrón. “unos pican, otros no”. Ora, como bem sabes, desde que os pimentos padrón passaram a ser produzidos em estufas, é mais difícil encontrar um picante, do que uma agulha num palheiro.
Com os Vítores é a mesma coisa. Para além do Fantasminha, o que não fatam pr aí é Vítores de contrafacção. O único que se recomenda chama-se Fernandes e é um prezado leitor deste Rochedo.
Mas, não satisfeito com este erro, ainda cometeste um segundo: foste buscar um Vítor Pereira! Ora o outro Vítor (Pereira) que eu conheço é presidente do conselho de arbitragem e não é pessoa que se recomende, porque é verde por fora e vermelho por dentro, o que o torna mais parecido com uma melancia, fruto responsável por muitas dores de barriga e outras indisposições gástricas que têm afectado a nossa credibilidade.
Eu creio que já percebeste que o prazo de validade do nosso treinador Vítor Pereira já expirou há mais de um mês. Ora uma Pereira apodrecida exerce um efeito de contágio devastador. Isso já se nota na nossa gloriosa equipa, que sendo ainda mais forte do que a do ano passado, anda a arrastar-se penosamente pelo campo. Por isso só te pergunto uma coisa. De que estás à espera para correr com o Pereira?
Ainda acreditas que aquele enfezadinho com cara de padecimento intestinal se arrebita? Eu não! Nem que lhe cedas um daqueles Viagra que utilizas para mostrar à tua namorada neta brasileira que ainda és muito macho, o homem se endireita.
Vá lá, Pintinho, corre com o Vítor Pereira e põe outro treinador a tratar da equipa. Mas, por favor, não a regues com um (Leonardo) Jardim, nem vás atrás de um Pedro(Emanuel). Bom era teres Paciência, mas com isso não podes contar, por isso tens de arranjar outra solução para nos dares alegrias aos Domingos. Sugestões? Sei lá! Tu é que estás metido num colete de forças, agora desenrasca-te.
De qualquer modo, Pintinho, quero que saibas que te estou eternamente grato, por teres dado aos adeptos do FC do Porto tantas alegrias. Habituaste-nos mal e agora a gente estranha, por isso, espero que em vez de gastares as energias proporcionadas pelo Viagra com a tua brasileirinha, as despendas na contratação de um treinador que nos devolva a alegria.
Saudações portistas

Adenda para as leitoras brasileiras: Este Pinto de que falo é presidente do clube do meu coração:o FC do Porto. Apesar de já ter ultrapassado há muito os 70 anos, cada vez arranja namoradas mais novas. Nos últimos anos já teve pelo menos duas namoradas brasileiras com 20 e poucos anos, o que não lhe deve fazer nada bem à saúde...

Os bovinos

O insuspeito Nicolau Santos pergunta:Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto?
Eu penso que sim, mas o melhor é mesmo lerem o artigo aqui e tirarem as conclusões

Então porque não se demitiu?

Até admito que o senhor tenha sido coagido, mas não resisto a pergintar: Então porque não se demitiu logo?

Bate, bate coração (30)

Hoje deixo-vos uma canção magnífica, uma voz excelente e um filme excepcional. Lembram-se?

sábado, 22 de outubro de 2011

Noites de cinema

Esta noite deixo-vos com um filme sobre Portugal. As paisagens são lindíssimas, a imagem é boa, mas é uma pena não sabermos escolher os governantes.

Blogue da semana

Como sabem gosto de ar livre. Passar a vida encerrado num gabinete, foi uma ideia que sempre me sufocou. Escrevo a maioria dos meus posts na varanda do meu Rochedo. No entanto,ainda o CR dava os primeiros passos na blogosfera, apareceu por aqui um leitor que me convenceu rapidamente que há gabinetes onde apetece estar. É no gabinete do Paulo, que escolhi como blogue da semana, onde me habituei a passar (quase) diariamente para dois dedos de conversa. Ele também gosta de ar livre e, com frequência, leva-nos com ele a passear na sua bicicleta. Vão lá bater à porta e desfrutem.

Decreto do Governo proibe fim do mundo

Devo um pedido de desculpas aos leitores.Ontem anunciei o meu último post, por razões óbvias... Não sabia, porém, que o governo tinha mandado publicar este decreto em Diário da República:


"O FIM DO MUNDO foi proibido pelo Governo, porque o país não tem capacidade financeira para receber um evento dessa dimensão. Os portugueses continuarão a viver no Inferno até sabe lá Deus quando. Os funcionários públicos serão condenados a trabalhar nas galés até conseguirem o direito à reforma, que lhe começará a ser paga no terceiro dia após a sua morte, no caso de conseguirem ressuscitar. Nesse caso, porém, este decreto estipula que o direito à reforma caduca ao fim de sete dias, data a partir da qual o funcionário público deve regressar às galés.

Os membros do governo, deputados, pessoal recrutado para os gabinetes, funcionários das autarquias escolhidas pelo governo e outras situações especiais decididas semanalmente em conselho de ministros, não são abrangidos por este Decreto, que entra imediatamente em vigor".

Ass: Pedro Passos Coelho aka ( preencha o espaço em branco)

Humor fim de semana

Um velho tinha um belo lago na sua herdade mas raramente lá ia.Um dia, decidiu ir ver se estava tudo em ordem.Pegou num balde para trazer fruta das árvores do pomar. Ao aproximar-se do lago, ouviu vozes femininas, animadas, divertidas...Era um grupo de mulheres jovens a tomar banho no lago, completamente nuas.

Quando viram o velhote fugiram todas para a parte mais funda do lago, deixando só a cabeça de fora.
Uma gritou:
- Não saímos enquanto não se for embora!
O velho respondeu:
- Calma, eu não venho para as espreitar! Mostrando o balde, acrescentou:
- Vim só dar de comer ao crocodilo...

Força, Brasil!

A minha amiga Marilena Lazzarinni não brinca em serviço!
Já agora, dá também uma ajuda para desvendar isto, tá?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O último post: adeus!

Amigos leitores do CR, este é o meu último post. Foi um prazer conviver convosco ao longo destes quatro anos e lamento não poder continuar na vossa companhia, mas este senhor anunciou o fim do mundo para amanhã e tenho dúvidas que no Inferno haja computadores. Encontrar-me-ei com os maus na casa do Satanás, mas espero que Pedro Passos Coelho lá não esteja. No fundo, do que tenho mais pena é não poder comemorar o meu aniversário na próxima segunda-feira... Adeus!

Tal como o algodão...

...a cara também não engana. E o discurso ainda menos...

O país em BD

Começa hoje o Festival de BD da Amadora. O CR presta aqui a sua homenagem.



Era uma vez um pais, chamado Tugalândia,no extremo mais ocidental da Europa, habitado por cigarras e formigas. Viveram felizes durante muitos anos, porque as cigarras eram inconscientes e gastavam à tripa forra e as formigas, diligentes, embora olhassem para as cigarras com desconfiança, continuavam a armazenar os alimentos e nunca se preocuparam em avisá-las de que a sua vida faustosa um dia teria de acabar, porque os celeiros onde se abasteciam, um dia se haveriam de esgotar.



Quando um celeiro dirigido pela cigarra Costa deixou de fornecer alimentos, o governo desse país há 30 anos formado por baratas tontas, ratazanas e alguns parasitas, teve pena das cigarras. Obrigou as formigas a trabalhar ainda mais, mas não pediu às cigarras que fossem mais contidas. As coisas começaram então a correr mal. As formigas começaram a protestar e as cigarras juntaram-se ao coro, acusando o governo de ser incompetente e lhes querer tirar os alimentos diligentemente arrecadados pelas formigas.



Foi então que apareceu um coelho, branquinho e bem parecido, que disse ter acabado de chegar do País das Maravilhas, cujos habitantes eram muito felizes, porque uma menina chamada Alice tinha descoberto a poção mágica da Felicidade, de que ele conseguira arranjar a receita, durante uma noite de galanteios. Cigarras e formigas dançaram então em conjunto e decidiram que era altura de acabar definitivamente com os governos das baratas tontas, ratazanas e parasitas e confiá-lo ao simpático coelho.



Antes, porém, perguntaram ao coelho qual era a receita que ele tinha para as tornar eternamente felizes. O láparo tirou a cartola, respirou fundo e contou uma história de encantar que ouvira da boca de um tal Gulliver, numa Casa de Chocolate gerida pela Bruxa Má.



Algumas cigarras e formigas duvidaram da receita- viram logo que aquilo era prosápia de coelho bem falante- mas, reunidas em plenário, decidiram aceitar a proposta.



O coelho começou por avisar que para cumprir a tarefa tinha de chamar mais coelhos para o ajudar. Cigarras e formigas concordaram. O coelho chamou o Bicho Papão que estava a cuidar do jardim e ordenou-lhe que reunisse de imediato os coelhos amigos que andavam a servir de seus mensageiros, espalhando notícias falsas por toda a Tugalândia.



Pouco tempo depois de ter sido investido no poder, com pompa e circunstância, o coelho começou a pensar como é que havia de justificar as patranhas que pregara a cigarras e formigas .



Chamou as formigas à parte e mandou-as construir vários buracos, mas ordenou-lhes que nada dissessem às cigarras. Cumprida a tarefa, pelas diligentes formigas, o coelho chamou as cigarras e acusou as formigas de terem andado a escavar buracos, sem a sua autorização. Disse-lhes que tinha muita pena, mas a única maneira de tapar os buracos era fechar os celeiros do país, gamar-lhes o 13º mês, o subsídio de férias, aumentar os transportes, os impostos, os bens alimentares, cortar nos benefícios sociais, subir o IVA, o gás e a electricidade. Avisou-as desde logo que desconfiava que havia ainda mais buracos, pelo que o pior ainda estava para vir.



Quando perceberam que tinham sido enganadas e que afinal quem as estava a governar era a trupe de Ali Babá e os 40 Ladrões , disfarçados de coelhos, cigarras e formigas começaram a protestar, mas nada havia a fazer, porque tinham assinado um pacto com o coelho bem falante, que lhe dá direito a governar Tugalândia durante quatro anos. Enquanto Ali Babá e os 40 Ladrões esvaziam os celeiros e escravizam cigarras e formigas, um grupo de papa -formigas, reuniu-se na capital do país e decidiu enviar uma embaixada a Patópolis para falar com Patacôncio. O objectivo é pedir-lhe que convença os Irmãos Metralha a assaltarem o cofre da Maga Patalogika, que vive na Além-Mama, onde explora todos os povos da Eurolândia.


De acordo com notícias veiculadas por Tintin, enviado especial do CR a Patópolis, os Irmãos Metralha impõem uma condição: João Bafo de Onça deverá fazer parte da missão e o Tio Patinhas ser convidado para governar a Bruxalândia, capital da Eurolândia. Esta decisão causou estranheza à embaixada, mas um dos Irmãos Metralha ( o 176-671) terá confidenciado que estavam fartos de aturar o Coronel Cintra e o seu sonho sempre fora viajar para a Eurolândia. " Mas nossa ida para lá não tem piada alguma, se não pudermos continuar a assaltar o Tio Patinhas"- rematou o 176-671.







Demagogia

Muita gente exultou quando Cavaco criticou num colóquio com economistas os cortes dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, considerando a medida ferida de "inequidade fiscal". Até Ana Avoila veio bater palmas a Cavaco, porque não deve ter percebido o filme´. Então, eu explico:


Cavaco disse que tinha esperança que os deputados corrigisem o orçamento na AR. O PR sabe, muito bem, que os deputados do governo estão em maioria, pelo que chumbarão todas as propostas da oposição.


Se Cavaco considera que a norma viola a Constituição, só tem um caminho. Uma vez que jurou cumpri-la, deve chumbar o OE 2012. Obviamente não o fará. Quando muito, pedirá ao Tribunal Constitucional que se pronuncie, o que é outra hipocrisia. Como já escrevi aqui a maioria dos juízes do TC não julga, decide de acordo com os interesses políticos do governo, como já o fez em relação aso cortes de 5% decididos por Sócrates.


Assim sendo, as palavras de Cavaco podem servir aos funcionários públicos de conforto moral , mas nada mais do que isso. São mais úteis ao projecto de Cavaco...


Como também aqui escrevi, durante a campanha eleitoral, a coabitação entre PPC e Cavaco não seria fácil, porque não gostam um do outro. Além disso, Paulo Portas - outro inimigo que Cavaco não esquece- também está no governo, o que terá custado muito a engolir ao PR.


As palavras de Cavaco serviram apenas para marcar uma posição e lançar um aviso ao governo. Se persistir na sua política de desrespeito da Constituição, PPC pode somar argumentos que levem Cavaco a conseguir , "realmente", constituir o seu governo e ver-se livre de duas pessoas que detesta. Assegurada alguma credibilidade externa e pacificada a opinião pública interna, Cavaco poderá então esgrimir a Constituição, dizer "Basta" e usar a bomba atómica. Demite PPC e forma um governo de iniciativa presidencial, com Catroga e MFL ao leme.


O povo português agardecerá e Cavaco cumprirá finalmente o seu plano ambicioso que vem urdindo há quase 30 anos. Nada que eu não tivesse previsto aqui em Junho


(Os funcionários públicos é que continuarão na mesma sem subsídios, mas isso pouco interessará então a Cavaco)

A liberdade de que eles gostam

O derrube de um ditador é sempre saudável, mas quando vejo especialistas deste governo rejubilarem com a morte de Kadhaffi, percebo melhor que tipo de democracia e liberdade de expressão eles pretendem. Mais do que desprezo, sinto-me roubado por andar a pagar os salários desses filhos da puta.

Quem havia de dizer que Paulo Portas, ao recusar o júbilo pelo assassinato de Kadhaffi, mostrou ter mais sensibilidade do que Ana Gomes e ser menos idiota do que Pedro Correia?

Grandes Bandas (16)


Como se anuncia o regresso da chuva a partir de domingo, lembrei-me de vos fazer esta pergunta

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A última criação de Steve Jobs

Antes de morrer, Steve Jobs criou o iPobre, a pensar essencialmente nos portugueses, mas é natural que venha a ter grande sucesso noutros paíse europeus e até nos EUA. ( clique na imagem)

Caramelos Vaquinha (1 )

João Almeida



(deputado do CDS/PP)





Ó homem, com essa cara você ia estragar-me a caderneta de cromos! Além disso, não tem estatuto para ser incluído numa publicação tão relevante...

Vai daí, resolvi criar uma rubrica destinada a pessoas que se julgam importantes, mas na realidade não são. Como é o seu caso. Terá, mesmo assim, a honra imerecida de ser o nº1 desta nova rubrica.

Critérios para ingressar no Caramelos Vaquinha? Ser uma personagem insignificante e pronunciar frases delirantes ( de preferência com aquele ar convencido que você sempre ostenta e admito seja tão apreciado por alguns, como o sorriso das vaquinhas pelo prof. Cavaco)

A justificação para o admitir nesta galeria deve-se ao facto de ter comentado assim o OE 2012:

" É um orçamento justo e de ética social, porque os mais ricos pagam mais"

Olhe lá, não quer que chame o médico? Talvez seja melhor é pedir a quem partilha consigo a mesma cama, o mesmo que pedi à D. Laura. Boa?