Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Figura da semana

" O tratamento do dinheiro foi feito, não por gente honesta, mas por aves de rapina que no vocabulário português têm o nome de ladrão"

Esta frase foi proferida por D. Januário Torgal Ferreira em 2004 e muito glosada pelos blogs do costume para invocarem a falta de seriedade do governo de Sócrates ( apesar de ter sido proferida durante o governo de Durão Barroso).

No sábado, D. Januário deu uma entrevista à TSF ( cuja audição recomendo vivamente) onde afirma que tem vergonha deste país. Não é o único!
Numa entrevista duríssima, onde não se coíbe de tecer severas críticas à Igreja e elogiar os partidos de esquerda, D. Januário põe o dedo em muitas das feridas de que padece a sociedade portuguesa e o actual governo .
Tive a felicidade de ser seu aluno. Admirava-o como professor e como homem, pela verticalidade e coerência. É das pessoas que nos fazem acreditar que na Igreja ainda há gente que vale a pena ouvir e com quem é um prazer falar.
Pena que uma Igreja que tanto lamenta a pobreza, mas vive numa despudorada opulência, não se reveja nas suas palavras.

























9 comentários:

  1. Carlos,
    Permita-me uma correcção - não é a Igreja.
    É alguma Igreja.
    Da qual D. Januário não é exemplo.
    Este faz parte dos bons exemplos.
    E há muitos.

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  2. Bem prega Frei Tomás faz o que ele diz mas não faças o que ele faz...(não me estou a referir a D. Januário)

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  3. Infelizmente, não o conheço.

    Mas é daquelas católicos que eu respeito profundamente, pois segue o verdadeiro espírito cristão.

    Outro católico que admiro muito é o padre Mário Oliveira, da Lixa.

    Bom dia.

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  4. Subscrevo tudo o que D. Januário diz menos ter vergonha de Portugal!
    Eu não tenho vergonha do meu país, tenho vergonha de ter algumas criaturas como compatriotas!

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  5. Eu também não tenho vergonha de Portugal.Tenho até muito orgulho de ser portuguesa, nacionalidade que não trocava por nenhuma outra. Tenho é vergonha de existirem nuitos portugueses que me dão motivo para ter vergonha de dizer que também o sou. Aliás, a estes nem os considero como meus compatriotas, pois para mim são apátridas. Seriam o que quer que fosse se retirassem daí dividendos.

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  6. O que admira é que a Igreja ainda não o tenha destituído do sacerdócio...

    E embora concorde com ele, não deixo de concordar com a Rosa - não tenho vergonha do meu país, mas sim de algumas pessoas que o representam!

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  7. Terá D. José Policarpo ouvido ou lido esta entrevista?

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  8. Também fui sua aluna, quando tinha 18 anos. Achei incrível como ele conseguiu rapidamente decorar o nome de todos, inclusive o meu :)

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