«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148
BOM DIA, CARLOS!
ResponderEliminarTencionava publicar estas palavras do José Saramago no dia 18 de Junho.
Aqui no Rochedo ainda assentam melhor, meu amigo, e eu limito-me a publicar um dos seus poemas de que tanto gosto.
Saramago é que os topava bem, mas "a puta que os pariu a todos" é que nos vai lixar a todos com f grande.
ResponderEliminarSaramago conhecia bem esta corja.
ResponderEliminarLUIZ
Recebi ontem por mail e fui reler o texto no 2º volume dos Cadernos de Lanzerote...
ResponderEliminarÀ tarde levei o livro a uma amiga que ainda não tinha lido os Cadernos...
Saramago sabia o que dizia...
Por acaso ontem publiquei esta citação no meu Facebook e vou fazê-lo também no meu blog.
ResponderEliminarÉ duma actualidade pertinente.