Quando eram crianças, povoaram-lhes o imaginário de histórias em que formosas princesas beijavam sapos que se transformaram em belos e viris príncipes.
Na idade da inocência – mais ou menos o período pós Mafalda e Astérix- príncipes e princesas beijaram-se a céu aberto, empunhando bandeiras de vitória.
Na idade adulta, meteram o tio Marx na gaveta, começaram a olhar para o avô Mao com complacência e saudosismo, trocaram a leitura de “O Capital” pelo Financial Times e perceberam que tinham que se preocupar com as carreiras, as promoções, os carros e o sucesso a qualquer preço. Muitos escolheram a carreira política para o conseguir.A grande maioria concluiu, sem amargura, que afinal as princesas beijaram muitos príncipes, que depois se transformaram novamente em sapos, concluindo assim o inexorável ciclo da vida.
Carlos
ResponderEliminarExcelente caracterização.
Mas como disse o poeta...
"Há sempre alguem que resiste, há sempre alguem que diz não"
Para quando a geração de 70??
ResponderEliminarUm abraço!
Até o "boca de sapo" é da mesma geração.
ResponderEliminarHoje, velhos, passam o tempo a lamentar-se e não mexem um dedo para alterar o mundo...
ResponderEliminarFui chegando meio que no finalzinho dessa geração..mas é mesmo mais ou menos assim!
ResponderEliminarOra aí está! Penso muita vez nisso. Será que ninguém se motiva para escrever um livro sobre esse fenómeno? Seria interessante perceber esse ciclo, quase impossível de quebrar.
ResponderEliminar"Any man who is not a communist at the age of twenty is a fool. Any man who is still a communist at the age of thirty is an even bigger fool" George Bernard Shaw