quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Cerco

Não, não vou falar do Bairro do Cerco, onde vive gente muito respeitável. Vou falar do governo, onde o cerco montado por Pedro a Paulo promete agitar o Outono, com golpes baixos e contra-golpes à medida.


Sempre abominei pessoas com "punhos de renda" que se querem fazer passar por aquilo que não são, invocando a ética (que não têm) como valor primordial da sua conduta. PPC é um exemplo perfeito do "ronha faz de conta". Faz passar a imagem de ser pessoa cordata, mas vai sacaneando o seu parceiro de coligação todos os dias.


A nomeação de Braga de Macedo ( ininigo de estimação de Paulo Portas) para dirigir a diplomacia económica, reduz o líder do CDS a um mestre de cerimónias de um ministério sem pasta, ou a escolha de Santana Lopes para a Santa Casa, sem informar o ministro (Mota Soares) a quem devia competir a nomeação, são dois casos que devem ter deixado Portas a ferver, porque demonstram que afinal PPC tinha razão quando disse, em plena campanha eleitoral, não querer "paus de cabeleira".


Na verdade, neste momento, Portas já nem esse papel desempenha. Sem poderes no ministério e a ver os seus ministros ultrapassados por decisões pessoais do PM, o parceiro de coligação é um marido enganado, que é o último a saber das traições do cônjuge mas aceita desempenhar o papel de figura decorativa num casamento faz de conta.


Portas deverá estar a preparar a vingança. Primeiro na Madeira, depois na discussão do OE, mas está refém de um compromisso que não pode quebrar, sob pena de perder direito à renda mensal, pelo que em nada comprometerá a estratégia de PPC. Lá mais para diante, porém, a relação poderá terminar num divórcio litigioso. No momento que Portas veja mais adequado, vai cobrar um preço elevado pela "traição".

5 comentários:

  1. Deus perdoa, Portas não! :-))
    Eles que têm nomes de apóstolos que se entendam! :-))

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  2. A vingança serve-se fria..., cá estaremos para ver, isto ainda vão haver mauitas contas para ajustar.

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  3. Ui se vai, e então será uma separação de facto. Coitados dos filhos!

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