O sr Santos é um dos homens mais ricos do país e tem umas mercearias grandes espalhadas por aí. Recentemente, uns capatazes foram-lhe dizer que alguns dos empregados roubavam produtos das lojas e que o faziam por terem fome.
Felizmente, o sr Santos é uma pessoa de bom coração. Condoído com a miséria dos seus empregados decidiu ajudá-los...
Aumentou-lhes o ordenado! -dirão uns leitores mais optimistas.
Não!O sr Santos é caridoso, mas acha que os empregados não precisam de dinheiro, por isso, em vez de aumentar os ordenados, resolveu distribuir alimentos aos mais carenciados. O sr Santos agiu como qualquer patrãozeco de meia leca no tempo do Estado Novo:
- Queres trabalhar, Zé? -perguntava o latifundiário
- Sim , senhor doutor engenheiro. Tenho mulher e filhos para sustentar.
-Olha, eu dinheiro para te pagar, não tenho, mas pago-te com comida, está bem?
-Está bem, meu senhor!
Aumentou-lhes o ordenado! -dirão uns leitores mais optimistas.
Não!O sr Santos é caridoso, mas acha que os empregados não precisam de dinheiro, por isso, em vez de aumentar os ordenados, resolveu distribuir alimentos aos mais carenciados. O sr Santos agiu como qualquer patrãozeco de meia leca no tempo do Estado Novo:
- Queres trabalhar, Zé? -perguntava o latifundiário
- Sim , senhor doutor engenheiro. Tenho mulher e filhos para sustentar.
-Olha, eu dinheiro para te pagar, não tenho, mas pago-te com comida, está bem?
-Está bem, meu senhor!
O sr Santos Pingo Doce pensa e age da mesma forma. Não vão os trabalhadores gastar os dinheiro em vinho e outras porcarias, o melhor é dar-lhes comida, que assim sempre se sabe para onde o dinheiro vai.
Muitos dirão que é um gesto magnânimo do sr Alexandre e, ao saber da sua bondade, quando se cruzarem com ele não tirarão o chapéu em sinal de respeito como noutros tempos, mas sempre dirão:
- Obrigadinho senhor Santos! Que Deus lhe dê muita saudinha, sim?
Feliz com o reconhecimento do seu súbdito, o sr. Santos responderá com um aceno e partirá para o gabinete de um membro do governo anunciando que a receita para manter o povo contente é brincar à caridadezinha…
Pedro Mota Soares já comprou a ideia...
Muitos dirão que é um gesto magnânimo do sr Alexandre e, ao saber da sua bondade, quando se cruzarem com ele não tirarão o chapéu em sinal de respeito como noutros tempos, mas sempre dirão:
- Obrigadinho senhor Santos! Que Deus lhe dê muita saudinha, sim?
Feliz com o reconhecimento do seu súbdito, o sr. Santos responderá com um aceno e partirá para o gabinete de um membro do governo anunciando que a receita para manter o povo contente é brincar à caridadezinha…
veremos ainda mais, esteja certo.
ResponderEliminarÉ comovente que um patrão zele dessa forma pelos seus assalariados - qual dinheiro, qual carapuça, que ainda por cima pode ser gasto na taberna, em vez de leite e pão para os filhos...
ResponderEliminarNada como essa vigilância, em simultâneo com essa caridadezinha, para impedir que os tontos dos trabalhadores gastem dinheiro mal gasto! :P
Comigo não conta ele!
ResponderEliminarNão frequento Pingos Doces e afins!
Vamos brincar à caridadezinha
ResponderEliminarFesta, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha
... já cantava José Barata Moura!
Não vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta é falsa intençãozinha
Não vamos brincar à caridadezinha
... como no tempo do Estado Novo?!
ResponderEliminarJá estamos quase lá... falta pouco!
Uma tristeza! Uma vergonha!
Uma coisa assim parecida com o que acontecia nas colónias, trabalhavam todo o dia e aviavam-se na venda do proprietário, quando ao fim do mês iam pelo salário diziam-lhes que deviam mais do que tinham para receber...
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