Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Um pecado a sul do Equador



Começa dentro de pouco mais de uma hora a primeira mão da final da Taça Libertadores. Este ano não terei como incentivo suplementar a presença de uma equipa argentina ( coisa rara…) mas, em compensação, estarão frente a frente as duas equipas sul-americanas mais emblemáticas da minha meninice: Santos (Brasil) e Peñarol (Uruguai).
Nos anos 60 o Santos era equiparável ao Barcelona actual. Dominava o panorama futebolístico mundial e cilindrava quem lhe aparecesse pela frente. Lembro-me, como se fosse hoje, de estar na cama a ouvir, às escondidas, o relato de um célebre Santos –Benfica, que se defrontavam na final da Taça Intercontinental, em 1962. O Santos venceu na Luz por 5-2 e eu sofri com a derrota do Benfica, pois era a equipa que representava o meu país. ( Não se riam os leitores mais jovens, mas nos anos 60 era possível uma criança acreditar que todos os adeptos dos clubes portugueses se uniam, torcendo pela equipa portuguesa em competição…)
Mudaram-se os tempos. O Santos ( tal como o Benfica que perderia outra Taça Intercontinental para o Peñarol) passou por um período menos bom, sem jogadores magistrais como Pelé, Zito, Gilmar ou Dorval. Hoje, volta aos grandes palcos defrontando outra equipa com grandes tradições, como é o Peñarol.

Talvez não seja um grande jogo, mas será um bom momento para reviver velhas emoções, apesar de por lá não estar o meu Boca Juniors, nem o Independiente. Que ganhe o melhor, e o melhor seja o Santos. Na próxima semana há mais...

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