quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pedro e a Grafonola Ideal

Há duas semanas, na AR, Pedro Passos Coelho prometeu apresentar até dia 30 de Setembro o diagnóstico da Madeira e as medidas a adoptar para corrigir a dívida. Ontem deu o dito por não dito, reconheceu que tinha falado demais e não tem condições para apresentar as medidas que irão penalizar os madeirenses e, por arrasto, todos os portugueses.

Ficamos a saber que o nosso PM está condicionado na sua acção governativa pelo ministro Relvas - A Grafonola Ideal que o condiciona politicamente.Ora esta constatação, merece algumas reflexões.

Mais do que a dívida da Madeira, preocupa-me a desvalorização que Jardim lhe confere. Eu sei que apenas confirma o que já todos sabiam, mas disfarçavam assobiando para o ar: a Madeira é governada, há mais de 30 anos, por uma pessoa que poderia ser facilmente substituída, no exercício das suas funções, por um qualquer residente naquele edifício da Av. Brasil cujo nome oportunamente se me varreu da memória.

Entretanto, AJJ volta a falar de independência. Seria uma boa oportunidade para aceitar a proposta, apesar de no dia seguinte ele ter afirmado que afinal seria uma má ideia. É o desnorte de uma criança apanhada, em flagrante, a assaltar o pote da geleia.

Depois da intervenção punitiva de Relvas, ficamos porém todos a saber que PPC, além de medroso, não é homem de palavra. Ficará à espera dos resultados eleitorais para anunciar as medidas, ganhando espaço de manobra. Se AJJ vencer com maioria, os portugueses pagarão uma boa factura dos desvarios do aldrabão da Madeira. Se não o conseguir, os madeirenses pagarão uma factura mais pesada, aliviando os sacrifícios dos portugueses.

Ter um primeiro ministro com reserva mental não indicia nada de bom para o nosso futuro, mas ter uma Grafonola Ideal a condicionar a sua acção governativa, é preocupante.

3 comentários:

  1. PPC aprendeu a bela arte de ser político com o José Sócrates... não sei como poderiam esperar algo de diferente!

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  2. pois é... pois é...
    e eles: lá vão cantando e rindo, levados, levados sim...
    (onde é que já ouvi isto?)
    em outro tempo... em outro tempo...

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  3. Tal-e-qualmente como diria o sinhozinho Malta...

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