
Os portugueses andam tristes, cabisbaixos, vergados aos efeitos da crise. Nem estes belos dias de sol com temperaturas amenas parecem capazes de libertá-los do pesado fardo que carregam. Se pertence a esse grupo que pensa que já nada o diverte, anda com medo de ser despedido(a) e que não lhe renovem o contrato, ou está chateado (a) porque o emprego seu de cada dia é uma apagada e vil tristeza, dou-lhe um conselho: apaixone-se!
É bom estar apaixonado, sabem? A gente perde aquele ar sisudo de quem saiu da Repartição de Finanças, depois de volatilizar o subsídio de férias num imposto e fica com aquele olhar dengoso e quebrado, mirando-se ao espelho, enquanto sonha com a felicidade eterna.
Quando estamos apaixonados tudo é diferente. Ser “atropelado” por dois chineses, mais meia dúzia de putos mal educados na fila do autocarro, e ter de esperar pelo seguinte sob chuva torrencial, torna-se subitamente um pretexto para um arrolhar amoroso, de fazer inveja às gastas histórias de amor dos anos 30.
Encontrar a casa invadida pelo fumo emanado do andar do vizinho que decidiu assar sardinhas na varanda, é um óptimo pretexto para convidar o(a) parceiro(a) para um jantar romântico.
Tropeçar num monte de sacos de lixo descuidadamente deixados na rua, por preguiça de alguém em os colocar no contentor, ou apanhar um banho provocado pelo descuido de um condutor que não evitou a poça de água, são histórias que se arquivam no sótão das nossas memórias para mais tarde recordar.
Um monstruoso engarrafamento que enfurece qualquer mortal, transforma-se em algo insignificante, pretexto sublime para trocar promessas de amor eterno, se estivermos irremediavelmente apaixonados.
Para quê protestar contra o trânsito caótico, a indisciplina nas filas do autocarro, o lixo acumulado nas ruas, o ruído das obras que nos acordam às sete da manhã, o chefe que é grunho, o salário que é escasso, a televisão que não presta, o governo que não consegue debelar a crise, o Passos e o Cavaco que têm solução para todos os problemas mas fazem caixinha, se a solução é tão fácil? Apaixonem-se e verão que nada disto tem importância.
O amor é o remédio mais barato contra a crise e nem precisa de ser aviado na farmácia. Tomem uma embalagem inteira. Ficarão com os vossos problemas resolvidos e acabarão a dizer: Que bom é viver em Portugal!
É bom estar apaixonado, sabem? A gente perde aquele ar sisudo de quem saiu da Repartição de Finanças, depois de volatilizar o subsídio de férias num imposto e fica com aquele olhar dengoso e quebrado, mirando-se ao espelho, enquanto sonha com a felicidade eterna.
Quando estamos apaixonados tudo é diferente. Ser “atropelado” por dois chineses, mais meia dúzia de putos mal educados na fila do autocarro, e ter de esperar pelo seguinte sob chuva torrencial, torna-se subitamente um pretexto para um arrolhar amoroso, de fazer inveja às gastas histórias de amor dos anos 30.
Encontrar a casa invadida pelo fumo emanado do andar do vizinho que decidiu assar sardinhas na varanda, é um óptimo pretexto para convidar o(a) parceiro(a) para um jantar romântico.
Tropeçar num monte de sacos de lixo descuidadamente deixados na rua, por preguiça de alguém em os colocar no contentor, ou apanhar um banho provocado pelo descuido de um condutor que não evitou a poça de água, são histórias que se arquivam no sótão das nossas memórias para mais tarde recordar.
Um monstruoso engarrafamento que enfurece qualquer mortal, transforma-se em algo insignificante, pretexto sublime para trocar promessas de amor eterno, se estivermos irremediavelmente apaixonados.
Para quê protestar contra o trânsito caótico, a indisciplina nas filas do autocarro, o lixo acumulado nas ruas, o ruído das obras que nos acordam às sete da manhã, o chefe que é grunho, o salário que é escasso, a televisão que não presta, o governo que não consegue debelar a crise, o Passos e o Cavaco que têm solução para todos os problemas mas fazem caixinha, se a solução é tão fácil? Apaixonem-se e verão que nada disto tem importância.
O amor é o remédio mais barato contra a crise e nem precisa de ser aviado na farmácia. Tomem uma embalagem inteira. Ficarão com os vossos problemas resolvidos e acabarão a dizer: Que bom é viver em Portugal!
Tenham um bom fim de semana. E se não souberem o que hão-de vestir quando se forem encontrar com o (a) namorado(a), amanhã pela manhã eu deixo-vos aqui uma sugestão que deixará o(a) vosso (a) parceiro(a) pelo beicinho!
Sábio conselho :)
ResponderEliminar:)) É verdade...
ResponderEliminarMalgré tout, eu gosto de viver em Portugal! :-))
ResponderEliminarVou grelhar peixe no quintal, espero que o meu vizinho leve a mulher a almoçar fora...ou o contrário, tanto faz! :-))
Abraço
Já nem com uma paixoneta o sorriso volta...
ResponderEliminaré que: eles comem tudo... eles comem tudo e não deixam nada.
Ó meu amigo
ResponderEliminar(perdoe o abuso, se, a amizade é mais que leituras comuns, o que concordo, mas, aceite, pf., o trato, a cordialidade, pois)
acho que tem razão, mas lá dizia o outro,
o grande problema dos sonhos é o despertar... ehhh
não será pior a emenda que o "cianeto"???
bfs, caríssimo.
fraterno abraço
Mel
Atão, cadé a sugestão do dress code? parece-me que falta um link...:))
ResponderEliminarEm tom irónico e bem disposto, eis um conselho avisado e certo - digo eu, com conhecimento de experiência feita:-)
ResponderEliminarUm excelente fim-de-semana para ti também!
Qual é a sugestão? Vamos de tanga? ahahahahah
ResponderEliminarJá tinha saudades de o ler. :)
Bom fim-de-semana !
Excelente conselho,pois ficamos com a cabeça nas nuvens e só vemos estrelas :)
ResponderEliminarVou esperar pela sua sugestão quanto ao vestuário pois a opinião de um homem de bom gosto é muito importante pata tudo dar certo ;)
beijinhos
É assim mesmo!!! A pessoa quando está apaixonada, supera todas as dificuldades, banaliza todos os incomodos e nada a perturba. Estar apaixonada é viver em permanente estado de graça.
ResponderEliminarGosto desta solução! :)))
ResponderEliminarCarlos, Carlos, que sonho utópico! Há alguma vez um amor que não fique debilitado ou que resista a tantos contratempos? Isso era antigamente... aqueles amores assolapados... até esses desapareceram... : ))))
ResponderEliminarrealmente o melhor é estar in love!
ResponderEliminarencontrei este blogue ao acaso e pelo que ja li é digno de se seguir. Ei de vir ca mais vezes
Abraço
silenciosquefalam.blogspot.com