Ó meu rico Santo António
Nunca fui bom a rimar
Mas o assunto é sério
Vais ter de me perdoar
Dizem que és casamenteiro
Fazes as pessoas felizes
Explica lá ó Padroeiro
A razão deste deslize
Aconteceu há uma semana
Um episódio infeliz
Um Coelho e uma Porta
Casaram neste país.
Acaso já percebeste
O sarilho que arranjaste?
Um coelho com uma porta
Só pode dar merda… (e da grossa)
Farás a misericórdia
De desfazer o engano?
É qu’isto é uma mixórdia
Que nunca vi de tal tamanho
Não venhas cá com desculpas
Que a quadra tem má rima
Porque não é minha a culpa
De teres trocado a ladainha
Já agora que estou aqui
Faço-te mais um pedido
Livra-nos enquanto é tempo
Dos gajos do FMI
Sei que andas ocupado
E não fizeste por mal
Mas não podias ter calado
O manjerico do Anibál
Santo António não te minto
Se disser que estou lixado
Dá cá um copo de tinto
E uma sardinha assada
A sardinha não está rimando
ResponderEliminarcom o seu declarado estado
a não ser que vá manjando
açorda com ovo escalfado
Boa?
Não deu bem para rimar
ResponderEliminarmas li sem contrariedade
este seu certeiro dizer
pois não rima mas é verdade
Com este estado actual
ResponderEliminarTão saturado de crises
Qualquer rima, rima mal.
Quanto aos dois,que fiquem à vontade
Neste "perfeito casamento"
Pois o encanto da felicidade
Passa breve, num momento...
Esperemos pelos delizes
Nestas crónicas do rochedo
ResponderEliminarmuitas verdades fui encontrar
Até parece bruxedo
o País assim se encontrar!
Ó Santo António vê lá!
Livra-nos desta praga rogada
que se chama mau olhado por cá
Que disto, estou mais que cansada!
Queria tanto me distrair
e nas festas ir dançar
mas custa-me a sorrir
sabendo o País a penar
Carlos
ResponderEliminarJá andei nos cantos
andei só por andar
não me ajeito para o canto
mas vou ter que marchar.
Abraço
Quem dera assim rimar
ResponderEliminarPara meus males espantar
Fico-me pelo dedilhar
E ler o que o Carlos mostrar.
e a "festa" continua...
:))
Nem coelhos nem portas
ResponderEliminarNão pense, deixe-os lá estar
Qu’ os tugas aristocratas
As praias vão abarrotar
Não diz o senhor presidente,
Meu povo, férias cá dentro
Pois então? Não é aparente
Qu’é melhor comer açorda e coentro?
Ó Toninho do meu coração
Leva o Carlos pr’ós Algarves
E por grande consideração
Não lhe ponhas na frente mais alarves!
Imaginou, por acaso, a trabalheira que isto me deu?!
ResponderEliminarComo costumo dizer: Que me perdoem os poetas! : )
E, como todos vós comentam a crise em Portugal
ResponderEliminareu, para bem da população
vou escrever umas lindas quadras
Sobre o Santo do meu coração.
"Oh meu rico Santo António
Santinho da minha devoção
Não me arranjes já marido
Não me quero casar, não!
Roupa lavada e comida já prontinha
Todos querem de bom agrado
Mas ajudar aqui as meninas
É pior do que mau olhado!
No início tudo é bonito
Das flores, ao beijo "roubado"
Depressa esquecem os miminhos
E procuram outro achado
Nas noites de bailarico
Gosto da bela sardinha assada
Comprar uma rifa e sair um mangerico
E chegar a casa toda amassada
Mas a noite já passou
E o meu santinho que bem se comporta
Perto do meu coração
E homem longe da minha porta!"
Post escrito no meu blogue!
Catarina:
ResponderEliminarEntão quer mandar-me para os Algarves? Ainda se fosse para a Patagónia...
A todos:
ResponderEliminarObrigado pela colaboração que só hoje agradeço, pois mantive-me afastado da blogosfera durante estes dias. O que andei a fazer? Mais logo vão ficar a saber:-)))
Já pode comentar no Contempladora! : )
ResponderEliminar